Adeus, mouse!

Tablets, smartphones, telas flexíveis, holografia e mais um monte de novos avanços tecnológicos e de miniaturização, vão nos obrigando a deixar de lado velhos hábitos e dispositivos. Como por exemplo o bom e velho mouse, indispensável quando usamos máquinas desktop como esta que estou usando agora (para produção de textos por exemplo, não consegui ainda abandonar o tecladão, o mouse e o monitor maior e mais confortável, que podem estar conectados a um desktop ou notebook), mais ou menos dispensáveis quando usamos os notebooks mais modernos, e inexistentes nas máquinas tecnologicamente mais avançadas. Já pensaram que esquisitice seria usar mouse externo em um tablet ou, pior ainda, em um smartphone? Seria um choque tecnológico sem tamanho, concordam? Mesmo porque, o mouse está lá, só que representado de outras formas, nas telas de toque, nos mousepad que aceitam gestos como os da Apple, etc.

controller-7171dc02e3c347708bd9c66c89f0049cMas a teconologia não para, e um avanço interessante que certamente vai pegar, são os dispositivos que permitem a captura de gestos e movimentação do olhar (gaze). Como o criado pela Leap Motion de San Francisco-CA, um controlador de movimentos que fica conectado numa entrada USB do computador, e usa uma cortina de infravermelho associada com duas microcâmeras para capturar e localizar espacialmente os movimentos da mão. A foto do dispositivo foi tirada diretamente do site da LeapMotion que indiquei acima. Usar infravermelho para capturar movimentos já não é novidade, já temos disponíveis há um bom tempo os quadros de aula com esse tipo de recurso, permitindo capturar tudo o que foi escrito ou desenhado no quadro, armazenando em um computador conectado a ele. E ainda tem mais: dispositivos que capturam para onde as pupilas de um usuário estão dirigidas em uma tela de dispositivo, utilizando câmeras especiais, já são realidade em jogos. Vejam o que a empresa sueca Tobii Technology está colocando no mercado.

No rastro destes avanços, a Apple ganhou a patente (na verdade são várias patentes) de um sistema para reconhecimento de gestos feitos próximos de uma tela de toque do dispositivo. Baseado nas propriedades do hardware das telas capacitivas, tecnologia mais usada para telas de toques. Anteriormente, a Apple já tinha avançado em outras patentes na mesma linha, que aos poucos vão permitindo levar as novas tecnologias para as mãos dos usuários. O cenário das telas de toque de Minority Report, criado pela Oblong Software (vejam o video demonstrando a sala de reuniões que eles desenvolveram), já está mais próximo da realidade do que a gente imagina.

Base para esta postagem: More than a  mouse, por Neil Savage, CACM de Novembro de 2013, pags. 15-16.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (Viçosa, MG)

Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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5 comentários em “Adeus, mouse!
  1. Ainda não vejo o mouse morrendo tão cedo. Para uso rápido e eventual no computador até vai, mas para trabalhar várias horas seguidas não dá para ficar fazendo gestos ou braço estendido (telas touch). A mudança de interface/paradigma tem que ir mais um pouco além…

    • rodrigo, veja que as mudanças estão ocorrendo devagar. em paralelo com a abolição do mouse, estão chegando no mercado produtos que vão aos poucos eliminar a necessidade do teclado também, a voz começa a ter papel mais forte em alguns experimentos (veja o caso do Siri, por exemplo). vem muita mudança por ai, pode esperar. obrigado pelo comentário

  2. Benedito E J Santos disse:

    Zé, eu fiquei muito curioso com a novidade do negócio, e resolvi conhecer o Leap Motion. É incrível o que essa caixinha, menor que um maço de cigarros, faz!

    Uma explicação rasteira é a seguinte: ele mapeia um espaço (sim, 3-D!) acima e à frente, com um volume puco maior que uma caixa de sapatos. E deteta seus dedos (com os dedos um pouquinho separados, ele “vê” os dez; dedos juntos são “vistos” como um só…) . Como a detecção é espacial, ele também “percebe” os movimentos nos três eixos, incluindo a orientação das mãos. Assim, em uma posição, você pode apontar para a direita, esquerda, pra cima ou pra baixo e o Leap consegue resolver.

    Um dos aplicativos (é, ele já tem uma “app store”, que nem a Apple e o Google) permite que você imagine uma tela transparente entre você e o monitor. De acordo com a distância da sua mão a essa “tela”, ele pode mover o ponteiro na tela real. Se você aproxima o dedo da “tela”, ele faz o clique do mouse na posição apontada.

    Evidentemente, não há uma projeção de telas como no Minority Report, mas a ação está caminhando nesse sentido. A maior dificuldade é acostumar-se com o comando apenas por gestos. É preciso treinar um bocado, e se desacostumar do posicionamento da mão e clique com um mouse. Por enquanto fica mais intuitivo apenas em jogos.

    Voltando ao mouse, eu acho que as tecnologias têm sua aplicação. Apesar de eu achar o teclado swype do meu android bem fácil de usar, não seria capaz de escrever um texto grande com ele. Tem que ser num teclado. Mesmo o recurso de “ditar um texto” não funciona muito legal: começa a complicar quando você precisa pontuar, abrir e fechar aspas e parênteses, sublinhar…

    Apesar de eu achar o máximo alguns aplicativos de desenho e de retoque de fotografias, ainda não dá pra se fazer algo sério numa tela sensível ao toque: falta a resolução (ou um apontador de dedos…).

    Assim, eu ainda antevejo uma sobrevida aos nossos teclados e mouses. E aos monitores, já que meus olhos já não conseguem ver muito bem os detalhes nas telinhas dos celulares.

    Abração, e congratulações pelo bom nível do blog!

  3. railer disse:

    o meu samsung galaxy s4 tem muitos comandos já com gestos e alguns nem se precisa tocar na tela. mas para o computador, concordo com o rodrigo, que o mouse ainda vai ter seu espaço.

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