Where good ideas come from?

Esse livro estava na pilha desde janeiro de 2011, comprei meu exemplar na livraria Waterstone´s, no Jervis Center em Dublin. Estava lá de bobeira, gastando tempo, e livrarias sempre foram um ponto fraco, principalmente quando tenho tempo disponível para folhear os livros com calma. Como já conheço o autor Steven Johnson desde a leitura do livro Emergência, apenas olhei o sumário do livro, me agradou de cara, e comprei logo, certo de que seria mais uma leitura desafiante e que me ajudaria a melhorar minha visão de mundo. O livro foi traduzido para o português, título De onde vêm as boas ideias?, editora Jorge Zahar, 2011 (edição original é de 2010).

22198195 Minha previsão se confirmou. É um livraço, merece ser lido por quem se interessa pelo tema apaixonante da inovação e criatividade. O livro é uma viagem pela história da inovação desde tempos remotos, deixando claros alguns padrões que se repetem no contexto das inovações. Um ponto comum é a existência das redes de conexões que aguçam a criatividade e habilitam sentidos permitindo à mente preparada enxergar o que denominamos acaso, a perceber o momento do flash da criação.  É um processo que pode ser lento, durar boa parte da vida, uma ideia inicial vai se aperfeiçoando aos poucos, até que em um belo momento, ela explode no momento da criação. É antecedido por acumulação de conhecimento, aperfeiçoamento da ideia, melhoria de visão, que exigem perseverança e mente aguçada.

Dois capítulos particularmente me chamaram mais atenção: Serendipity (cap. IV) e Platforms (cap. VII). Serendipidade é o nome em português dado ao acaso na ciência, aplicado por exemplo à descoberta da penicilina por Fleming e vários outros casos fartamente ilustrados na filosofia da ciência. O termo é originado de um conto de fadas Persa, “The three princes of Serendip” that  “were always making discoveries, by accident and sagacity, of things they were not in quest of” (os três principes de Serendip, que estavam sempre fazendo descobertas acidentais e usando sua sagacidade, de coisas que eles não estavam procurando). Para incentivar a criatividade e inovação, são necessárias as plataformas de criação, e nesse capítulo o autor esbanja, deixando a gente com aquela sensação de ignorância em um assunto tão  fundamental. Não dá para discutir tudo aqui, mesmo porque, esses dois capítulos vão ter que ser relidos, certamente vão para alguma aula minha em futuro muito próximo. Muito conhecimento em poucas páginas, exigindo uma navegação por outras leituras para complementação.

Transcrevo uma última parte do último capitulo do livro: “The patterns are simple, but followed together, they make for a whole that is wiser than the sum of its parts. Go for a walk; cultivate hunches; write everything down but keep your folders messy; embrace serendipity; make generative mistakes; take on multiple hobbies; frequent coffeehouses and other liquid networks; follow the links; let others build on your ideas; borrow, recycle, reinvent. Build a tangled bank.”

 Atualização 07/11/2011: palestra do Steven Johnson no TEDTalks sobre  o tema do livro (obrigado Cristina Murta)

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Dicas, Inovação, Livros

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