Essa semana tá dureza…

Essa semana tá dureza… não consegui nem pensar no tema para postar aqui no blog, embora tenha vários na fila prontos para retoques e publicação. São as duas últimas semanas do semestre aqui na UFV, e tudo acontece nessas semanas. A gente joga nas 11, e em algumas situações, joga nas 22. Como aconteceu ontem comigo, joguei nas 22 e consegui terminar o dia no 1 x 1. Orientações, dissertação em fase de defesa, artigos, proposta de projetos, organização de horários do próximo semestre, avaliações de trabalhos e provas, seminários dos alunos da pós-graduação, e precisa mais? O mais engraçado foi que tive dentista no final do dia, e nunca fui tão rápido e tão satisfeito ao dentista assim, de tão ansioso que estava para fechar o buteco e rapar fora.

Fazendo um balanço do dia, fui levado a pensar (de novo) numa postagem de blog que li há pouco tempo e não me lembro mais onde foi, sobre o “trabalho escondido” na carreira de professor. Se fossem só atividades de aulas, seria só diversão, pois imagino que como eu,  todos os colegas professores encaram a sala de aula como pura diversão, a melhor parte do nosso dia de trabalho. Mas e as outras atividades, algumas planejáveis e passíveis de controle, e outras que aparecem no estalo e que têm que ser resolvidas prá ontem? Podemos até relacionar alguns dos papéis que desempenhamos na profissão: professor, gerente de projetos, gerente de equipe, consultor, amigo, aconselhador sentimental, editor de material de aulas, pesquisador, escritor de artigo científico, julgador de trabalho científico, palestrante, aconselhador técnico, padrinho de casamento, proferidor de aula da saudade, homenageado dos formandos, participante de conselhos dentro e fora da universidade, encaminhador de ex-alunos para vagas de emprego, e vamos por ai afora.

Ah, estava me esquecendo dos papéis da vida, mais “tradicionais”: pai,  marido-companheiro-esposo-amante, sogro, gerente de recursos financeiros esparsos (outra dureza), gerente de estoque da biblioteca pessoal, gerente da rede interna, gerente de relacionamento com o provedor de serviços de internet, telefone, tv a cabo, etc., gerente de manutenção de equipamentos, gerente de conflitos diversos, amante da música, tocador de violão (de buteco), e também vamos por ai afora…   Sem a ajuda da parceira da vida inteira, é muito fácil a gente ser expulso desse jogo.

E  vale a pena? Claro que vale, faria tudo novamente, talvez não do mesmo jeito (com a maturidade que tenho hoje, claro). Mas tudo isso foi prá dizer que é para vocês aguentarem a mão ai, que a postagem da semana não tarda a aparecer.

(embora essa postagem esteja escrita voltada para o gênero masculino, que coincidentemente é o gênero em que me classifico, ela se refere a ambos os gêneros, e talvez muito mais à mulher que ao homem) 

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

Publicado em Reflexões
5 comentários em “Essa semana tá dureza…
  1. smarzaro disse:

    Zé, sou solidário a este sentimento…Também estamos encerrando período aqui na faculdade e o stress atinge o pico nesta época…… Realmente não é fácil, mas se fosse não teria graça, não é mesmo?! 😉

  2. Como diria o sábio Dalai Lama…” A vida é um ciclo de problemas” , doido eh aquele que pensa que um dia seus problemas vão acabar, quando tirar férias ou se aposentar. “Quando chegar as ferias eu vou ser feliz!” , Tudo mero engano! 🙂 Lembre-se: Problemas nunca vão acabar !

    Abraço a todos,

    Gabriel Gazolla

  3. Luana disse:

    Oi Zé! Aí em Viçosa professor dá bola pra aluno, então não conta 😉 Vcs são super-heróis mesmo. Me orgulho muito da formação que tive aí, muito mais da humana que da técnica (e acho a técnica excelente, antes que pensem o contrário). Vejo como os meninos que fizeram graduação aqui no DCC não tiveram o mínimo de participação da vida dos professores e suas experiências. Isso pra mim é muito importante, é conhecimento puro, sendo perdido para as próximas gerações. Aqui os professores são captadores de recursos, pq aula poucos dão; trabalhos e provas os monitores do mestrado corrigem da graduação e os do doutorado os do mestrado (quem dera se vcs tivessem o arsenal que eles têm aqui). Não acompanham em nada o desenvolvimento do aluno, no máximo, um trabalho de iniciação científica ou mestrado/doutorado, mas naquele estilo “não me procure a não ser que esteja pegando fogo no Icex”. Vcs aí fazem da gente pessoas melhores mesmo, mais amparadas, seguras do que nos espera. Por isso digo, de peito cheio, que estudei no DPI e não teria lugar melhor no mundo pra passar o que passei (incluindo compilador!). Muito obrigada mestres!

  4. É, Luana, você tem razão… todos que saem daqui para outras instituições têm a mesma opinião sua. Felizmente pra nós professores daqui, afinal somos educadores acima de tudo, e isso significa ser pai, mãe, tio, avô, avó, médico, psicólogo, etc… O melhor de tudo é o reconhecimento seus… beijoca, obrigado, comecei o dia bem melhor…

  5. Carolina disse:

    Luana, adorei o “aí em Viçosa professor dá bola pra aluno”, rsrs… não estudei em outras instituições, mas sempre que comento com colegas de trabalho vindos de diversas instituições, UFMT, UFMS, UFSCar, Unicamp sobre o relacionamento que temos com nossos professores todos falam que não é comum!! Relacionamento este, que na medida do possível permanece mesmo depois de anos de formados… tenho muito carinho e saudade do dpi e sempre que der quero aparecer por lá pra fazer uma visitinha a todos!! Eles acabam virando nossos pais mesmo, confidentes, orientadores, gerentes de pessoas, tudo isso e muito mais. Pra mim, cada conversa, toda a paciência que tiveram com uma menina tão insegura, tão ansiosa foram grandes motivadores e de grande ajuda! Muitas vezes isso vale tanto quanto, ou mais, que a competência técnica que eles no proporcionam. Os professores do DPI, cada um da sua maneira, são show de bola, me sinto privilegiada de ter tido a atenção e a paciência deles tantas vezes, ouvindo as lamúrias e os desesperos da Carol hehehhehehe. Ah e também, em alguns casos, são grandes companheiros de “copo” hehehhe!!
    Muito obrigada a todos vocês, vocês são grandes demais!!!!

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