
Cálculo renal
Cada um tem um órgão que recebe os impactos do estresse diário. Mesmo que a gente não perceba, nossos altos e baixos (principalmente os baixos) se refletem diretamente nesses órgãos. Claro, o corpo humano é um sistema maravilhosamente bem engenhado e sempre em busca de equilibrio, não tem como um órgão ser afetado sozinho sem sobrar respingos para os demais parceiros no sistema. Piorou um, os outros também tendem a piorar depois de um certo tempo.
Meu carinho especial é com os rins e com cálculos renais. Longa história, felizmente tenho facilidade para expelir todos de maneira “natural”, e já tenho uma boa resistência a crises renais, depois de nem sei mais quantas que já tive. Recebo o aviso de que vou ter crise pelo menos um dia antes de ela acontecer, dá tempo de me prevenir. Mas, são infernais, incomodam demais, e leva um tempão até o cálculo percorrer todo o trajeto dos rins até a bexiga, e dai ser expelido pela uretra. A figura ai acima mostra bem a estrutura fisica do sistema, desde os rins, ureteres que são os canais de comunicação entre os rins e a bexiga, a bexiga e a uretra. Um detalhe sobre a uretra: no homem ela é muito mais longa que na mulher, dai a maior facilidade que as mulheres têm para expelir o cálculo.
Bom, recentemente tive um cálculo renal bem no fim do ureter esquerdo, quase caindo na bexiga, mais ou menos (um pouco mais abaixo) como o que está indicado na figura acima, coincidentemente também no ureter esquerdo. Ficou ai uns 30 dias me incomodando mas felizmente sem causar crise renal. E tem remédio? não tem, só mesmo muita paciência, algum analgésico se a dor incomodar, e muita água, tome água, vai água, o dia todo e a noite toda. Esse é um problema universal que aflige muito mais gente do que se imagina, e se você ainda não teve o seu, se prepare, porque com a nossa alimentação, estresse diário, qualidade da água em alguns casos e quantidade de água que ingerimos, certamente ser agraciado com uma crise renal é apenas questão de tempo.
O preventivo é sempre o mesmo: boa alimentação, atividade física, ter controle sobre o estresse diário, vida leve. Até ai, é a receita para uma boa vida em qualquer situação, todo mundo fala a mesma coisa sobre qualquer coisa. Mas, o mais importante para evitar a formação de cálculos renais, é tomar muita água diariamente. Quanto é isso? Pelo menos dois litros de água adicionais ao que já é ingerido normalmente na alimentação, café, refrigerantes, etc. No meu caso, tomo uns três litros adicionais, minha caneca lá no DPI é de meio litro, parece mais um penico, e vive cheia-vazia-cheia-vazia…, já é folclórica.
Mas e as máquinas de litotripsia que quebram o cálculo sem invasão do corpo humano? claro, elas podem ser usadas, mas somente em alguns locais do sistema, preferencialmente nos rins, e com cálculos maiores que 5mm. Também com cálculos muito grandes, os resultados podem não ser bons ou até não ter resultado nenhum, podem até causar outros problemas, dependendo do caso é preferível a extração cirúrgica.
Há outros procedimentos como a extração pela uretra usando ureteroscópio, e outros mais pesados que envolvem cirurgia (já passei por todos eles). Esse meu cálculo que estou homenageando com esta postagem teve que ser extraido via uretra, no dia 10 desse mes de junho, no hospital Biocor em BH. O procedimento é doloroso? não, é apenas aflitivo… e o pós-operatório? tranquilo demais, apenas uma ardência leve e nada mais. Só de ficar livre do cálculo já é um alivio indescritivel. Como consequência dessa extração que fiz, tive que usar um cateter duplo-J, uma prótese que é implantada após a extração dos cálculos do ureter, que evitam que o mesmo tenha cicatrização fechando o caminho para a passagem da urina, vejam aqui.
Onde tem mais informação? o sitio que mais uso é o da MayoClinic nos EUA, a qualidade, quantidade e confiabilidade da informação disponivel lá é de admirar.
(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)