Business Model Generation

Terminei de ler mais um livro excelente, recomendável sob todos os aspectos. Pela linguagem, pela diagramação, pelo encadeamento das ideias, pelo conteúdo, pela visão de padrões, e mais umas coisinhas. E eu que lido com processos e mais processos de software, padrões, etc., aprendi com este livro. Vejam o site do livro e do método aqui, BusinessModelGeneration.

Mas o que é que ele tem assim de tão interessante e inovador? Para inicio de conversa, não é um livro de computação, eu procuro sempre ler e entender as visões de profissionais de outras áreas. Dessas interseções é que brotam as novas ideias, não adianta ficar somente dentro da área de computação, com uma mono-visão, que acaba viciando a gente e acaba com a criatividade e nossa capacidade de inovar. Este é um livro da área de Design, escrito colaborativamente por designers que estão há muito tempo na profissão, e têm muita história para contar, muita experiência para passar. E tudo vai aparecendo naturalmente no livro, uma leitura muito fácil e muito instigante.

book_hero No primeiro capítulo apresentam e descrevem o Canvas, uma ideia genial: um painel (cabe numa folha de papel) onde os nove blocos básicos (building blocks) de modelos de negócio, na visão dos autores, podem ser descritos e anotados. Na experiência dos autores, depois de analisar vários modelos de negócios, há nove blocos básicos e a partir deles, vários modelos de negócios podem ser projetados e desenhados, e aplicam para  descrever os modelos de negócio  do Google, do Skype, e vários outros. Em seguida, vem o sensacional capítulo Patterns, onde são apresentados alguns modelos de negócio conhecidos e comuns, que aparecem recorrentemente e que podem ser considerados padrões,  utilizando sempre o Canvas na sua descrição. O Canvas vai, assim, sendo assimilado como uma linguagem de nove elementos, para descrição de modelos de negócio e seus padrões. Em seguida, só poderia vir um capítulo mostrando como usar o Canvas e os Patterns para fazer Design, e este é o titulo do capítulo: Design. Responde à pergunta: como é que junta o conhecimento dos dois capitulos anteriores, e produz resultados com eles? Quais técnicas devem ser usadas?

Esses três primeiros capítulos exigem mais dedicação e entendimento, tem que rabiscar alguns canvas para acompanhar as ideias (o desenho do canvas está disponivel no site do modelo, no link que forneci no primeiro parágrafo). Senão acaba não dando para entender toda a ideia. O próximo capítulo é Strategy, sobre a estratégia de uso prático do conhecimento. O seguinte sugere um processo para uso do método, Process, bem informal e nada preso, dá chances para criar e inovar. Finalmente, fechando o livro, o capitulo Outlook, uma visão resumida de tudo.

Enfim, mais uma grata surpresa de leitura desafiante, que me veio parar nas mãos via a área de Design Gráfico, associado com Design Thinking.  Recomendo a quem estiver interessado em sair um pouco das tecnicalidades da engenharia de software, melhorando a visão de problemas, sua análise e entendimento, e dando asas à criatividade e capacidade de inovar (sem ter que tomar Red Bull…)

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com)

Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Dicas, Inovação, Livros
2 comentários em “Business Model Generation
  1. railer disse:

    também li este livro. muito bom.

  2. Legal, esse post, Zé. Nesse fim de semana li um livro com ideia semelhante. É o
    “The Back of the Napkin (Expanded Edition): Solving Problems and Selling Ideas with Pictures” do Dan Roam. http://www.amazon.com/The-Back-Napkin-Expanded-Edition/dp/1591843065/ref=pd_sim_b_1
    É um livro que mostra processos e padrões para elicitar, exibir e “vender” ideias. Também não é um livro de computação, e , na verdade, pode ser aplicado em qualquer área (apesar de ter exemplos aplicados à área de TI). As ideias do autor podem ajudar inclusive numa visão sistêmica dos problemas, ajudando a construir nossos conhecidos modelos de dinâmica de sistemas. Além disso, as apresentações do nosso departamento e de qq um podem melhorar muito com o que o livro tem para ensinar.
    O que mais gostei foi que o autor mostrou uma forma de unir minha paixão 2, a computação, com minha paixão 1, desenhar. Recomendo.

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