Leitores digitais

Como bom mineiro, desde que os leitores digitais (Kindle, Kobo, Nook e outros) apareceram no mercado, estou de olho, mas sem me aventurar na compra de nenhum deles. Continuei lendo meus livros em papel mesmo, lotando as estantes de cada vez mais livros, e com um olho no avanço dos leitores e na disponibilidade de títulos que interessem. Quando deu uma folga e compramos um iPad, instalei o aplicativo do Kindle, e passei a ler algumas coisas nele. Até que gostei, mas por exemplo levar o iPad para a cama para ler à noite a gente corre um risco imenso de levar uma cacetada na cara na primeira cabeceada de sono.  Se acontece com os livros impressos, imaginem com um iPad! A facilidade para comprar um livro na Amazon e enviar para o Kindle é imensa, instantânea. O mesmo é verdade para outros formatos, mandar um texto em pdf para o Kindle (qualquer um) é facílimo, basta mandar como anexo em mensagem para a sua conta no Kindle, que é criada assim que o software é instalado e o registro é feito, normalmente é alguma coisa do tipo “identificador-usuário @ kindle . com”. E outros formatos também podem ser enviados, até o doc é aceito, muito prático. E nessa brincadeira, fui me aculturando em leitores digitais, vencendo a resistência aos poucos, até que finalmente resolvi comprar o leitor Kindle.

41tW1MG862L._AA200_Comprei aqui mesmo, na loja da Amazon brasileira, que remete para a loja virtual do PontoFrio que vende atualmente os Kindle por aqui. Escolhi a versão Kindle Paperwhite com wifi (tem uma versão com 3G que é mais cara, e o 3G é da Amazon), que custa uns US$170 lá fora, na versão sem propaganda inserida. Esse aparelho custou R$480,00 por aqui, façam as contas com o dólar atual (aproximadamente R$2.35), e vão perceber que vale a pena comprar aqui mesmo, o pagamento é na nossa moeda, e a garantia é da loja que vende aqui. A versão Paperwhite tem uma iluminação com leds na tela, muito interessante, que permite ler no escuro com o maior conforto, basta ajustar a intensidade de luz. O aparelho é muito leve, mais leve que um livro fino, fica muito bem na mão e não cansa para ler deitado, é confortável. De quebra, ainda tem um navegador próprio da Amazon, meio lerdo mas quebra o galho para alguma consulta na web enquanto estiver lendo. 

O que impressiona é a quantidade de recursos disponíveis, vejam o vídeo na página da Amazon Brasil. Dicionários em várias línguas disponíveis, para saber o significado de qualquer palavra basta firmar o dedo sobre ela, que aparece um verbete com os significados. Se isso não for suficiente, tem a opção More, que permite navegar até a Wikipedia e entender melhor do que se trata. A gente pode marcar um bloco de leitura inteiro e evidenciar esse bloco (highlight) e, se for necessário, adicionar um texto próprio anexo ao parágrafo, usando o teclado digital. Mais interessante, quando o aparelho é inicializado com os dados do usuário, automaticamente é criado um caderno de anotações, o MyClippings, que serve para armazenar todos os blocos marcados e anotações de todos os livros que forem lidos no aparelho. Muito útil, a gente fica sempre tentando lembrar algumas passagens dos livros que lê, acaba rabiscando o livro em papel e depois não acha mais onde está a anotação que interessa, já perceberam isso? A bateria dura muito, a gente até se esquece dela, mas um conselho: deixem o wifi em Modo Avião, ou seja, desligado, senão come bateria.

Uma barreira a ser vencida é a oferta de títulos em português, ainda são poucos, aumentando a cada dia. Para quem não tem problemas em ler textos na língua inglesa, a coisa muda de figura, tem títulos a perder de vista, e os preços compensam muito em relação ao impresso. Enfim, ainda não estou completamente vencido pela tecnologia, e não larguei o hábito de ler livros impressos, mesmo sabendo que eles vão continuar entupindo minhas estantes de aposentado. Melhor ficarem no Kindle mesmo, ou armazenados nas “nuvens”  da Amazon, tem espaço à vontade. E ainda nem tentei ler livro técnico no Kindle, a impressão que tenho é a de que vai ser muito ruim, esses só no papel mesmo…

(José Luis Braga, MEI, Treinamento em Informática) (este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Viçosa, MG)

Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Social, Sustentabilidade, Tecnologia
5 comentários em “Leitores digitais
  1. Genilton Barbosa disse:

    Zé, eu gosto muito dos livros em papel e ainda tenho alguma preferência por eles. Porém, também já estou bem adaptado a ler livros digitais (até no smartphone). Os dicionários integrados realmente são muito bacanas quando a gente quer ler em outros idiomas e topa com uma palavra desconhecida. Além disso, o fato de poder vários livros com a gente pra qualquer lugar… isso é ótimo.

  2. Acho que para leitura convencional já dá para usar legal. O problema é para trabalho mais pesado com livros onde acabamos com vários abertos sobre a mesa, nesse caso tô no papel ainda.

  3. railer disse:

    também sou fã do papel, do cheiro de livro novo, da textura das páginas e da possibilidade de troca entre eles.

  4. […] Artigo publicado originalmente em zeluisbraga.wordpress.com […]

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