Design Thinking

Minha última leitura de 2011, terminada no dia 31 de dezembro, foi esse livro ai. Escrito pelo Tim Brown, designer criador da famosa IDEO, empresa de design e inovação conhecida no mundo todo por seus métodos e seus cases de design. De onde veio a dica do livro? Isabela, que cursa o último ano de Design Gráfico na FUMEC-BH, me passa as dicas de bons livros e artigos na área de design. A primeira vez que tive contato com a IDEO e seus métodos de design, foi quando li sobre o design das bicicletas “coasting bikes” trabalho feito para a Shimano, que está registrado nesta postagem aqui no blog.

22162505 O livro é escrito em um estilo mais informal, mais narrativo e sem muita preocupação em apresentar um processo formatado para criação, o que seria um disparate, já que o processo criativo não segue métodos rígidos. Mas, existem alguns padrões que se repetem no processo criativo, já estudados e desvendados por vários autores, e nesse aspecto o livro satisfaz e até ultrapassa as expectativas, tornando-se uma leitura agradável e cheia de informações novas e interessantes. Por exemplo, os três pilares da criação: Inspiração, Idealização e Implementação são apresentados e exemplificados com vários exemplos, e ai pude ver relações estreitas com nossos processos em Engenharia de Software. Esses pontos de relação ou ligação eu procuro enxergar sempre, as melhores ideias e oportunidades sempre aparecem das interseções entre áreas. Só que para enxergar essas interseções e suas oportunidades de inovação, tem que estar preparado: a sorte só favorece a mente preparada (Louis Pasteur, 1854).

O ponto fundamental do design thinking é a mudança de foco: pensar em problemas reais com foco no usuário e na experiência do usuário, que é onde estão as oportunidades de inovação. Produtos e soluções têm que ser gerados colocando o usuário em primeiro lugar, e os cases apresentados no livro apontam nesse sentido, incluindo as coasting bikes que citei antes. E na Engenharia de Software não temos costume  disseminado de fazer isso,  a maioria dos softwares que usamos têm interfaces projetadas para os próprios projetistas usarem, a usabilidade ainda não é disciplina praticada pela massa de projetistas.

Gostei da leitura, e recomendo o livro sem medo de errar. Não gostei da tradução, comprei o livro por aqui mesmo porque estava com curiosidade de ler logo. Muita coisa traduzida ao pé da letra, dá impressão de ser uma tradução feita por software com apenas alguns retoques humanos, com revisão fraca talvez pela pressa de colocar o livro no mercado, o famoso time-to-market.

Tim Brown. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro, RJ: Ed. Elsevier, 2010.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Arte, Dicas, Engenharia de Software, Inovação, Livros
Um comentário em “Design Thinking
  1. Eônio Jr. disse:

    Boa Zé, vou colocar na lista aqui. Pena que não tem versão kindle dele ainda!

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