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Archive for the ‘Esporte’ Category

Nike Plus

Domingo, 16 Agosto, 2009 Jose Luis Braga 6 comentários
NY Marathon

NY Marathon

A noticia de que a Nike associou-se à Apple para lançar produtos destinados a esportistas, utilizando o iPod, já não é tanta novidade assim. Mas, agora, o negócio está nas ruas, com implicações interessantissimas. O primeiro passo foi um kit de corrida, com um sensor  que fica debaixo da palmilha do tênis projetado especificamente para esse fim. Esse sensor coleta dados tais como distância percorrida, velocidade e calorias queimadas. Esses dados são transmitidos para um captador de dados também da Apple, que fica conectado a um iPod, onde os dados de cada treino ou corrida são armazenados. A tecnologia já evoluiu substituindo o  iPod por um bracelete da Nike que coleta os dados, ao invés do iPod (aposto que em breve vai estar nos relógios da Nike, ou talvez até nos óculos).

Terminado o treino ou corrida, os dados são transmitidos do iPod, via internet, para o sitio Nike Plus. O corredor se inscreve antes nesse site, adquire uma identificação, e seus dados são transmitidos para a sua área específica, e ficam armazenados lá. O sitio oferece ferramentas para análise dos dados acumulados, gráficos de desempenho, comparativos, categoria, etc. O negócio tem se expandido tanto, que a Nike organiza corridas individuais (estão sendo chamadas de virtuais, mas acho esse nome inadequado), cada um corre no seu canto, e depois lança os dados no sistema, que são comparados com os dados de outros corredores que correram a mesma corrida virtual, como a Human Race realizada em São Paulo e que agora tem uma etapa virtual.

Acho isso tudo fantástico, sob vários aspectos. Não apenas por causa da tecnologia empregada, que é relativamente simples. Mas a idéia, a inovação envolvida em todos os passos, é muito interessante. Prá começar, o segmento de mercado é bem definido, de médio para alto poder aquisitivo, supõe-se que o corredor que vai aderir ao Nike Plus tem grana suficiente para comprar o par de tênis especifico (uns 500 reais, por baixo), mais o chip da palmilha e o receptor da Apple (uns 100 reais), mais o iPod (aí o bicho pegou, mais uns 500 reais se for o iPod Nano). Além disso, o corredor certamente tem computador em casa, acesso a internet, e conhecimento suficiente para fazer tudo funcionar adequadamente, acessar os dados, analisar as planilhas de desempenho, e mais que isso, viajar de vez em quando para participar das corridas presenciais (que ainda vão ser realizadas não sei por quanto tempo) que podem acontecer em qualquer canto do mundo.

Agora, vamos ver pelo lado da Nike/Apple,  o que é que eles ganham com isso? Antes de mais nada, um monte de comprador de tênis e da tecnologia necessária para começar (ou continuar) a suar a camisa. Mas, o mais importante: ganham uma massa de dados enorme, de onde informações valiosissimas podem ser extraidas e usadas para lançamento de novos produtos, novas promoções, novas músicas preferidas pelos corredores (Eye of the tiger, do filme Rocky III, é a preferida atual), distância média percorrida por cada corredor, idade média do grupo, poder aquisitivo, enfim, uma lista infindável de possibilidades e cruzamentos. Que vão levar a novos corredores, novas corridas de rua, novas promoções, levando a um ciclo virtuoso de negócios, onde todo mundo aparentemente ganha.

E vejo ai uma lição importantissima: arranjaram um jeito criativo e fácil de fazer o usuário querer, e muito, fornecer dados corretos para o sitio de coleta e armazenamento de dados. Que, de longe, é um dos maiores desafios do relacionamento das empresas com os clientes… (tem um artigo da revista Exame sobre esse assunto, vale a pena ler, aqui)

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

Federer: o retorno do artista

Domingo, 21 Junho, 2009 Jose Luis Braga Deixe um comentário

Final de semestre, tudo acontecendo, e acabei me esquecendo de comentar aqui sobre o retorno de Roger Federer ao topo do tênis mundial. Para dizer a verdade, consegui ver poucos jogos de Roland Garros, devido principalmente ao fuso horário, os melhores jogos de cada dia começavam sempre depois do meio-dia. Só deu para acompanhar via internet, e veja lá.

King Federer

King Federer

Aconteceu em Roland Garros, um torneio que faz parte do circuito de grand slam do tênis mundial: Australian Open, French Open (Roland Garros), Wimbledon e US Open. Para alegria de todos os fans no mundo todo (só no sitio dele na internet, tem mais de 250000 fans inscritos), vimos nas quadras um Federer concentrado, seguro, batendo bolas agressivas e até um pouco fora do seu estilo tradicional de gentleman do tênis. A final, jogada contra o sueco Soderling, deu o esperado: vitória do Federer por 3 x 0, só não seria um placar desses por um tremendo azar. Sem desprezar o adversário, já velho do circuito mundial de tênis, que tirou o Nadal da competição.

O Federer vinha caindo de produção a cada torneio. Embora pareça muito fácil levar uma vida de tenista topo do ranking, na verdade não é nada disso. A rotina de treinamentos diários, que inclui muita preparação fisica em academias especializadas com seu preparador pessoal, várias horas de quadra com o treinador, controle de alimentação, viagens seguidas, torneios, pressão psicológica, jogos todos os dias (e os treinamentos continuam nos intervalos), análises de vídeos de jogos anteriores dos adversários, enfim, o glamour não existe. Existe sim, muito trabalho e muita dedicação, o que de resto não é nenhuma novidade, pois sem isso ninguém consegue se projetar em nenhuma área de conhecimento ou especialização. Os melhores são sempre os que se dedicam mais, treinam mais, levam mais a sério.

Esperamos que a sua volta seja duradoura. Como aconteceu com Andre Agassi, ficou fora um bom tempo por problemas pessoais, todo mundo achou que ele estava acabado, e lá vem ele, ressurgiu das cinzas como um Fênix, e voltou ao topo do ranking em pouco tempo. Um exemplo fantástico.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Tênis: Nadal x Federer, cocada de novo…

Domingo, 1 Fevereiro, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário

 

Australian Open

Australian Open

Mas não é que deu Nadal no Australian Open? Pulei fora cedo neste domingo, e fui prá TV assistir à tão esperada final, mais um confronto entre o tênis força do Rafael Nadal e o tênis estratégia do Roger Federer. Foram 4 horas de jogo que eu nem vi passar, o jogo foi pau a pau, empatado até o quarto set e decidido no quinto e último set. Jogaço, em que tanto a estratégia e o jogo trabalhado do Federer quanto o jogo pancada e manda-que-eu-devolvo-qualquer-coisa-que-vier do Nadal ficaram completamente equilibrados, em raros momentos tive a impressão que um ou outro ia ganhar. 

Mas, o último set falou mais alto. O Federer, de repente, ficou apático, paradão no meio da quadra esperando as bolas para rebater, errando bolas que para um jogador do nível dele são brincadeira. Errando saques, sacando errado, escolhendo o lado errado do Nadal para mandar a bola. Como eu sempre comento quando tenho oportunidade, o jogo de tênis exige muito do psicológico dos jogadores. Não é nada simples ficar ali na quadra, com aquele monte de gente olhando e torcendo, e mais um touro do outro  lado esperando para mandar a pancada em todas as bolas. 

Para dizer a verdade, até que gostei do jogo do Rafael Nadal. Ele não exagerou na força, esbanjou precisão e antecipação que são fundamentais. Rebateu bolas impensáveis, antecipou jogadas muito rápidas, na verdade deixou o Federer sem muita opção de jogo.  Enfim, um jogão de tênis, valeu a manhão de domingo na frente da TV (um olho na TV, outro em um livro que estou lendo, para não perder o costume…)

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Tênis: Nadal x Verdasco

Sexta-Feira, 30 Janeiro, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário

 

Australian Open

Australian Open

Está rolando o primeiro torneio Grand Slam de tênis do ano, o Australian Open (os outros três são Roland Garros, Wimbledon e USOpen, nesta ordem de ocorrência). O Australian é jogado em quadra dura, Roland Garros no saibro, Wimbledon na grama e USOpen na quadra dura novamente.

Hoje, 30/01,  às 18:30 na Austrália (fuso de 12 horas adiante), e às 6:30 da manhã do mesmo dia aqui no Brasil,  foi jogada uma das duas semi-finais masculinas entre Rafael Nadal, primeiro do ranking da ATP,  e Fernando Verdasco, décimo-quarto do ranking, ambos espanhóis e ambos jogam com a mão esquerda.   O jogo durou 5 horas e 14 minutos, é mole? Foi pau a pau o jogo todo, toma lá dá cá, a diferença entre os dois jogadores foi imperceptível, os escores dos sets foram 6-7, 6-4, 7-6, 6-7, 6-4 (Nadal-Verdasco). E foi cansativo? nem um pouco, apesar de o Nadal ser aquele jogador de muita explosão e um preparo físico invejável, mas de muito pouca estratégia em quadra, o que torna seus jogos cansativos e até certo ponto previsíveis. Ou melhor, ele tem estratégia, que é dar pancada em todas as bolas e chegar em todas elas, até naquelas em que a gente acha que não vai dar tempo. E tem uma precisão e confiança incriveis, concentração invejável. 

O Verdasco apresentou um jogo e tanto, muito preciso e confiante, poderia ter ganhado se o psicológico não tivesse batido forte no último set, misturado talvez com o enorme cansaço por uma partida tão longa. Ele cometeu duas duplas faltas, a última delas no último ponto que deu a vitória ao Nadal. Isso é mortal no tênis, pois cada dupla falta tem o efeito devastador de baixar a confiança do jogador e aumentar as chances de ele cometer outra logo adiante. Foi o que se viu no jogo entre a Elena Dementieva e Serena Williams, em uma das semi-finais femininas. A Dementieva cometeu uma enormidade de duplas faltas (esse é considerado seu ponto fraco), ficou moralmente abatida, e perdeu o jogo para a demolidora e precisa Serena Williams. Apesar de ter recursos e jogo para ganhar da Serena. 

A final feminina vai ser amanhã, sábado, no mesmo esquema de horário (6:30 aqui, 18:30 lá), entre a Serena Williams e a Dinara Safina. E a final masculina no domingo, mesmo esquema de horário, entre Rafael Nadal e, claro, Roger Federer. Mais um confronto entre os dois e, pelo que pude ver nesse Australian (foi dureza, maioria dos jogos de madrugada), o Federer recuperou a confiança e voltou a jogar como nunca.  Mas, final de Grand Slam sempre é um enorme peso para os jogadores, tudo pode acontecer. Domingo comento sobre esse jogo, não percam…

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Fluzão!

Quinta-feira, 3 Julho, 2008 Jose Luis Braga 9 comentários

FluminensePois é, moçada, sou torcedor do Fluminense sim, desde meus não sei quantos anos de idade, deve ter sido lá pelos 5 anos ou pouco mais. Desde a  idade em que todo menino quer saber de chutar bola e nada mais. Meus times de botão (sabem o que é isso?), montados com botões de casacos da minha avó (já tomei muita ferrada por causa disso), eram todos formados por “jogadores” do Fluminense. Tenho um desses “times” guardado até hoje, os outros sumiram. A emoção era ouvir FlaFlu no rádio, nas tardes de domingo, quando ainda não tinha TV aqui em Viçosa e a Jovem Guarda, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Vanderléa  ainda não tinham tomado conta das tardes de domingo.

Essa postagem curta e rápida é para homenagear o Fluzão, time do coração, pela belissima campanha na Libertadores. Jogadores novos, desconhecidos, combativos, fizeram um tremendo de um bonito e resgataram o prazer de assistir aos jogos na TV. Espero ter mais alegrias, nós torcedores do Fluzão estamos num tremendo jejum de bons jogos e de vitórias.

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Equilibrio no jogo de tênis

Domingo, 8 Junho, 2008 Jose Luis Braga 1 comentário

Hoje pela manhã, fiquei em casa para assistir à tão esperada final do torneio de tênis de Roland Garros, um dos quatro torneios de Grand Slam, que é uma sequência de quatro grandes torneios mundias: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e USOpen, jogados nessa ordem. Mais uma vez a disputa foi entre Roger Federer e Rafael Nadal, com enorme vantagem para Rafael Nadal que venceu 8 das últimas 9 disputas de final de torneios contra o Federer. Pelo nível das semifinais, jogadas entre Rafael Nadal e Novak Djokovic (3 x 0) e entre Roger Federer e Gael Monfils (3 x 1), eu (e o resto do mundo apreciador do tênis) esperava um jogaço na final entre os dois maiores. As semifinais foram simplesmente espetaculares, jogos longos onde as melhores estratégias, as melhores jogadas, as melhores pancadas e também as mais vergonhosas erradas e mancadas puderam ser vistas e acompanhadas, verdadeiras aulas de tênis.

Nem é preciso comentar sobre o enorme peso psicológico que acompanha uma final de um torneio dessa categoria. Um estádio imenso, a quadrinha lá no meio, dois jogadores tendo que se concentrar no jogo dificil, sob os olhares atentos de uma platéia presente e torcendo ruidosamente nos momentos em que é permitido torcer no jogo de tênis (quando a bolinha não estiver em movimento, e na preparação para o saque). Isso sem contar nos inúmeros fotógrafos e cinegrafistas, equipes de transmissão, etc., transmitindo o jogo para o mundo todo. Muito diferente de uma final de campeonato de futebol, em que cada jogador tem outros 21 dentro de campo para ajudar a carregar uma parte da pressão da torcida. Ali na quadra de tênis, é um de cada lado e cada um por si.

Dois estilos de jogo muito diferentes. O tênis inteligente, cabeça, representado pelo impassivel Roger Federer, o jogador eficiente, observador, que constrói cada vitória na medida em que o jogo evolui, observando o adversário, antecipando jogadas, e que tem um equilibrio psicológico invejável (herdou muitas das características do Bjorn Borg). Para mim, um enorme exemplo de espirito esportivo, aquele que provoca reversão em decisão de juizes de linha e de cadeira quando percebe que uma bola boa foi cantada fora. Contra o tênis força do Rafael Nadal, que tem um tremendo vigor fisico, chega em todas as bolas, enfia a pancada em todas elas, e tem paciência e resistência para ficar naquele joguinho de fundo de quadra, correndo de um lado para outro sem se arriscar na rede, esperando o adversário errar. Um tremendo jogador preciso, que não perde bolas facilmente, tem uma força física incrivel e bota a bolinha para correr, dando sempre a impressão de que a coisa é fácil.

Mas o que se viu nas quadras foi um desastre. A impressão que deu é que o Federer desistiu de jogar, não conseguiu encaixar as bolas que ele acerta regularmente, jogou a estratégia para o espaço e tomou uma ferrada de 3 x 0, num jogo rápido e de certa forma decepcionante, pois todo mundo esperava ver um jogaço, bem disputado e cheio das jogadas brilhantes, no mesmo estilo ou melhores do que aquelas das semifinais. O que mostra claramente que o jogo de tênis tem a particularidade de mexer diretamente com a cabeça dos jogadores, o psicológico é fundamental e anda colado no físico de cada jogador. E o Nadal não deu trégua, entrou em quadra com o mesmo jogo de sempre, fundo de quadra, batendo todas as bolas, com saque demolidor, foi se aproveitando da apatia inexplicável do Federer que, quando resolveu reagir e mostrar seu belo jogo, a vaca já tinha ido pro brejo, não dava mais tempo de recuperar nada (leiam mais em uma postagem anterior, O jogo de tênis).

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O jogo de tênis

Sábado, 15 Março, 2008 Jose Luis Braga 9 comentários

Minha relação com o jogo de tênis começou por volta dos meus 14 ou 15 anos, influenciado por meu pai. Na época, ainda era um esporte muito elitizado, e tudo era difícil, caro e raro: raquetes (de madeira), bolinhas, encordoamento, aprendizado e, naturalmente, quadras para a prática do esporte. Nessa época, por volta de 1963, já morávamos em Viçosa, e por sorte tinhamos aqui uma quadra de tenis de saibro, muito disputada e mantida com mão de ferro pelo Heitor Barbosa.

Bom, mas e daí? O que é que o jogo de tênis tem a ver comigo, com minha formação, equilíbrio, e com esse blog? Na época em que comecei a jogar, o esporte fazia parte da nossa vida aqui em Viçosa. Natação e volei eram os outros dois preferidos. Com o tempo, tomei gosto pelo tênis, e jogo até hoje, pelo menos uma vez por semana (infelizmente, muitos anos praticando o esporte não significam que eu tenha me tornado um ótimo jogador…). O domínio da técnica do tênis exige atenção a detalhes e perfeição na execução dos movimentos, muita concentração e bom condicionamento físico. Qualquer distração na execução de uma jogada, significa errar o golpe e mandar a bolinha para algum lugar inesperado, completamente diverso daquele planejado. Todos os golpes -forehand, backhand, voleio, serviço, smash e suas combinações e variações- exigem movimentação e posicionamento muito bem executados, todos têm uma lógica de movimentação muito bem planejada. Pernas, braços, cotovelo, mãos, munheca, joelhos, panturrilha, ponta dos pés, ombro, abdomem e torso são muito exigidos em todas as jogadas, todas elas são uma sequência de movimentos que devem ser em parte automatizados pela prática e dedicação.

Além da parte técnica dos golpes básicos constituidos por golpes de fundo de quadra, golpes de rede, técnicas de aproximação (approach) para matar a jogada, passada de bola nas paralelas, posicionamento para voleio etc., o jogo ainda tem a estratégia em quadra. São decisões que devem ser tomadas em curto espaço de tempo, a mais dificil delas é a escolha do golpe a ser aplicado em cada situação. Com o tempo, essa escolha fica mais ou menos automática, mas sempre há situações inusitadas que levam a decisões inesperadas, é necessário muita concentração para tomar a decisão certa no tempo certo que possibilite, por exemplo, uma mudança de posicionamento ou empunhadura da raquete. A concentração no jogo é fundamental, pois só com muita concentração na movimentação do adversário é possivel antecipar uma jogada e chegar inteiro na bolinha, com o golpe já preparado e certeiro. Conhecendo a técnica, é possivel observar com proveito as estratégias e golpes de jogadores tecnicamente perfeitos, como por exemplo o atual primeiro do ranking e tecnicamente impecável Roger Federer, as irmãs Venus e Serena Williams, a lenda Pete Sampras, Ivan Lendl e vários outros.

Foi enorme a influência do jogo de tênis na minha vida até hoje, e continua sendo assim. Nos momentos mais críticos da vida profissional e pessoal, ia e continuo indo para a quadra de tênis, e a concentração exigida pelo jogo proporciona um distanciamento dos problemas do mundo real, dando um descanso merecido para a mente. Consigo manter o estresse pelo menos parcialmente sob controle, e estresse é o que não falta na vida de qualquer um, é o grande vilão da maioria dos males modernos. Há algum tempo, um amigo me indicou o livro que vai referenciado abaixo. Não é um livro que ensina a jogar tênis, o próprio título já indica que esse não é o assunto. Ele fala mais do jogo interior, do controle emocional, do preparo, da pressão psicológica, da concentração necessária para cada jogada e situação. Muito bom, recomendo sem susto aos praticantes do tênis e de outros esportes.

O sítio web RacquetResearch dá detalhes técnicos baseados na Física sobre as características das raquetes. As opções de escolha para raquetes, bolinhas e cordas hoje são tantas, que é necessário seguir um verdadeiro processo decisório para conseguir chegar perto do resultado esperado. E para complicar um pouco mais, as combinações de tipo de raquete, fabricante, tipo de cordas e tensão utilizadas em cada encordoamento são outro desafio e exigem conhecimento do tenista. É tão complicado que a maioria deixa as escolhas por conta da experiência e opinião do encordoador. Mas é preciso ter paciência para ler e entender tudo, antes de passar à escolha das raquetes. E, claro, o blog do Paulo Cleto, jogador e técnico, uma referência do tênis no Brasil, com comentários, análise de jogos, acompanhamento de torneios, etc.

Vou repetir o chavão que aparece em todo canto, mas essa vai com base na minha própria experiência. Pratique algum tipo de esporte com regularidade. Corrida, caminhada, hiking, tênis, natação, musculação, biking, existem muitas opções, certamente uma se encaixa no seu dia a dia, necessidades e possibilidades. Atividades físicas tiram a gente do sedentarismo, de vícios, melhoram o sono, tiram as dores no corpo, melhoram a disposição, as endorfinas fazem milagres. Saia da inércia e da sua zona de conforto, os benefícios são incalculáveis.

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O jogo interior de tênis, W. Timothy Gallwey, Ed. Textonovo, 1996

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