Giants causeway

Giants Causeway

(Please find below an english version of this post) Tiramos um final de semana da nossa viagem para dar uma chegada até Belfast, capital da Irlanda do Norte.  Fica a 300km de onde estávamos, Athlone, e a 180km de Dublin. Pelas estradas de 120km de velocidade máxima que eles têm por lá (21 acidentes nos últimos 4 anos, é mole?), uma viagem rápida e segura. Nem se percebe direito a fronteira entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte, a única notícia que vimos foi uma placa dizendo “deste ponto em diante, as distâncias e velocidades nas placas estão em milhas” (e, claro, a moeda muda de euro para libra), o que naturalmente é desfeito no mesmo ponto, na volta para Dublin. A Irlanda do Norte pertence ao Reino Unido (no plebiscito realizado, 70% da população se consideram cidadãos do Reino Unido e apenas 30% se consideram irlandeses), e a República da Irlanda (capital Dublin) ficou na Comunidade Européia (euro, quilômetros, kilograma, etc.) Mas ambos os lados mantiveram a mão de direção do lado errado da pista, volante do lado direito do veiculo e circulando pela pista da esquerda, um trauma para os turistas (Reino Unido, Irlanda, Japão, Austrália e África do Sul são do mesmo grupo, mão de direção do lado errado).

Nossa primeira parada foi 80km ao norte de Belfast, lá na esquina do mundo, Bushmills,  em um ponto da costa irlandesa onde a costa da Escócia é visível a olho nu em dias claros (dias claros é uma raridade por lá). Fomos visitar um ponto turístico, uma formação geológica na beira do mar, impressionante e maravilhosa ao mesmo tempo, o Giants Causeway (calçada dos gigantes, vejam aqui o site). Um sitio geológico que é um patrimônio da UNESCO, uma formação do periodo paleogênico (paleogene), que resultou em pedras esculpidas na lava vulcânica em formato hexagonal, um monte delas, empilhadas ou espalhadas, dando a impressão de que é obra do homem, e não da natureza. Segundo a lenda irlandesa, o guerreiro Fionn mac Cumhall (Finn McCool) fez as pedras para construir uma calçada para poder atingir a costa da Escócia, e lutar contra seu inimigo escocês Benandonner (leiam mais no link acima na wikipedia). Há variações sobre essa história, que tem cores e sabores dependendo do lado que a conta (Escócia ou Irlanda).  Como acontece com toda obra de arte, não dá para descrever, as impressões são pessoais e intransferíveis via palavras, muito menos pelas palavras escritas. Mas é impressionante, ficamos de queixo caido, o que inclui o peso histórico do local.  Não é preciso reafirmar que lá faz um frio do cão, pois fica no nordeste  da Irlanda do Norte, um vento fortissimo (calculei pelo menos uns 40km/h, dificulta andar), que tivemos que enfrentar na trilha  toda ao redor do sitio.

Dai voltamos para Belfast, uma cidade antiga com ares londrinos, muito bonita e arrumada. Ficamos em um hotel do lado da  Queens University, a universidade oficial da Irlanda do Norte. Foi criada para oferecer educação superior de qualidade para católicos e presbiterianos, em oposição ao Trinity College de Dublin, que na época era uma instituição anglicana. As questões religiosas no Reino Unido sempre foram sérias demais, e moldaram toda a história deles, incluindo a questão da educação focada em uma ou outra linha religiosa. Uma região muito tranquila, naturalmente lotada de universitários, restaurantes e butecos que por lá também são chamados de pubs e são fechados, nada de tomar cerveja nas ruas e em qualquer lugar como acontece no nosso permissivo pais. Os ares são os mesmos de Viçosa e UFV, guardadas as devidas proporções. Eu fiquei bem a vontade por lá…

Tendo oportunidade, vale a pena uma esticada até o Giants Causeway, um turismo baratissimo, o que é raro na Europa. Para quem quer ir estudar lá fora, dependendo da área, vale a pena dar uma olhada na Queens University, é um centro muito respeitado, compete com o Trinity College.

ENGLISH VERSION (TRANSLATED BY BING TRANSLATOR)

We took a weekend of our trip to go up to Belfast, capital of Northern Ireland. It is 300 km from where we were, Athlone, and 180 km from Dublin. The maximum speed of 120 km on the roads that they have there (21 accidents in the last 4 years), a fast and safe trip. We neither noticed when we crossed the border between the Republic of Ireland and Northern Ireland, the only news we’ve seen was a sign saying “from this point on, distances and speeds on the boards are in miles” (and, of course, the currency changes from the euro to the pound), which of course is chenged back at the same point, on the way back to Dublin. The Northern Ireland is part of the United Kingdom (on plebiscite held, 70% of the population consider themselves citizens of the United Kingdom and only 30% consider themselves Irish), and the Republic of Ireland (Dublin) is part of the the European Community (euro, kilometer, kilogram, etc.) But both sides maintained driving on the “wrong side” of the track, the steering wheel on the right side of vehicle and circulating by the left lane, a trauma for tourists (United Kingdom, Ireland, Japan, Australia and South Africa are in the same group).
Our first stop was 80 km north of Belfast, there on the corner of the world, Bushmills, at one point of the Irish coast where the Scottish coast is visible to the naked eye on clear days (clear days is a rarity there). We were visiting a tourist spot, a geological formation on the edge of the sea, awesome and wonderful at the same time, the Giants Causeway (giant’s Causeway, visit the site here). A geological site which is a UNESCO heritage site, a formation of the paleogene period, which resulted in stones carved into volcanic lava in hex format, a lot of them, stacked, or scattered, giving the impression that it is the work of man and nature. According to the Irish legend, the Warrior Fionn mac Cumhall (Finn McCool) did the stones to build a sidewalk to be able to reach the coast of Scotland, and fight his Scottish foe Benandonner (read more at the link above on wikipedia). There are variations on this story, which has colors and flavors depending on the side you read or hear about it (Scotland or Ireland). As with any work of art, the feelings and impressions are personal and non-transferrable via words, much less by the written words. But it is amazing, jaws dropped down, which includes the historic weight of the site. No need to reaffirm that it is too cold around there in northeast of Northern Ireland, a dangerous  wind  (figured at least a 40 km/h, hinders floor), we had to face on the trail all around the place.
Then we went back to Belfast, an ancient city that resembles London, very beautiful and neat. We stayed in a hotel very close to  Queens University, the University of Northern Ireland. It was founded to offer high quality education for Catholics and Presbyterians, as opposed to the Trinity College, Dublin, which at the time was an Anglican institution. Religious issues in the United Kingdom have always been too serious, and shaped their entire history, including the issue of education under one or another religious principles and concepts. A very quiet region, naturally crowded with University students, restaurants and butecos (this is a brazilian portuguese word that means not so comfortable bars that serve bear and snacks). In Brazil they are very common, especially in cities that evolved around universities, as is Viçosa-Minas Gerais, where I work at Universidade Federal de Viçosa. So we felt very comfortable and at home there…
If you have the opportunity, it is worth a visit to the Giants Causeway, a inexpensive trip, which is rare in Europe. For those who want to go to study out there, depending on the area, it’s worth taking a look at Queens University, is a highly respected research center.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Dicas, Saúde, Viagem
3 comentários em “Giants causeway
  1. Marcio Molica disse:

    Parece ter sido construída pelo homem, muito legal.

  2. Clarissa disse:

    Fantástico! A postagem ficou um show! Me senti como se estivesse lá denovo. Só os ventos que acho que chegaram a um pouquinho mais… uns 70Km por hora…..

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