O bostódromo…

O cocô

Desculpem o título grosseiro da postagem, mas desde que ouvi essa palavra pela primeira vez lá por volta de 1985, ela passou a ser de grande utilidade. Nessa época, eu fazia doutorado na PUC-Rio, morava num apartamento no final do Leblon com outros colegas de doutorado. Como era felizmente muito perto da PUC, a gente ia regularmente a pé passando algumas vezes pela Rua Visconde de Albuquerque, vejam o mapa aqui. Essa é uma rua aprazível do Leblon, arborizada, mas infelizmente, era também o local onde todo mundo passeava com os cachorros de estimação. O cocô dos cachorros ficava lá na rua, e não era pouco, raros donos tinham a decência de levar um coletor deixando a rua limpa, chegou ao ponto de a prefeitura intervir seriamente com fiscalização, para moralizar a questão. Pois então, foi daí que surgiu o termo bostódromo, inventado por um colega da república.

Como pedestre inveterado que sou, ando pelas ruas imundas de Viçosa e pelas ainda muito bem cuidadas ruas do campus da UFV todos os dias, com chuva ou com sol. E reparo em tudo, vejo tudo, quem anda a pé tem condições de fazer isso com muita facilidade. E vamos lá: o número de cachorros de estimação em Viçosa é de assustar, como de resto em todo o Brasil, que é o segundo pais do mundo em número de animais de estimação, ultrapassando o limite do razoável recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de um animal de estimação para cada cinco humanos! E acho que nem preciso falar o resto: cocô de cachorro na rua, em Viçosa, é coisa muito comum e parece que as pessoas nem reparam mais neles. Pisar num deles já é quase certeza, basta ir para a rua e dar meia dúzia de passos sem olhar para o chão… Rarissimas vezes vejo algum dono pegando a produção do seu cachorro e tirando das ruas.

Como a cidade é entupida de gente, de carro e de cachorro, qual é o espaço que sobra para passear com os animais? Clarissimo,  o campus da UFV, que tem gramados extensos, vias desimpedidas em alguns horários, muito verde para correrem a vontade. Mas, agora a coisa é séria, o bostódromo da cidade está se transferindo para lá. Nosso campus está ficando infestado de cocô de cachorro, notoriamente naquele imenso gramado na entrada do campus, que parece ser o local preferido. Nosso tão bem cuidado campus está assumindo ares das tão mal cuidadas ruas da cidade…

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Social, Sustentabilidade
Um comentário em “O bostódromo…
  1. Zé, aqui em Rio Paranaíba estamos na mesma. E o problema aqui é a quantidade de cachorros soltas na rua. Nem precisa dizer o que acontece. Sujeira dos cachorros e sujeira do lixo espalhado pelos cachorros que rasgam todas as sacolas deixadas nas ruas. E essa quantidade de cachorros “sem dono” ainda tem vários efeitos colaterais para os donos responsáveis. Tenho (ou melhor, minha filha) um lhasa apso, mas devido aos cachorros soltos na rua, para dar uma volta com ele é uma aventura. E só para constar, sempre limpamos a sujeira dele na rua!! 😉

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