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Archive for the ‘social’ Category

Feliz Natal 2009

Terça-feira, 22 Dezembro, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário

Fome

Procurei uma imagem para esta mensagem de Natal, diferente das já tradicionais árvores de Natal e paisagens com neve, trenó, Papai Noel etc., que têm pouco a ver com a nossa cultura brasileira. Aproveitando a época em que os espíritos estão mais desarmados e as pessoas estão mais receptivas, achei que essa imagem simbolizando a fome seria muito representativa desta grave realidade do nosso planeta. E que tem desafiado a criatividade de governantes e de organizações independentes.

Não vou falar sobre a fome, a imagem fala por si. Espero que sirva para uma reflexão profunda de todos nós, sobre nossos próximos, as pessoas necessitadas e desassistidas, que aparecem em todas as estatísticas mas que continuam apenas como estatísticas, sem perspectiva de uma vida melhor.

Feliz Natal, muita saúde, paz e alegria nesse Natal de 2009!

Que o ano de 2010 seja muito melhor que o de 2009, e naturalmente, pior que o de 2011…

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Lifelog

Domingo, 29 Novembro, 2009 Jose Luis Braga 2 comentários
Memórias...

Memórias...

Tem maluco prá tudo nesse mundo. Mas é exatamente das maluquices desse malucos que aparecem as grandes inovações que vão afetar nossa vida, tanto no plano pessoal quanto no social. A idéia do Lifelog, por exemplo, é uma dessas maluquices. Nada mais nada menos que um registro de toda a nossa vida (o famoso e já conhecido log, com que já estamos acostumados em bancos de dados e outras áreas) feito por nós próprios, utilizando equipamentos e recursos que já estão disponiveis.

A idéia agora partiu do Gordon Bell, conhecido pesquisador e inovador da computação, vejam o artigo da BusinessWeek  aqui.  Utilizando uma câmera especial que tira fotos automaticamente a partir de sensores que indicam mudanças de posição e de ambiente, e usando gravador especial, ele vai registrando cada dia da sua vida e transferindo para arquivos, já com a informação organizada para facilitar a recuperação.  A idéia foi publicada recentemente no livro de autoria dele, Total recall: how the e-memory will change everything.

Traços de nossa vida diária já estão disponiveis e perdidos em algum canto da internet, em algum servidor. Email, twitter, redes sociais, participação em listas de discussão, mensagens de celular, eventualmente conversas no celular, imagens capturadas pelas câmeras de vigilância que estão em qualquer lugar. O telefone celular pode ser um dos dispositivos a serem usados por quem quiser fazer esse registro da própria vida. Outras invenções mais novas, como a caneta LiveScribe, que considero um dispositivo fantástico (e olha que não sou tecnófilo, não compro gadgets por impulso), também contribuem diretamente para registro de atividades diárias.

O fato concreto é que essas idéias já despertaram a atenção de empresas pelo mundo afora, que estão investindo em pesquisa e desenvolvimento de equipamentos e recursos computacionais, enxergando um enorme nicho de mercado. Conectividade, sistemas de arquivos e bancos de dados específicos para esse tipo de aplicação, arquitetura da informação, dispositivos de armazenamento de alta capacidade e baixo consumo de energia, sistemas de recuperação da informação armazenada, máquinas de busca especializadas na internet , enfim, muitas oportunidades. Claro, tem o lado do impacto social que nunca pode ser esquecido: segurança da informação, invasão de privacidade, roubo de toda a nossa vida pessoal. Vocês duvidam que alguém vai armazenar tudo num notebook sem backup, que vai ser roubado logo ali na esquina?.

E tem como fugir disso? Eu acho que não tem, já está acontecendo devagar, basta a gente botar a cara prá fora e usar a internet, uma parte dos nossos passos está registrado lá, recuperável com consultas simples em uma máquina de busca qualquer. Anonimato não existe, privacidade cada vez mais ameaçada.

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Barulho

Domingo, 8 Novembro, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário
É festa...

É festa...

Viçosa, por ser uma cidade universitária, tende a ser uma cidade mais barulhenta. Muita gente, muito carro, muitas festas, um monte de república de estudante, muitos eventos sediados aqui. Enfim, nada diferente de qualquer outra cidade universitária de mesmo tamanho, em qualquer outra parte do mundo, e a tolerância com tudo isso é um dos requisitos exigidos de quem quer viver numa cidade dessa natureza.

No condomínio  de mais de 300 casas onde a gente morava nos EUA, um monte de estudantes da University of Florida também morava. Festas direto e reto, o que acontecia em toda a cidade, nada muito diferente daqui. Ou melhor, tinha uma enorme diferença: as leis são respeitadas, por bem ou por mal. O direito dos vizinhos e demais moradores é sagrado, qualquer reclamação a policia aparecia  por lá, e não tinha muita “vamos sentar, vamos conversar…”.  Todo mundo com a sua liberdade, garantida pelo poder público.

Ai a diferença é enorme, nada parecido com o que acontece com Viçosa, onde o poder público não garante direito de ninguém atualmente. E a cultura de que pode chamar a policia a vontade, se eles aparecerem não vai resultar em nada mesmo, e vamos continuar nossa festa do mesmo jeito, já é a cultura geral da cidade. A triste verdade é que mesmo com a maior boa vontade, os policiais não conseguem atender a tantos chamados a cada final de semana, acidentes, briga de rua, bêbados lotando o atendimento de emergência dos hospitais, festas enormes que vão lotando o bolso dos organizadores. E o município não garante a necessária fiscalização dos eventos, do excesso de barulho, do monte de butecos tomando as calçadas, dos carros particulares com som aberto a toda em plena madrugada e em qualquer outro horário. E cada vez mais aumenta o número de pessoas incomodadas por isso, festas até pela manhã, barulho excessivo e completamente desnecessário, a impressão que dá é que as pessoas que aparecem por aqui não aprenderam a respeitar o direito do próximo.

O pior de tudo é que  a cultura vem se espalhando, começando a contaminar todo mundo. Vizinhos (familias) que realizam festas com muito barulho até de madrugada, incomodando um prédio inteiro… os mesmos que reclamam do barulho das festas das repúblicas, quando fazem as festas deles do mesmo jeito, não acham que estão incomodando ninguém, é mole? E logo aqui do lado de casa, a 30 metros de distância, uma vizinha tem mais de 20 cachorros de todo tipo e tamanho, que latem o dia todo e a noite toda, todos os dias da semana, sem parar. Isso sem contar o mau cheiro constante, e pior ainda, a limpeza do canil (quando é feita) despeja a sujeira na rede pública de esgoto… E eu posso reclamar? Claro que posso (ainda não consegui descobrir onde…), mas não vai adiantar nada, no final o culpado serei eu mesmo, afinal de contas para que é que eu vim morar logo do lado da casa deles, atrapalhando o sagrado direito constitucional deles de ter quantos cachorros quiserem? Incomodados que se retirem, a regra não é essa?

Aí eu me lembro de uma definição curta e grossa sobre comportamento ético e moral: ponha-se do lado de lá e, se você achar que vai se sentir incomodado ou prejudicado pelo que você está fazendo, então você não está respeitando o direito do outro. Simples, não? Pena é que não funciona por aqui…

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Olímpiadas 2016

Domingo, 11 Outubro, 2009 Jose Luis Braga 5 comentários
Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Foi a notícia do ano: o Rio de Janeiro foi a cidade selecionada pelo Comitê Olímpico para sediar as Olimpíadas de 2016. E ai vem a enxurrada de gente elogiando a decisão, e vem outra enxurrada maior criticando de todas as formas possíveis, alguns argumentos até aceitáveis, mas também com argumentos que parecem extraidos  diretamente de uma das luas de Saturno…

De minha parte, fiquei muitissimo orgulhoso pela escolha. Mais uma vez, os olhos do mundo se dirigem para o Brasil, e temos mais uma enorme oportunidade de manter esses olhares aqui por muito mais tempo. O mundo envelheceu, modelos de desenvolvimento foram testados e jogados no lixo, fórmulas econômicas se provaram erradissimas e completamente inadequadas para o século XXI, os problemas hoje exigem visão sistêmica, cooperação, colaboração e principalmente, inclusão para serem resolvidos. E nós aqui no nosso canto, mesmo com todos os problemas de que ainda padecemos, estamos chamando atenção, e muita, sendo considerados um novo modelo de desenvolvimento.

O Rio de Janeiro tem problemas? tem favelas? tem bandidagem? tem tudo isso sim, mas será que Chicago não tem? e Tóquio? e Madri? moçada, vamos analisar friamente… os problemas nas outras cidades são até muito piores que os nossos. Chicago não ficou famosa pelo gangsterismo no século passado? Qual é a grande diferença? só porque os bandidos de lá falavam ingles e usavam terno de risca de giz e chapéu, tomavam uisque “nacional”, frequentavam boates com mulheres lindas e sensuais eles são menos bandidos? Será que eles não têm problemas com o trânsito? podem apostar que têm sim, e muito mais complicados que os nossos.

Vamos lá, vamos deixar o pessimismo de lado, a escolha do Rio como a cidade sede das Olimpiadas 2016 vai fazer muito bem à nossa baixa auto-estima. A oportunidade tem que ser muito bem aproveitada, emoção nacional, vamos nos orgulhar! Um pouco de patriotismo não vai fazer mal… (nada de nacionalismo, isso é outra estória…)

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Sistema bancário e os novos tempos

Domingo, 20 Setembro, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário
Bancos

Bancos

Cada vez mais, dinheiro tende a ser considerado informação, e nada mais. Quando eu pago uma conta via cartão de débito ou crédito, ou via o sitio do banco na internet, o que acontece de fato? Apenas, e nada mais, que uma transferência de informação autorizada por mim, titular da conta ou dos cartões, é efetuada. Na minha conta aparece a informação de que alguns trocados foram transferidos para a conta xxxxx, na data dd/mm/aaaa, para pagamento de uma fatura de número nnnnnnnnnn,  e estamos conversados, e na outra conta aparece a mesma informação, somando ao saldo já existente. Tudo registrado e recuperável facilmente, podendo ser até impresso o que, diga-se de passagem, com a atual onda de sustentabilidade do planeta, tende a ser uma operação cada vez mais evitada.

Bom, nessa nova visão, qual seria o papel dos bancos para as pessoas físicas? É um bom assunto para pensar, não é? Na minha idéia, considerando uma sociedade cada vez mais informatizada e com acesso muito fácil à internet, a tendência é prescindirmos dos bancos como intermediários de transações financeiras, passando cada um a gerenciar sua própria informação financeira, como já fazemos hoje com nossas informações pessoais. Precisariamos de uma autoridade central certificadora de transações, assinatura digital para cada cidadão que queira usar o sistema, por questões de segurança, transparência e rastreabilidade. O que hoje é intermediado pelos bancos comerciais, que registram as informações para as autoridades fiscais de cada pais, cada um com seu sistema.

O uso de certificados digitais, por exemplo, já é bem disseminado no comércio e na indústria, a implantação do sistema nacional de nota fiscal eletrônica exige isso. A certificação (assinatura) digital ainda não chegou ao cidadão comum, mas isso é coisa de pouco tempo, alguns cidadãos até já têm o certificado. Facilita muito a vida, muitas informações fiscais acessáveis somente via um contador, por exemplo, ficam disponiveis facilmente via computador ligado na internet, que tenha terminais USB (ou seja, todos ou quase todos).

Bom, e o dinheiro físico? dificilmente deixará de circular, por um longo tempo vamos ainda conviver com ele. Mas, a tendência é seu desaparecimento, sendo substituido pelos cartões de plástico, ou pagamento via celular, ou quem sabe via o relógio de pulso ou via um brinco pendurado na orelha? Vai ter o mesmo destino dos cheques, que já se transformaram em algo anacrônico, do passado, cada vez menos usados, inseguros, facilmente alteráveis e falsificáveis. O blog do prof. Silvio Meira, que recomendo muito, tem uma categoria que ele denomina Informaticidade, dedicada a esse tipo de assunto, vale a pena conferir.

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Texting and driving

Segunda-feira, 7 Setembro, 2009 Jose Luis Braga 5 comentários
Messaging

Messaging

Na medida em que a tecnologia avança e novos recursos são colocados em dispositivos como celulares, smartfones e outros, os problemas sociais resultantes desta inserção começam a pipocar. Primeiro, foi dirigir falando ao celular, prontamente considerado falta grave no nosso código nacional de trânsito, com multa pesada e outras consequências. Isso quando um agente de trânsito ou policial consegue perceber a infração e anotar a placa do carro dirigido pelo motorista infrator, tarefa quase impossível pois o número de pessoas que fazem isso é enorme, de assustar.  Interessante também é prestar atenção nas estatisticas: dirigir fumando tira a atenção do motorista na mesma proporção que dirigir falando ao celular tira, sabiam desta? Dirigir embriagado é sem comentários, finalmente e felizmente combatido fortemente pelo poder público, e tem dado resultado, a próxima geração já vai estar mais consciente  com toda a certeza.

Nos EUA, dez anos atrás, cansei de ver pessoas dirigindo nas estradas e… lendo!!, é mole? carro no piloto automático, pé esquerdo no painel do carro (maioria dos carros tem câmbio automático, o pé esquerdo fica sem função), livro em cima do volante, lendo tranquilamente nas estradas quase sem curvas do estado da Florida. Vi vários casos, e achava aquilo um absurdo, um motorista desses aqui no Brasil ia se ferrar rapidamente nas nossas curvas e morros, já pensaram aqui nas estradas de Minas Gerais, lotadas de curvas, subidas, descidas e buracos?

Mas não é que tem coisa pior que isso? A nova “mania” por lá, resultante de o celular estar se transformando numa central de comunicações, é o “driving while texting“, ou dirigir digitando mensagens no celular, fazendo a versão correta. Inadmissivel, não? Isso se transformou num problemão por lá, e as leis de lá não proibem, como também não proibem falar ao celular e dirigir ao mesmo tempo.  O número de acidentes de trânsito (fatais) causados por esse tipo de comportamento cresceu tanto, que está incomodando a sociedade e as autoridades. Principalmente entre os mais jovens, a geração Y que não tem tempo para nada e nunca pode esperar chegar ao destino para responder as mensgens, todas urgentissimas. E não são somente os jovens que fazem isso, várias outras categorias que dependem de dispositivos móveis para exercerem a profissão fazem a mesma coisa (vejam um video realista e pesado, aqui).

Por aqui, isso já está acontecendo, com os mesmos impactos sociais. Do ponto de vista de código de trânsito, digitar mensagem no celular ao volante é muito mais grave que falar ao celular ao volante, tira muito mais atenção e tem muito mais potencial para causar acidentes, tanto nas cidades quanto nas estradas. Como é que resolve isso? vai adiantar colocar mais um parágrafo no código nacional de trânsito? eu acho que isso não resolve, pois vamos ter que entupir nosso código com novos parágrafos, a cada avanço da tecnologia que tenha esse tipo de impacto. Mas então como é que ficamos? Do meu ponto de vista, a tecnologia tem que ajudar a resolver os problemas criados pelo seu próprio avanço. Os carros, em breve (está demorando) vão sair de fábrica com o dispositivo que permite atender, falar e ditar mensagens no celular com comandos de voz, como equipamento de série. Hoje esse tipo de recurso só está disponivel nos modelos mais caros, um paradoxo.

Mas, como no caso do airbag que é um equipamento de segurança antigo e reconhecidamente necessário no mundo todo e que é de série para todos os carros (do lado de lá), e que por aqui é um opcional muito caro (pelo menos 3000 reais a mais no preço final),  ainda vamos ter que esperar muito até que a tecnologia de comando por voz e do viva voz nos carros seja um equipamento de série… enquanto isso, mais atenção nas estradas e cidades para conseguir perceber e evitar a tempo os motoristas fumando, falando ou digitando mensagens ao celular.

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Caminhos para a paz

Sábado, 29 Agosto, 2009 Jose Luis Braga 2 comentários

9788561635176-250x250As leituras agora em julho foram poucas, mas selecionadissimas. O cansaço do semestre passado, somado ao monte de artigos que julguei para congressos, simpósios e revistas, mpsBR, bancas de dissertação,  me tiraram um pouco da disposição para outras leituras. Mas, claro, estou sempre lendo, e achei uma pérola numa livraria em BH: A música desperta o tempo, do conhecido e famoso  maestro Daniel Barenboim.

O maestro é nascido na Argentina (1942), talento precoce na música clássica, e por isso mesmo considerado cidadão do mundo. De descendência judaica, o maestro tem um trabalho reconhecido mundialmente em prol da paz e harmonia entre os povos do mundo e, em particular, entre judeus e palestinos em Gaza. Por esse seu trabalho, recebeu reconhecimento internacional via o prêmio Prêmio Príncipe das Astúrias, da Fundación Príncipe de Asturias, da Espanha. O livro é exatamente sobre essa questão, mas abordada sob um ângulo inusitado: o da música, das grandes sinfonias, da harmonia, do ritmo, da integração entre músicos, instrumentos, música e regência como metáforas para uma paz mundial.  Particularmente, a 5a. Sinfonia de Beethoven é citada inúmeras vezes no livro, é considerada pelo maestro uma obra dedicada ao equilíbrio, cooperação e tolerância.

Uma parte do livro é dedicada a explicar para o leitor leigo,  esse equilibrio e ecologia das orquestras, que são usados como metáfora para expor seu ponto de vista sobre o equilibrio e convivência entre os povos na Faixa de Gaza. A partir daí, o maestro explora a metáfora para propor um modelo de paz na região da Cisjordânia, muito bonito e interessante. O melhor de tudo é que a discussão e as propostas são imparciais, sem levar o leitor a tomar partido de um ou outro lado, sempre no equilibrio e na visão da paz que exige deixar os preconceitos de lado, em algum momento. E isso é conseguido na integração entre os músicos em uma orquestra. As idéias do maestro foram colocadas em prática, com a criação por ele e seu amigo Edward Said da East-West Divan Orchestra, composta por músicos do Oriente Médio: egipcios, iranianos, israelitas, jordanianos, libaneses, palestinos e sirios.

O poder da música reside em sua capacidade de se comunicar com todos os aspectos do ser humano – o animal, o emocional, o intelectual e o espiritual. Com muita frequência, pensamos que as questões pessoais, sociais e políticas são independentes, sem influir umas nas outras. Pela música, aprendemos que essa é uma impossibilidade objetiva: simplesmente não existem elementos independentes. O pensamento lógico e as emoções intuitivas devem estar constantemente unidos. A música nos ensina, em resumo, que tudo está ligado.” (último parágrafo do último capítulo do livro, antes dos Apêndices)

A música é a linguagem da alma…

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Vander Lee: Faro

Domingo, 9 Agosto, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário
Faro

Faro

Como não podia deixar de ser, show do Vander Lee no Palácio das Artes, aqui em BH,  e eu de férias… não ia perder por nada. Na sexta dia 17 de julho, 21 horas, fomos lá conferir, ingressos comprados com antecedência, ficamos bem de frente para o palco, valeu a pena.

Foi o show de lançamento do Faro, seu novo cd. Tão bom ou melhor que o anterior, continua na linha de música urbana, do cotidiano das grandes cidades, particularmente de BH. Segundo o próprio Vander Lee, ele considera esse seu melhor trabalho. Tem faixa com música do Roberto Carlos, Ninguém vai tirar você de mim, com participação especial do MC Renegado, que aparece no show e dá um show a parte. Uma outra faixa, Obscuridade, foi uma adaptação de um poema do Cartola, que ficou muito bonito.  Regina Souza, esposa do Vander Lee e também cantora /compositora, tem participação especial na música O baile dos anjos, parceria dela com o Vander Lee. E canta uma música do seu cd Outonos, recém-lançado.

Claro, ele apresentou várias músicas mais antigas, que não podiam faltar:  Românticos, Esperando aviões e, a pedidos da platéia, cantou também a popular Galo e Cruzeiro. Como torcedor do Galo, não ia deixar de tirar uma casquinha no recente desastre enfrentado pelo time do Cruzeiro na Libertadores e no Brasileirão… Eu não arrisco recomendar nenhuma música em particular, são todas muito bonitas e agradam muito.

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Go-Cycle, bicicleta com inovação

Sábado, 4 Julho, 2009 Jose Luis Braga 8 comentários
Gocycle

Gocycle - http://www.gocycle.com

Sempre que pressionado, o ser humano arruma um jeito de melhorar as coisas que já existem, inventando novas formas evolucionárias ou revolucionárias de fazer as mesmas coisas de forma diferente e mais agradável. E quem pensava que a bicicleta ia ser só aquela magrela em duas rodas, com apenas uma coroa e uma catraca de 18 ou 21 dentes, com o selim de couro  e muito desconfortável, enganou-se completamente. Alías, enganou-se há muito tempo e não percebeu, pois os novos materiais, sistemas sofisticados de catracas, coroas  e de troca de marchas, freios, rodas de liga leve, pneus especiais, etc., hoje fazem as antigas magrelas parecerem coisa de museu. E as novas versões literalmente voam…

Na minha ronda semanal de blogs, topei com a noticia no EcoGeek, sobre a GoCycle, uma maravilha tecnológica, que está ai na foto. Materiais leves, dobrável, tem um motor elétrico e uma bateria que se recarrega com o próprio movimento dos pedais, com durabilidade de uns 30Km (20 milhas). E funciona muito bem sem o motor, como uma bicicleta normal, e a bateria pode ficar em casa na recarga (três horas). O preço não é lá essas maravilhas, 1200 libras, uns 2000 dólares, preço de moto pequena ou até de um Tata Nano. Ainda é uma atração de luxo, mas se cair no gosto popular, o volume de vendas e a melhora da tecnologia certamente vão fazer esse preço cair a níveis suportáveis. E podem anotar ai, está próximo o dia da volta triunfal das bicicletas nas grandes cidades, falta pouco tempo…

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Tendências em conhecimento de TI para 2009

Sábado, 13 Junho, 2009 Jose Luis Braga 1 comentário

Acabei me esquecendo deste assunto, que está na lista de drafts aqui tem um bom tempo, afinal já estamos no meio de 2009, o assunto vai perdendo importância. Mas, ainda é atual, e vamos lá.

Tecnologia

Tecnologia

Segundo pesquisa publicada na Computerworld, e apesar da grave crise econômica mundial causada pela irresponsabilidade de parte da economia estadunidense, as habilidades e conhecimentos em TI continuam em alta. Esse mercado foi muito pouco afetado pela crise, já que o mundo não vive mais sem a TI, a tecnologia continua sendo a nossa salvação. Programação e desenvolvimento de aplicações (cada vez mais sofisticadas) continuam em alta, embora a previsão seja de que programação tende a ser automatizada no médio prazo, elevando as exigências para o nivel de cima, de projetista. Conhecimento e treino em SAP-R3 continuam com alta demanda, as empresas continuam implantando sistemas de gestão integrados para permitir sua atuação em mercados mundiais, saindo do escopo local. O setor de serviços, com os indispensáveis help-desk (reclamamos deles mas o uso da tecnologia não dispensa mais os help-desks por pior que sejam), é considerado o segundo setor mais importante, vital para o desenvolvimento das empresas globais.

Gerência de projetos está se firmando como área estratégica para as empresas,  fundamental para que elas atinjam niveis de maturidade mais altos nas avaliações CMMImpsBR. Esta é uma área de investimento em conhecimento e treinamento que vai continuar em alta nos próximos anos, podem apostar, visitem o sitio brasileiro do PMI-Project Management Institute. Também a área de inteligência organizacional (business intelligence) está em ascensão, empurrada pela concorrência global entre as empresas. Os dados históricos das transações passaram finalmente a valer ouro, permitindo a extração de relações novas entre grupos de dados pela utilização das técnicas de mineração de dados.

Finalmente, conhecimento em segurança e privacidade continuam em alta, dado o avanço tecnológico, a convergência digital para aparelhos portáteis (há tantas opções no mercado que é dificil até acompanhar essa evolução), e a evolução dos serviços oferecidos aos usuários. Por exemplo, celular (nem sei mais se deveria ser chamado assim) com recursos para GPS-Global Positioning System e acesso aos mapas do GoogleMaps está ficando comum, o preço tecnológico está caindo, e com isso os problemas vão se espalhando, em paralelo com as possibilidades de novas aplicações.

E finalmente o conhecimento em aplicações empresariais utilizando recursos da chamada Web2.0 continuam em alta. O uso de wikis, blogs, a explosão do Twitter e outras tecnologias pelas empresas continuam em alta, e isso não vai parar. O conhecimento, nesse caso, nem é bem em programação e projeto de software, vai mais para o lado da administração e sistemas de informação, pois são ferramentas a serem usadas na melhoria interna dos processos administrativos.

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