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Pensar fora da caixa e a inovação

Publicado por: Jose Luis Braga em: domingo, 14 março, 2010

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Abra a caixa

Pensar fora da caixa já se transformou em uma daquelas expressões repetidas aos montes, mais uma buzzword.  Acredito que na maioria das vezes, ela é usada apenas para dar um ar de modernidade no que está sendo falado, sem que seu usuário tenha parado para pensar sobre o que significa de fato a expressão.  Mas, afinal, o que é mesmo pensar fora da caixa?

A tendência do ser humano é atingir uma zona de conforto, e não querer sair dela nem por decreto. Nesse estado ou situação, as coisas seguem um ritmo mais ou menos previsivel, sob (algum) controle, nosso planejamento tende a funcionar melhor, ficamos menos sujeitos a imprevistos e situações “desagradáveis”. Em poucas palavras, nós seres humanos somos muito adeptos da rotina, do esperado, do previsível. Em uma postagem mais antiga: Risco, incerteza e seus impactos, falei um pouco sobre a questão sob o ponto de vista do livro The black swan (A lógica do cisne negro).

Inovar significa fazer coisas rotineiras de maneira completamente inusitada, melhorando a forma de fazer e seus efeitos. Não faltam exemplos de inovações que causam ou causaram impacto pelo mundo afora: computador, máquina fotográfica digital, Kindle, mp3, iPhone, iPad, Google, Android…, para ficarmos apenas na área de tecnologia.  Inovação acontece em duas etapas: criatividade e realização. Para sermos inovadores, temos que ser criativos, e muito criativos, para conseguir enxergar novas maneiras de fazer o mesmo de sempre, de antecipar o futuro e criar soluções para seus problemas, etc. Mas não se esqueçam, a capacidade de realizar a criatividade, colocar a idéia na rua na forma de protótipo, produto, processo ou outros, é tão fundamental quanto a criatividade.

Sair da mesmice, deixar a mente viajar, atiçar a curiosidade e a criatividade, ler livros fora da sua área de conhecimento, conversar com pessoas de outras áreas e tendências, artes, música, escrita, palestras, viagens, tudo aguça e melhora nossa capacidade de criar. Mas…se não estivermos dispostos a sair da zona de conforto, não vamos conseguir enxergar nada além do que ela permite, não conseguimos pensar fora da caixa, sair da caixa. E ai eu li uma postagem de blog muito interessante, 11 ways to think outside the box, que me motivou a escrever sobre esse assunto.  A lista das 11 dicas para ajudar a pensar fora da caixa: -estude outra área ou indústria; -aprenda sobre outra religião (supondo que você tenha alguma…); -assista a uma boa aula ou palestra (fora da sua área); -leia um livro ou romance sobre um assunto inusitado ou desconhecido para você; -escreva uma poesia; -faça um desenho diferente, ou pinte um quadro; -ponha as coisas de cabeça para baixo; -trabalhe do fim para o começo (comece pensando que as idéias já estão implementadas); -peça ajuda a uma criança (essa funciona, eles são mais criativos, ainda não estão dentro de caixa nenhuma); -não evite a aleatoriedade, adote-a como parceira; -tome um banho frio…

Comece logo, sua oportunidade pode estar logo na sua frente, e você tem que estar preparado para enxergá-la. O acaso não existe…

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

4 Respostas para "Pensar fora da caixa e a inovação"

Ótimo post Zé!

Quando eu penso em o que leva as pessoas a “pensar fora da caixa” eu penso em motivação. Pensando em motivação eu li esse post da tribo do mouse (blog que sou fã): http://www.tribodomouse.com.br/2010/03/esqueca-o-que-te-disseram-sobre.html

Parar para enxergar as coisas do dia a dia de forma diferente já é algo difícil. Enxergar e ter força de vontade para conseguir lutar até o fim e mudar o cotidiano (seja no trabalho, nos estudos, em casa ou em assuntos particulares) é algo muito mais complicado…

Abraço

Oi Zé,

Eu ia escrever algo parecido, mas você já colocou o principal sobre o tal “pensar fora da caixa”.

[]s

PGC

Acho que você deveria escrever de qualquer forma. Neste caso, quanto mais esse assunto for apresentado sob ângulos diferentes, melhor. É uma quebra de cultura, tem que ser lido, relido, falado, refalado, escrito e reescrito quantas vezes forem necessárias. abraço

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