Raquete de tênis

Babolat

PureDrive GT Team

Meu último par de raquetes de tênis foi comprado há mais de 10 anos, quando estava nos EUA. Selecionadas no uso, na época não tinha tanta opção assim. Eu alugava as raquetes na loja do também tenista Charles Ezigbo,  um nigeriano bem sucedido e muito simpático e conversado,  a EZTennis, passava o final de semana jogando com elas, até chegar no modelo com que me adaptei melhor na época: Wilson Hammer 6.4 Powerholes midplus. Uma raquete média, que nunca foi usada por nenhum jogador do circuito, fora de catálogo, mas que me serviu muito bem nesses últimos 11 anos (e ainda serve para matar a saudade).

Há uns três anos resolvi entender melhor a física das raquetes de tênis,  e descobri o sitio Racquetresearch, que recomendo a quem tiver paciência para ler e entender tudo do ponto de vista técnico. É muito mais complicado do que parece. A gente vê um Roger Federer, um Guga, um Nadal, um Pete Sampras jogarem facilmente com as raquetes que usam, e vai logo achando que se comprar uma raquete igual, vai melhorar muito o jogo. Puro engano, qualquer raquete nas mãos desses artistas canta qualquer música, podem apostar. A recíproca não é verdadeira, e ainda por cima as raquetes que eles usam são customizadas para as caracteristicas de cada um, tendendo a facilitar o tipo de jogo, o tipo de movimento, elas simplesmente não existem para venda nas lojas com as mesmas características.

Os principais fatores a levar em consideração na escolha da raquete são: peso da raquete, concentração do peso (na cabeça, na empunhadura/grip ou equilibrado/even), comprimento total, área encordoada, número de furos por onde as cordas vão passar, estrutura do quadro ou frame (mais fino dá mais controle, mais largo dá mais potência). Sem esquecer de que o tipo de corda e a tensão usadas no encordoamento dão o toque final, constituindo uma teoria à parte.  E essas variáveis não são isoladas, interferem umas nas outras, e interferem muito. Por exemplo, uma raquete pesada, acima de 300 gramas, com o peso concentrado na cabeça, tende a exigir muito do braço do jogador em partidas mais longas. Para raquetes pesadas, a física e a fisiologia  recomendam distribuição equilibrada ou concentração do  peso no grip, deixando a cabeça da raquete naturalmente mais alta. Mas enfim, qual a vantagem de uma raquete mais pesada? Claro, ai também entra a física: o esforço de devolução da bolinha é menor, já que o impacto vai acontecer com uma raquete mais pesada. Mais ou menos o que acontece numa batida de frente entre um Fiat Uno e  um caminhão de grande porte, quem leva a vantagem?  Mas, uma raquete muito pesada para um jogador que tem a característica de ficar cozinhando o jogo em água morna, jogando mais no fundo da quadra e esperando o adversário errar, pode ser uma péssima escolha. Esse tipo de jogo tende a demorar muito tempo, e a raquete pesada vai piorando o manuseio e a movimentação.  As diferenças de peso são mínimas, umas 60 ou 70 gramas, mas que fazem muita diferença depois de 4 horas de jogo.

Enfim, depois de ler e estudar tudo isso, especifiquei e  comprei (ganhei) uma raquete que usei muito pouco em dois anos, e que na minha sensação de tenista de final de semana, deixou a desejar. Uma Head Flexpoint S6, fora de catálogo, muito boa mas que me obrigou a mudar em parte meu tipo de jogo, ficou um pouco desconfortável. Parti então para outra escolha,  e acabei caindo no lugar comum, a Babolat Pure Drive GT, talvez o tipo de raquete mais usada por jogadores ranqueados, tanto no masculino quanto no feminino. Pesada, 300 gramas, distribuição equilibrada de peso com tendência para o grip, frame mais largo com caracteristicas de expulsar as bolas com mais facilidade. Já tinha experimentado essa raquete várias vezes, e me adapto bem com elas, acho que a escolha foi certeira. E ainda um detalhe: utilizo cordas sintéticas, nada de polyester. O toque da raquete na bola tende a ficar mais macio, dependendo é claro da tensão utilizada (sempre uso umas 5 libras abaixo do máximo da raquete).

Uma última dica: a postagem sobre raquetes do blog do Paulo Cleto. E a certeza de que a nova raquete não vai fazer grandes diferenças no meu jogo, raquete nunca fez milagres.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Esporte, Saúde
3 comentários em “Raquete de tênis
  1. Fala Ze. Hoje peguei para ler seu post sobre as raquetes. Tô com minha Prince aqui dando teia de aranha por falta de quadras na região. 😦 Já tentei usar uma raquete um pouco mais pesada, mas a falta de preparo da época me obrigou a voltar a utilizar uma mais leve. Realmente algumas gramas a mais fazem uma diferença absurda quando a pilha está acabando!!! []´s

  2. Marcos Vieira disse:

    Pois é Zé, raquete nova é tão como namorada nova …
    Gasta-se mais, dá um trabalhinho para adaptar, mas no geral, o encaixe é melhor, ou mesmo que não seja, a gente têm mais disposição para ficar tentando.
    Eu também já fiz um belo passeio pelas raquetes. Algumas mudanças por necessidades, outras por atualização e outras pelo puro consumismo.
    Inclusive atualmente, estou com 4 pares “jogáveis”, e mais um realmente aposentado.
    Um desses “pares” na verdade é um trio de Head Radical MP, aquelas pretas e laranjas mais antigas. Tenho também um par de Fischer Pro Number One 98, 295gr, outro de Head Extreme Team 270gr e, de onda, comprei um par da Babolat AeroPro Drive também, 300gr, que estava em promoção na Top Spin, e ainda nem usei.
    Mas jogo que é bom mesmo, vai devagar. É muito mais fácil abrir a carteira e comprar equipamento tentando um upgrade no jogo, que não vêm, do que suar a camisa em quadra nos treinos.
    Bom, saudades de vocês aí, um abraço a todos e parabéns pelo blog.

    • Eu consigo segurar o consumismo atualmente, mas já gastei muita grana com raquete, achando que o problema era esse. Depois que passei a jogar seriamente com ajuda de bons instrutores (mais ou menos de 1990 pra cá), conclui que o maior problema não está nas raquetes, mas sim naquela peça que fica antes do grip da raquete, de que faz parte a mão que segura a raquete, he hehehe… O diabo é que troquei pela Babolat, e já me convenci de que não consigo jogar com elas, e não tenho mais como mudar meu jogo, muito trabalho e treinamento para muito pouco resultado. Vou ter que voltar para outro tipo de raquete, com quadro mais fino e mais peso, regulando a potência com a escolha das cordas e tensão apropriadas. Mais ou menos como as que você está usando. Vindo a Viçosa para alguma comemoração da sua turma, me avisa e traz as raquetes, quadras não faltam por aqui. Abraço,

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