Filas

Em recente viagem para fora do Brasil, resolvemos embarcar pelo aeroporto do Galeão-RJ, e sair um pouco fora da rotina de Guarulhos, sempre cheio demais. Nossa rotina  sempre é Confins > Guarulhos ou Galeão > destino final, com pequenas variações. Infelizmente, Confins é um aeroporto internacional meio da roça mesmo,  tem raros vôos internacionais saindo direto de lá, sempre tem alguma escala no meio do caminho. Exceto quando se viaja para Portugal pela TAP, ou então para os EUA pela American Airlines. Confins foi tranquilo, meio de tarde de uma quarta-feira, viagem de aposentados, poucas filas, tudo dentro do esperado.

Mas, no Galeão foi de assustar. Para começar, a gente fica perdido porque ninguém dá informação nenhuma, e ela não está visível e disponível, tem que ficar perguntando (até hoje não se deram conta do enorme custo que isso representa, um monte de gente perguntando para onde deve ir). Enfim, conseguimos descobrir que o embarque internacional é no terceiro andar, e rumamos para lá. Ala nova do aeroporto (pelo menos para nós, muito tempo sem ir ao Galeão), bem ampla, e… uma enorme fila no meio do saguão, meio desorganizada, grossa em alguns pontos, fina em outros, gente passando pelo meio da fila, enfim, uma fila no nosso melhor estilo. Será que essa era a fila para o embarque internacional, para passar nos RX e na Policia Federal? Entrei nela, claro, e pedi a esposa para verificar se era isso mesmo. Era sim, e ai fomos indo na fila, que até andou rápido, e não houve incidentes tipo algum cara de pau querendo furar a fila. Na PF, é muito eficiente o serviço, tranquilo.

Fila JFK

Fila JFK

Um monte de horas depois, viajando em classe econômica de turista aposentado, perna e coluna reclamando do conforto das poltronas do avião, chegamos ao destino, aeroporto JFK em New York City. Nós e mais um zilhão de pessoas vindas do mundo todo.  Aí o tamanho da fila é de assustar mais ainda: a fila da imigração é imensa, voltas e mais voltas, mas muito bem organizado, com aquelas faixas separadoras que mais parecem guia para levar boi para o matadouro. Mas, reconheço, até hoje não inventaram nada melhor, e funcionam. Mas ai, não é que uma familia inteira furou a fila, logo na nossa frente? Tinha um monte de chineses que embarcaram também no Galeão, eles ficaram bravos demais. E de onde era a familia? Adivinhem… nunca vi tanta cara de pau assim. Ficamos seguramente umas duas horas nessa fila, e fiquei observando o trabalho dos agentes federais daqui, organizando o fluxo.

Filas, como as filas de banco, funcionam bem quando o próximo a ser servido (quem estiver na ponta da fila) segue para o primeiro servidor que ficar vago. Mantendo esse esquema, na média a espera na fila leva pouco tempo, os cálculos são feitos para cada caso especifico, seguindo um modelo teórico de Teoria das Filas, até muito interessante e muito usado. Muitos guichês de atendimento, mas com um senão: os agentes passaram a direcionar o encaminhamento para os guichês, vagava um, eles encaminhavam mais um monte de gente para formar uma segunda fila no guichê vago, e assim por diante. Ou seja, romperam o equilibrio da teoria das filas formando uma “fila de filas”, e aconteceu o esperado, conforme confirmado por  relatos de amigos que passaram por lá posteriormente: pessoas que já estavam perto de serem atendidas foram direcionadas para essas filas, e por lá ficaram um tempão porque quem estava na frente demorou demais com o agente de imigração. Acontece de tudo, principalmente o fato de uma grande maioria não dominar bem o inglês e gastarem um tempão para entender as perguntas dos agentes, e mais ainda para responderem.

Umas 18 horas depois de termos embarcado em Confins, finalmente, pudemos pegar o táxi para mais uns 40 minutos passeando por NYC até o destino final.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Jersey City, NJ)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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