Love is a losing game

Domingo, 16 Novembro, 2008

Hoje minha dica de música homenageia a  Amy Winehouse. Muito criticada socialmente, o que não interessa aqui no blog, é extremamente criativa e tem um vozeirão muito agradável. Claro, música atinge o gosto de cada um, e nesse particular, vale aquele velho ditado, que não vou citar aqui mas que todo mundo deve saber…

A música Love is a losing game, de sua autoria e que está no último CD, Back to Black (lançado em dezembro de 2007), chamou minha atenção, tanto pela letra quanto por ser uma música no estilo Soul e R&B (Rhythm and Blues), muito agradável. Vejam o clipe da música no Youtube, a letra segue abaixo. Aprendam a gostar da Amy Winehouse…

Love is a losing game (Amy Winehouse)

For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game

One I wish I never played
Oh what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game

Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand

Self professed… profound
Till the chips were down
…know you’re a gambling man
Love is a losing hand

Though I’m rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned

Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game


We can work it out

Domingo, 26 Outubro, 2008

Algumas músicas marcam a gente, às vezes sem nenhum motivo aparente. É o caso de We can work it out, música dos eternos Beatles gravada em 1965. Letra simples inspirada no amor, música fácil de lembrar e de tocar no violão, tem uma mensagem que continua valendo para os nossos dias atuais. Foi lançada em um disco compacto,  a outra face trazia Day Tripper, vejam a estória completa aqui. Tem uma parte do refrão de que gosto demais: Life is very short , and there is no time / For fussing and fighting, my friend (A vida é muito curta, e não há tempo / Para brigas e escândalos-confusões-criar caso, meu amigo), deixei propositalmente os três significados do verbo to fuss. Segue a letra completa, apreciem.

We can work it out

Try to see it my way,
Do I have to keep on talking till I can’t go on?
While you see it your way,
Run the risk of knowing that our love may soon be gone.

We can work it out,
We can work it out.

Think of what you’re saying.
You can get it wrong and still you think that it’s all right.
Think of what I’m saying,
We can work it out and get it straight, or say good night.

We can work it out,
We can work it out.

(Refrão)
Life is very short, and there’s no time
For fussing and fighting, my friend.
I have always thought that it’s a crime,
So I will ask you once again.

Try to see it my way,
Only time will tell if I am right or I am wrong.
While you see it your way
There’s a chance that we might fall apart before too long.

We can work it out,
We can work it out.


Artista mineiro: Vander Lee

Terça-feira, 8 Abril, 2008

Com alguns anos de atraso, conheci na semana passada parte da obra do compositor mineiro Vander Lee. Passei numa livraria na Savassi, em Belo Horizonte, e lá estava o DVD Dose Dupla (DVD + CD) dele, gravado no show que ele fez no Palácio das Artes, em 2006, baratinho, 30 contos, comprei logo. Vander Lee é mineiro de Belo Horizonte, nascido em março de 1966, criado no bairro Olhos D’Água que fica na saida de BH para o Rio de Janeiro, do lado do viaduto da Mutuca.

O DVD é fantástico, uma dose de ânimo, alegria e admiração pela sua obra. Todas as músicas são de sua autoria, e o Zeca Baleiro tem uma participação especial no show, na música Passional. Particularmente, me chamaram a atenção pela beleza da letra e música: Aquela estrela que abre o DVD, Românticos que é conhecida e Alma Nua, essa última uma poesia maravilhosa, com uma interpretação emocionante. Além, é claro, da já famosa Galo e Cruzeiro, um samba inteligente com letra metafórica  e muito bem humorado  sobre o cotidiano. Se tiverem oportunidade, não deixem de conhecer a obra desse artista, garanto que vão gostar e muito. Segue a letra de Românticos, uma poesia…

Românticos - Vander Lee

Românticos são poucos

Românticos são loucos, desvairados

Que querem ser o outro

Que pensam que o outro é o paraiso

Românticos são lindos

Românticos são limpos e pirados

Que choram com balada

Que amam sem vergonha e sem juizo

São tipos populares

Que vivem pelos bares

E mesmo certos vão pedir perdão

E passam a noite em claro

Conhecem o gosto raro

De amar sem medo de outra desilusão

Romântico é uma espécie em extinção


Baden Powell

Segunda-feira, 13 Agosto, 2007

Na terça-feira 7 de agosto de 2007, o violonista brasileiro Baden Powell de Aquino faria 70 anos. Nascido a 7 de agosto de 1937 na cidade de Varre-e-Sai do interior fluminense, Baden foi registrado pelo avô com esse nome em homenagem ao fundador do escotismo, general Robert Thompson S. S. Baden Powell.

É considerado um dos maiores violonistas de todos os tempos, respeitado e seguido no mundo todo por novas gerações de violonistas. Suas composições mesclavam o clássico com o popular, as raízes afro-brasileiras e o regional brasileiro. Foi parceiro em músicas muito conhecidas, como: Samba Triste, em parceria com Billy Blanco; Vou Deitar e Rolar e Carta de Poeta, em parceria com Paulo César Pinheiro; Canto de Ossanha, Bom Dia Amigo, Samba em Prelúdio, Canto de Iemanjá, Samba da Bênção, Berimbau, com o parceiro e amigo Vinicius de Moraes.

Como tocador de violão de buteco desde minha adolescência (acreditem, toco meu violão até hoje e já fui tocador de banda na época da jovem guarda…), sou admirador do Baden Powell. Suas músicas já povoaram muitas das nossas serestas. Claro, sempre executadas ao violão com adaptações, pois ninguém da nossa turma de violeiros conseguia executar as músicas pelo menos parecido com as execuções do mestre. Abaixo, reproduzo a letra do Samba em Prelúdio, feita em parceria com Vinicius de Moraes. Apreciem…

Eu sem você não tenho porquê
Porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz, jardim sem luar
Luar sem amor, amor sem se dar

Eu sem você sou só desamor
Um barco sem mar, um campo sem flor
Tristeza que vai, tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade
Que vontade de ver renascer nossa vida
Volta, querida
Os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus

Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

(o sitio em homenagem a Baden Powell pode ser visitado aqui, e a noticia publicada no Estadão sobre seu septuagésimo aniversário está aqui)


Blowing in the wind…

Quinta-feira, 1 Fevereiro, 2007

Essa semana ouvi mais uma vez (ja perdi a conta de tantas que já foram) a música Blowing in the wind, do Bob Dylan. Essa música foi apresentada pela primeira vez em 1963, e dai em diante ela vem se perpetuando de geração em geração nesses mais de 40 anos de existência. Interessante é que, embora tenha sido feita em outra época e em outro contexto, ela continua muito atual. Achei no YouTube um video com uma gravação antiga dela, vale a pena recordar a música.

Ela é classificada como música de protesto, e o próprio Bob Dylan afirma que a compôs sem maiores pretensões, sem nunca imaginar que teria tanto sucesso assim e que seria um ícone de várias gerações. Ela é da época da Guerra do Vietnã, que durou de 1958 a 1975, o que gerou uma enorme onda de protestos em todo o mundo. No rastro desses protestos, em 1969 foi realizado o festival de Woodstock, centrado no protesto, nas mudanças de costumes sociais, contra a violência, contra o racismo, e muitos outros contras e a favor. No Music-Map pode ser apreciado o mapa de influências relacionando Bob Dylan com outras bandas e outros músicos, que atuam na mesma esfera de influência. Abaixo, vai a letra da música, que tirei do site do Bob Dylan, vale a pena reler, relembrar, e reinterpretar.

Blowing in the wind

Bob Dylan

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, ‘n’ how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, ‘n’ how many times must the cannon balls fly
Before they’re forever banned?
The answer, my friend, is blowin’ in the wind,
The answer is blowin’ in the wind.

How many years can a mountain exist
Before it’s washed to the sea?
Yes, ‘n’ how many years can some people exist
Before they’re allowed to be free?
Yes, ‘n’ how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn’t see?
The answer, my friend, is blowin’ in the wind,
The answer is blowin’ in the wind.

How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, ‘n’ how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, ‘n’ how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin’ in the wind,
The answer is blowin’ in the wind.