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1808

Sexta-Feira, 30 Outubro, 2009 Jose Luis Braga Deixe um comentário
1808

1808

Terminei de ler o livro 1808, escrito pelo jornalista Laurentino Gomes. Uma viagem com a família real, desde a escapada de Portugal em 1807 e a volta para lá em 1821. O contexto histórico recuperado com muito cuidado, muita pesquisa histórica, um monte de leituras  para conseguir passar ao leitor um modelo da época o mais próximo possivel da realidade.

Interessante é que a imagem que fica na nossa cabeça desde criança, quando a gente estuda História do Brasil pela primeira vez e toma conhecimento da vinda da família real Portuguesa, é a do brilho das cortes, o glamour, bailes, festas, conversas de alcova, pessoas bonitas e bem vestidas. Logo de inicio essa imagem é destruida, pelo relato da viagem com um nivel riquissimo de detalhes. A vida a bordo dos navios da frota real é narrada com muito realismo, foi um enorme sofrimento para todos, principalmente para as mulheres. Banho? nem pensar, comida de vez em quando, água para beber racionada, dormindo ao relento, sol escaldante, roupas completamente inadequadas para o clima tropical, doenças de pele, escorbuto.

Leitura fácil, capitulos curtos,  muito interessante, prende o interesse em todos os capítulos. Apesar de o livro ter luz própria e dispensar mais recomendações, recomendo fortemente aos leitores do blog. Muda nossa visão de Brasil, da nossa origem como povo, da mistura de culturas, a gente passa a entender tudo um pouco melhor. E dá vontade de ler muito mais sobre tudo isso.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Caminhos para a paz

Sábado, 29 Agosto, 2009 Jose Luis Braga 2 comentários

9788561635176-250x250As leituras agora em julho foram poucas, mas selecionadissimas. O cansaço do semestre passado, somado ao monte de artigos que julguei para congressos, simpósios e revistas, mpsBR, bancas de dissertação,  me tiraram um pouco da disposição para outras leituras. Mas, claro, estou sempre lendo, e achei uma pérola numa livraria em BH: A música desperta o tempo, do conhecido e famoso  maestro Daniel Barenboim.

O maestro é nascido na Argentina (1942), talento precoce na música clássica, e por isso mesmo considerado cidadão do mundo. De descendência judaica, o maestro tem um trabalho reconhecido mundialmente em prol da paz e harmonia entre os povos do mundo e, em particular, entre judeus e palestinos em Gaza. Por esse seu trabalho, recebeu reconhecimento internacional via o prêmio Prêmio Príncipe das Astúrias, da Fundación Príncipe de Asturias, da Espanha. O livro é exatamente sobre essa questão, mas abordada sob um ângulo inusitado: o da música, das grandes sinfonias, da harmonia, do ritmo, da integração entre músicos, instrumentos, música e regência como metáforas para uma paz mundial.  Particularmente, a 5a. Sinfonia de Beethoven é citada inúmeras vezes no livro, é considerada pelo maestro uma obra dedicada ao equilíbrio, cooperação e tolerância.

Uma parte do livro é dedicada a explicar para o leitor leigo,  esse equilibrio e ecologia das orquestras, que são usados como metáfora para expor seu ponto de vista sobre o equilibrio e convivência entre os povos na Faixa de Gaza. A partir daí, o maestro explora a metáfora para propor um modelo de paz na região da Cisjordânia, muito bonito e interessante. O melhor de tudo é que a discussão e as propostas são imparciais, sem levar o leitor a tomar partido de um ou outro lado, sempre no equilibrio e na visão da paz que exige deixar os preconceitos de lado, em algum momento. E isso é conseguido na integração entre os músicos em uma orquestra. As idéias do maestro foram colocadas em prática, com a criação por ele e seu amigo Edward Said da East-West Divan Orchestra, composta por músicos do Oriente Médio: egipcios, iranianos, israelitas, jordanianos, libaneses, palestinos e sirios.

O poder da música reside em sua capacidade de se comunicar com todos os aspectos do ser humano – o animal, o emocional, o intelectual e o espiritual. Com muita frequência, pensamos que as questões pessoais, sociais e políticas são independentes, sem influir umas nas outras. Pela música, aprendemos que essa é uma impossibilidade objetiva: simplesmente não existem elementos independentes. O pensamento lógico e as emoções intuitivas devem estar constantemente unidos. A música nos ensina, em resumo, que tudo está ligado.” (último parágrafo do último capítulo do livro, antes dos Apêndices)

A música é a linguagem da alma…

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Vander Lee: Faro

Domingo, 9 Agosto, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário
Faro

Faro

Como não podia deixar de ser, show do Vander Lee no Palácio das Artes, aqui em BH,  e eu de férias… não ia perder por nada. Na sexta dia 17 de julho, 21 horas, fomos lá conferir, ingressos comprados com antecedência, ficamos bem de frente para o palco, valeu a pena.

Foi o show de lançamento do Faro, seu novo cd. Tão bom ou melhor que o anterior, continua na linha de música urbana, do cotidiano das grandes cidades, particularmente de BH. Segundo o próprio Vander Lee, ele considera esse seu melhor trabalho. Tem faixa com música do Roberto Carlos, Ninguém vai tirar você de mim, com participação especial do MC Renegado, que aparece no show e dá um show a parte. Uma outra faixa, Obscuridade, foi uma adaptação de um poema do Cartola, que ficou muito bonito.  Regina Souza, esposa do Vander Lee e também cantora /compositora, tem participação especial na música O baile dos anjos, parceria dela com o Vander Lee. E canta uma música do seu cd Outonos, recém-lançado.

Claro, ele apresentou várias músicas mais antigas, que não podiam faltar:  Românticos, Esperando aviões e, a pedidos da platéia, cantou também a popular Galo e Cruzeiro. Como torcedor do Galo, não ia deixar de tirar uma casquinha no recente desastre enfrentado pelo time do Cruzeiro na Libertadores e no Brasileirão… Eu não arrisco recomendar nenhuma música em particular, são todas muito bonitas e agradam muito.

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Inimigos públicos

Sábado, 1 Agosto, 2009 Jose Luis Braga 2 comentários
Public Enemies

Public Enemies

Na sexta dia 24 de julho, fui para o Pátio Savassi querendo ver algum filme, qualquer um. Escolhi o que ia ver na frente da bilheteria, mais baseado no horário do que no filme propriamente dito. E lá me aparece Inimigos públicos (Public enemies), com o Johnny Depp.  A sessão ia começar em 10 minutos, nem pensei mais, já conheço o Johnny Depp e gosto demais da atuação dele, o último filme que vi com ele foi Sweeney Todd, muito bom e também recomendo.

O filme é ambientado na Chicago dos anos 30, grande depressão, gangsters, jazz, aumento explosivo da criminalidade nos EUA e, não por acaso, também época em que o FBI finalmente se firmou como agência federal de combate ao crime por lá. Conta uma parte da vida de John Dillinger (Johnny Depp), sua amante Billie Frechette (Marion Cotillard, que fez Piaf recentemente), e o agente do FBI Melvin Purvis (Christian Bale, fez o último Batman).

Nem preciso dizer que gostei demais do filme, o estilo gangster e os filmes ambientados nessa época me agradam muito.  Ponto alto para a trilha sonora, escutem  uma das músicas aqui, com a banda do Otis Taylor. Ia me esquecendo, a Diana Krall faz um papel rápido de cantora de bar, cantando a música que é de fato o tema principal da relação do Dillinger com a Billie Frechette. Recomendo demais, vejam mais  informações no IMDB e no Metacritic. Bom proveito…

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Cálculo renal, de novo…

Domingo, 19 Julho, 2009 Jose Luis Braga 15 comentários
Cálculo renal

Cálculo renal

Cada um tem um órgão que recebe os impactos do estresse diário. Mesmo que a gente não perceba, nossos altos e baixos (principalmente os baixos) se refletem diretamente nesses órgãos. Claro, o corpo humano é um sistema maravilhosamente bem engenhado e sempre em busca de equilibrio, não tem como um órgão ser afetado sozinho sem sobrar respingos para os demais parceiros no sistema. Piorou um, os outros também tendem a piorar depois de um certo tempo.

Meu carinho especial é com os rins  e com cálculos renais. Longa história, felizmente tenho facilidade para expelir todos de maneira “natural”, e já tenho uma boa resistência a crises renais, depois de nem sei mais quantas que já tive. Recebo o aviso de que vou ter crise pelo menos um dia antes de ela acontecer, dá tempo de me prevenir. Mas, são infernais, incomodam demais, e leva um tempão até o cálculo percorrer todo o trajeto dos rins até a bexiga, e dai ser expelido pela uretra. A figura ai acima mostra bem a estrutura fisica do sistema, desde os rins, ureteres que são os canais de comunicação entre os rins e a bexiga, a bexiga e a uretra. Um detalhe sobre a uretra: no homem ela é muito mais longa que na mulher, dai a maior  facilidade que as mulheres têm para expelir o cálculo.

Bom,  recentemente tive um cálculo renal bem no fim do ureter esquerdo, quase caindo na bexiga, mais ou menos (um pouco mais abaixo) como o que está indicado na figura acima, coincidentemente também no ureter esquerdo. Ficou ai uns 30 dias  me incomodando mas felizmente sem causar crise renal. E tem remédio? não tem, só mesmo muita paciência, algum analgésico se a dor incomodar, e muita água, tome água, vai água, o dia todo e a noite toda. Esse é um problema universal que aflige muito mais gente do que se imagina, e se você ainda não teve o seu, se prepare, porque com a nossa alimentação, estresse diário, qualidade da água em alguns casos e quantidade de água que ingerimos, certamente ser agraciado com uma crise renal é apenas questão de tempo.

O preventivo é sempre o mesmo: boa alimentação, atividade física, ter controle sobre o estresse diário, vida leve. Até ai, é a receita para uma boa vida em qualquer situação, todo mundo fala a mesma coisa sobre qualquer coisa. Mas, o mais importante para evitar a formação de cálculos renais, é tomar muita água diariamente. Quanto é isso? Pelo menos dois litros de água adicionais ao que já é ingerido normalmente na alimentação, café,  refrigerantes, etc. No meu caso, tomo uns três litros adicionais, minha caneca lá no DPI é de meio litro, parece mais um penico, e vive cheia-vazia-cheia-vazia…, já é folclórica.

Mas e as máquinas de litotripsia que quebram o cálculo sem invasão do corpo humano? claro, elas podem ser usadas, mas somente em alguns locais do sistema, preferencialmente nos rins, e com cálculos maiores que 5mm. Também com cálculos muito grandes, os resultados podem não ser bons ou até não ter resultado nenhum, podem até causar outros problemas, dependendo do caso é preferível a extração cirúrgica.

Há outros procedimentos como a extração pela uretra usando ureteroscópio, e outros mais pesados que envolvem cirurgia (já passei por todos eles). Esse meu cálculo que estou homenageando com esta postagem teve que ser extraido via uretra, no dia 10 desse mes de junho, no hospital Biocor em BH.  O procedimento é doloroso? não, é apenas aflitivo… e o pós-operatório? tranquilo demais, apenas uma ardência leve e nada mais. Só de ficar livre do cálculo já é um alivio indescritivel. Como consequência dessa extração que fiz, tive que usar um cateter duplo-J, uma prótese que é implantada após a extração dos cálculos do ureter, que evitam que o mesmo tenha cicatrização fechando o caminho para a passagem da urina, vejam aqui.

Onde tem mais informação? o sitio que mais uso é o da MayoClinic nos EUA, a qualidade, quantidade e confiabilidade da informação disponivel lá é de admirar.

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Gran Torino

Sábado, 25 Abril, 2009 Jose Luis Braga 2 comentários
GranTorino

GranTorino

Aproveitei o feriado do 21 de abril, para ver mais um filme que ficou  pendente das férias de Fevereiro:  Gran Torino, dirigido e estrelado pelo Clint Eastwood. A principio, pareceu que ia ser um filme comum, pancadas, briga de gangues, etc. Mas, essa impressão durou pouco tempo. O filme é muito bom, muitas lições de vida bem passadas pelo Clint Eastwood, a revisão da vida diante da morte, aceitação de diferenças, mudança de comportamento mesmo quase já passando pro lado de lá da vida. O inicio e o fim são iguais para todos nós, as trajetórias é que são diferentes.

O que mais me impressiona é a trajetória do artista Clint Eastwood, que considero um modelo. Participou como ator principal em 66 filmes, listados no link acima no IMDB-Internet Movie Database (recomendo demais esse sitio para quem gosta de cinema). Começou com os filmes de faroeste (quem não se lembra de O bom, o mau e o feio, de 1966?) e os  filmes policiais em que ele fazia o papel do pancadista durão Inspetor “Dirty”  Harry Calahan? O que mais admiro no Clint Eastwood é a sua habilidade e sensibilidade em saber envelhecer e ir adaptando os tipos de filmes e roteiros às limitações da idade, uma verdadeira arte. Por exemplo, o fantástico  As pontes de Madison que ele co-estrelou com a Meryl Streep (1995), já foi um marco na virada de idade. Dos mais recentes, tem o Million Dollar Baby (Menina de Ouro) que ele dirigiu e estrelou, em que ele respeita a idade atuando como um treinador de boxe, e não como boxeador (seria ridículo, não?). E ele ainda não parou, outros filmes estão vindo por ai, vejam no IMDB.

Já repararam que boa parte dos artistas não se aposentam? Atuam a vida inteira, vão mudando a forma de atuar, passam de atores a diretores, a produtores, a roteiristas, e assim vão se divertindo e trabalhando ao mesmo tempo, sem nunca se aposentarem, até a vida acabar. Não são um exemplo?

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The object primer

Domingo, 5 Abril, 2009 Jose Luis Braga 4 comentários
Object primer

Object primer

Finalmente, terminei mais uma maratona de leituras das férias, a última é esse livro ai, The object primer, do Scott Ambler, na fila desde o final de 2006 (meu tempo para leituras é cada vez mais escasso). É um livro muito bem recomendado por quem está no mercado, enfrentando a modelagem e implementação de software na prática. Na academia, vejo raras referências a ele, talvez por ser um livro muito voltado para a prática, para o dia a dia e para o como-fazer. Que, afinal, é o que interessa para quem vai para o mercado, não é isso? O autor, Scott Ambler, é um dos precursores dos métodos ágeis, mantém vários sitios na web, dentre os quais recomendo a referência principal, o AmbySoft. O Ambler é autor de outros livros conhecidos, um deles traduzido para o português, Modelagem Ágil, também muito bom. O que vejo de muito positivo nas idéias do Scott Ambler, é que ele não é um agilista xiita, que acha que métodos ágeis resolvem tudo e estamos conversados, o resto é passado. Pelo contrário, em todos os seus escritos, ele tem o cuidado de deixar claros os limites dos métodos ágeis, mostrando os possiveis caminhos de adoção. Em momento algum, ele despreza o conhecimento acumulado no desenvolvimento de software com base em processos organizados e controlados, que continuam sendo muito mal entendidos pela maioria dos programadores e projetistas.

O livro é muito bom, e muito bem escrito. Como já disse, muito voltado para a prática, para o dia-a-dia, com base na experiência do Scott Ambler, que não é pouca. Não seria possivel numa postagem curtinha, falar do livro todo. Os capítulos que mais me agradaram foram: 5-Usage modeling, 6-User-interface development, 8-Conceptual domain modeling, 10-Agile architecture, 12-Structural design modeling, 13-Object oriented programming e 14-Agile database development.

O capítulo 10, em particular, é muito interessante, pois aborda um tópico completamente obscuro para a maioria dos programadores e projetistas: afinal, o que é a arquitetura do software? Considero este conceito o mais mal entendido de projeto de software, vai ser objeto de uma postagem exclusiva aqui, em breve. O capítulo 12 aborda extensivamente a construção de diagramas de classes do ponto de vista da engenharia de software, que é o objetivo final de todo projeto orientado a objetos. Este capítulo é complementar ao 8, minha dica é ler os dois em sequência, 8 e 12.

Se me perguntarem quais os capitulos devem ser lidos, recomendo ler todos. Mas, se você for obrigado a eliminar alguns e se concentrar na essência do livro, recomendo esses relacionados acima. O livro é um bom investimento em conhecimento, e está até barato no mercado de livros usados da Amazon. Bom proveito!

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Filosofia da ciência

Sábado, 21 Março, 2009 Jose Luis Braga 6 comentários

Filosofia

Uma das minhas diversões preferida é a leitura. Sempre li demais, a vida inteira, minha geração não teve televisão, videogames, telefone celular, etc. A boa leitura deixa a gente viajar, a imaginação e a criatividade voam. E as leituras sobre filosofia fazem parte desse gosto, pois continuo achando que uma base filosófica forte é imprescindível para entender melhor o mundo e suas relações cada vez mais complexas. Esse gosto pela filosofia se expandiu na época do doutorado, nosso orientador é, antes de mais nada, um filósofo da ciência e promovia discussões intermináveis sobre o tema, que tinha relação direta com as nossas teses (nossas, no caso, de todo o grupo que trabalhava com ele na época).

Vez por outra aparecem livros que deixam a sua marca. Um deles foi O mundo de Sofia, Jostein Gaarder, quem não se lembra? está nas listas de mais vendidos até hoje, e eu devo ter dado vários de presente a filhos, sobrinhos, orientados. No final de 2008, passando o Natal em BH, descobri outro livro, o Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras, escrito pelo prolifico e respeitado Rubem Alves. Assim que vi a referência a esse livro, li a resenha, e nem pensei mais, fui lá na Livraria Ouvidor, na Savassi, comprar um para ler o mais rápido possivel.

A linguagem é muito simples, o livro foi feito para atingir o grande público. É de uma riqueza indescritível, uma viagem pela filosofia da ciência, séculos e mais séculos de idéias, relações, filósofos e suas filosofias. Modelos, teorias, leis, paradigmas, receitas, antropologia da ciência, dedução, indução, o papel da lógica, a construção do conhecimento, Hume, Kuhn, Nietzsche, Comte, Polya, Maxwell, Popper, tudo apresentado e discutido de maneira fácil, fica até parecendo que filosofia é leitura de banheiro…

Não marquei nenhuma parte específica do livro para trazer para essa postagem, pois não existe essa passagem que seja uma marca do livro. Ele é todo uma marca, um livro de poucas páginas (223 no total) em formato de “quase bolso”. Com a vantagem de ser barato, acessível, se tiverem oportunidade, não deixem de ler.

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Mercado de livros usados

Sábado, 7 Março, 2009 Jose Luis Braga 9 comentários
Sebo   

 

 

 

Sebo

A venda e troca de mercadorias é tão antiga quanto a própria humanidade. É uma prática que faz parte da cultura do mundo todo, talvez herança dos fenícios e seus descendentes. Os sebos existem há séculos, quem nunca entrou em um sebo e ficou lá horas, procurando algum título interessante? Com a difusão da internet e o aumento dos negócios feitos eletrônicamente, esse mercado de usados, principalmente livros, explodiu, e hoje merece muita atenção (a imagem ao lado, está originalmente aqui).

Compro regularmente no mercado de livros usados da Amazon.com. Eles vendem outros itens da mesma forma, mas meu principal interesse por lá são os livros, outros produtos são taxados e acaba não valendo a pena. Esse mercado tem uma estrutura interessante: a Amazon é o intermediador, falando com os dois lados, comprador e vendedor. O vendedor se cadastra na Amazon como tal, aparentemente por um processo simples pois toda vez que eu faço uma busca por algum título, me aparece um link com a pergunta: Have one to sell? sell yours here…, na página de informações do livro. Reparem no link do livro Made to stick (por sinal um livro muito interessante que está na minha fila de compra), esse link Have one to sell?… está do nosso lado direito.

A informação sobre a disponibilidade de exemplares no mercado de usados, para o título procurado, vem logo após as informações do livro novo: quantidade de usados em oferta, o preço mais baixo, e o link que vai levar o cliente para a lista de usados.  Reparem nessas informações para o livro acima, o link para a página de usados está aqui, ofertas ordenadas por ordem crescente de preço. As informações importantes para cada item são: -o estado do livro, que  aparece na coluna Condition (Like New, Very Good, Good e Acceptable);  -na coluna Seller information, aparecem as informações sobre o vendedor, como por exemplo o estado de origem, se está disponivel envio internacional e, mais importante, o ranking do vendedor (parecido com o ranking do Mercado Livre).

Procuro comprar sempre Like New ou Very Good, e até agora não quebrei a cara. Isso só aconteceu quando comprei um livro de estatística do Montgomery (muito bom), a melhor condição disponível era Good, e eu comprei assim mesmo, e o livro veio todo rabiscado e marcado, uma merda, acho que deve ter pertencido a estudante estadunidense de curso de graduação. Tem um risco ai, claro, e na mesma coluna Seller information, tem a linha Condition,  que tem alguma informação sobre o estado do exemplar do livro.

Uma vez selecionado o vendedor, o resto se passa do mesmo jeito que na compra de livros novos.  A intermediação da Amazon.com volta ao ar, informações do comprador são coletadas (se você for cadastrado na Amazon, mais fácil ainda), e as informações do comprador são repassadas internamente ao vendedor escolhido, que se encarrega de enviar o livro diretamente para o endereço do comprador. A Amazon faz o débito no cartão do comprador, e repassa o valor para o vendedor, e garante a venda. Qualquer reclamação não resolvida, o vendedor arca com as penalidades, a principal é a eliminação da lista de vendedor de usados.

Várias outras livrarias descobriram esse rico mercado, e também vendem usados, esse mercado se espalhou na internet  e funciona a pleno vapor. Confiram: Alibris, Powells, e a excelente Estante Virtual, brasileira, que congrega um monte de livrarias de usados e sebos, acha-se de tudo por lá. Uma nova iniciativa por aqui,  que parece estar dando bons resultados, é o sitio TrocandoLivros,  alguns leitores estão enviando boas referências.  Boas compras ou boas trocas!

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Férias em BH (de novo)

Sábado, 28 Fevereiro, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário
Belo Horizonte

Belo Horizonte

Mais uma vez, vim passar minhas férias em Belo Horizonte, cidade que na minha opinião está cada vez melhor. Bons butecos, ótimos restaurantes, teatros  e um monte de peças em cartaz, boas salas de cinema, shoppings, bons serviços (táxis, lavanderias, etc.). Enfim, muito conforto para quem vem passar uns dias na cidade. Claro, viver aqui é outra estória, as ruas estão entupidas de carros e motoristas furiosos, qualquer retenção de trânsito é motivo de um buzinaço, coitadas das mulheres e dos mais velhos…

Mais uma vez, confirmo que a única maneira de conhecer bem os espaços de qualquer  cidade, é andar a pé por eles. E ai junta a fome com vontade de comer, pois eu gosto demais de andar a pé, e não é pão-duragem, é por costume mesmo. Raramente uso o carro, e em BH a linha de ônibus Circular quebra todos os meus galhos. E dentre as muitas descobertas dessas férias, uma delas quero contar aqui. Fui ali na Contorno, do lado do Viaduto da Floresta, com a patroa. Depois viemos andando a pé pela Av. Contorno no rumo de Sta. Efigênia, aquela região da Floresta se desenvolveu demais, tem muita estrutura, muito diferente dos tempos em que eu estudava aqui, ali era longe demais, tinha que  pegar o Floresta-Santo Antônio, linha 60. Eu estava procurando a WAZ, talvez a maior loja de informática de BH. Andamos demais, atravessamos a Andradas, Hospital da Policia Militar, e toma chão. De repente, o que é que me aparece? Santa Efigênia Street Mall… é mole? Cai o queixo com o inusitado, e por perceber de novo que Sta. Efigênia está se tranformando num bairro chique… E a WAZ é ali, nesse local de nome sofisticado.

Bom, tem muitas outras estórias das férias, mas quero deixar aqui a lista das dicas culturais. Aproveitamos os filmes do Oscar em cartaz, e vimos: O curioso caso de Benjamin Button (já foi homenageado com uma postagem aqui no blog), Operação Valquiria (muito bom, Tom Cruise sem comentários), O Leitor que recomendo a todo mundo, é lindissimo, a Kate Winslet tinha mesmo que levar uma estatueta. Fora do Oscar, vimos Se eu fosse você 2, a principio sou resistente a assistir comédias, mas essa valeu a pena, Glória Pires e Tony Ramos impecáveis, rimos demais. E ainda vimos A pantera cor-de-rosa 2, na terça-feira, Steve Martin engraçadissimo. No teatro, vimos Como se comportar em festas com bufê escasso no teatro Alterosa (aprendi a técnica prá pegar dois quibes numa bandeja de salgados sem que ninguém note…), e Um espirito baixou em mim, no teatro do SESI. Ambas excelentes (baratinho), se tiverem oportunidade não deixem de ver.

Claro, butecos e restaurantes nunca podem faltar, sempre acrescento mais uns dois ou três na nossa cultura. Aqui perto, fui conhecer o famoso Barba Azul (Getúlio Vargas com Bernado Guimarães), tira-gosto de primeira, sempre lotado, cerveja até branquinha por fora de tão gelada. Sem esquecer do Pizza Mu lá no Cruzeiro (nem sei mais se ali é Cruzeiro ou Anchieta), pizza com massa super-fina e muito boa, e do recém-inaugurado AppleBee’s no BH Shopping  (já conheciamos no original).

Carnaval? nem sei mais o que é isso, a cidade ficou por nossa conta, shoppings com pouca gente, vaga nos estacionamentos, butecos sem fila, cinemas sem a irritação daquele monte de gente com os pacotes de pipocas, cachorro quente  (só tá faltando um churrasquinho, a cerveja, e eles deixarem cachorros e gatos de estimação entrarem também) torrando a paciência o filme inteiro…

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