Carnaval

Carnaval...

Carnaval, mais uma vez. E mais uma vez, estou aqui em BH curtindo o sossego e silêncio quase sepulcral, as ruas semi-desertas, as lojas, restaurantes, supermercados e shoppings fechados. E os hospitais? só mesmo emergências, nada programado, sumiu todo mundo. Pior ainda, desde a sexta passada o movimento de saida da cidade já tinha começado, alguns já estão rapando fora na quinta mesmo, para evitar estradas cheias e os riscos enormes dessa época e da nossa total falta de estrutura. Hoje, terça, começa timidamente o movimento de volta, que engrossa no final da tarde e na quarta pela manhã e à tarde, alguns ainda esticam até a quinta ou o final de semana todo.

Claro, carnaval é uma festa da nossa cultura brasileira, cada vez mais comercial e envolvendo mais dinheiro, e cada vez menos cultura. Exceto em alguns raros locais onde ainda existem blocos tradicionais, que saem nas ruas todo ano sem apoio de cervejarias e outras. Mas será que isso existe mesmo? Acho que não, nem no interior de Minas, como por exemplo lá em Visconde do Rio Branco, minha terra natal, onde o carnaval é tradição e o povo vai para a rua mesmo, lotando a praça 28 de Setembro. Talvez lá a gente ainda consiga encontrar os blocos tradicionais, sem envolvimento comercial, que vão para as ruas pelo puro prazer dos participantes em manter a cultura e tradição do carnaval.

Mas sem dúvida alguma, estamos presenciando um exagero. Por exemplo, o feriado de carnaval é apenas a terça-feira, o famoso Mardi Gras do hemisfério norte, que tem sua manifestação muito conhecida  nas ruas de New Orleans. A segunda-feira não é feriado, mas já foi incorporado como se fosse um feriadão.  O comércio adere sem pestanejar, já a partir do domingo, com prejuizos enormes.  Não conheço estatisticas sobre isso e duvido que elas existam ou que interesse sua divulgação, pois vão mostrar outra realidade. Aposto que a quantidade de cidadãos consumidores que não estão envolvidos com carnaval de forma alguma, e que aproveitam essa época para descansar, é imensamente maior do que os carnavalescos. E ai vai minha crítica: porque é que o comércio em geral embarca na onda da minoria? Para pensar…

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Reflexões, Social
3 comentários em “Carnaval
  1. Aqui(Rio Paranaíba-MG) funcionou tudo na segunda-feira, até assustei quando saí de casa. 😉

  2. André Castro disse:

    Panis et Circencis como já diziam os Tropicalistas.

  3. Andreia Leite disse:

    Olá Luis,
    Sou Gerente de RH e preciso falar com você sobre o BeerGame, favor enviar-me um e-mail com seus contatos.
    Agradeço antecipadamente!

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