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Sustentabilidade da TI

A preocupação com as agressões ao meio ambiente, aquecimento global, utilização dos recursos naturais em um nível acima do que o planeta consegue repor e várias outras relacionadas com a sustentabilidade da própria vida, tem levado ao questionamento da sustentabilidade da área de Tecnologia da Informação. Vários relatórios e dados esparsos têm aparecido sobre a questão, como por exemplo um recente resultado de pesquisa do Gartner Group que indica que nos próximos 5 anos, 512 milhões de PCs vão ser jogados no lixo. O impacto ambiental desse lixo é enorme, já que uma grande parte dele é despachado para os países mais pobres, como “doações” às populações carentes, escolas, programas de inclusão digital, etc. Quando essas doações se transformam finalmente em lixo, passam a significar a sobrevivência de uma parte da população que sobrevive da extração e comercialização de componentes e metais das placas e circuitos internos, com impactos ambientais locais dificeis de mensurar.

Nicholas Carr se deu ao trabalho de fazer a conta do consumo de energia anual de um avatar do SecondLife, que é o jogo de simulação que está incomodando muita gente. A conta é de assustar, um avatar consome nada menos que 1752kWh de energia elétrica, se ficar no ar o ano todo. Para termos uma base de comparação, um brasileiro médio segundo a conta do Silvio Meira consome 1884kWh por ano. Uma outra conta sobre o consumo de energia elétrica dos datacenters, divulgada recentemente em uma entrevista de Héctor Ruiz, atual CEO da AMD e publicada na INFO-Online, merece ser transcrita: Um grande data center tem um consumo equivalente ao de uma cidade de 150 000 pessoas. Estamos falando de prédios que têm o tamanho de um quarteirão.” A grande preocupação hoje, tanto da AMD quanto da Intel e outros fabricantes, é o investimento em componentes com baixo consumo de energia, o que até hoje não foi uma preocupação muito forte. Esse parece ser um nicho de negócios promissor e talvez obrigatório para quem já é participante do jogo.

Uma curiosidade publicada no EcoGeek afirma que se o Google mudasse a cor de fundo das páginas dele da cor branca para a cor preta, já possibilitaria uma economia de energia razoável. De grão em grão, vai-se melhorando a sustentabilidade da área. Mas essa é uma questão para pensar, e muito, como várias outras ligadas a sustentabilidade e ecologia. Em postagens seguintes, vou deixar aqui uma análise sistêmica do assunto com alguns diagramas de influência, onde os problemas de sustentabilidade ficam bem aparentes.

  1. Vinci
    Sábado, 10 Fevereiro, 2007 às 7:07 am | #1

    Show, Zé. Muito interessante a quantidade de problemas que surgem quando se fala em larga escala…

  2. Domingo, 11 Fevereiro, 2007 às 7:12 am | #2

    Vou precisar do Influence para desenhar os diagramas de influencia dos proximos posts. Vou postar uns dois ou tres diagramas aqui para melhorar a visao do problema, fica de olho ai pra me ajudar…

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