Carreira 2014: tendências e rumos

O ser humano não é bom em previsões, por várias razões. Uma delas é a parcialidade da visão de cada um, polarizada pelo modelo de mundo que cada um tem. O que pode ser tendência para um especialista, pode não ser tanta tendência assim para outro, e por ai vamos. Mesmo que seja alguma previsão baseada em coleta de dados e análise estatística, séries históricas, etc., sabemos que tem a tal da probabilidade associada. Mas, em alguns pontos é possível ter alguma concordância pelo menos nos rumos.

As nuvens estão cada vez mais firmes no mercado. Cresceram as opções de provedores de serviços de cloud computing, aplicações estão migrando parte de seus dados para as nuvens, abrindo inúmeras novas possibilidades. Com dados hospedados em algum provedor,  basta um tablet ou até um smartphone mais parrudo nas mãos para visitar clientes, fazer apresentações, rodar aplicações. O projeto de aplicações ou sistemas de informação que tenham as bases de dados hospedadas em nuvens passa a ser um novo desafio, agravado pelas questões de segurança e privacidade.

imagesDesenvolvimento web continua em alta, cada vez mais. Tecnologias ligadas a esse segmento da carreira, como por exemplo desenvolvimento em Java, .Net, Python e Ruby continuam também em alta. Também o desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis empurram para o alto a importância  de desenvolvimento para iOS-Apple, Google Android e Microsoft Windows Phone (em menor escala). Estamos falando de um mundo de possibilidades de novas aplicações, novas facilidades para os usuários finais cada vez mais dependentes de um smartphone ou tablet para sobrevivermos no mundo atual.  Talvez surja alguma alternativa ao uso de aplicações via “apps”, que acabam sobrecarregando os aparelhos. Por enquanto, são a alternativa melhor que navegar em browsers em telas pequenas.

Big data, claro, continua em alta, e vai continuar por muito tempo. Especializações e habilidades associadas, como por exemplo desenvolvedor de bancos de dados (projetista e desenvolvedor de aplicações), engenheiros de dados que ficam responsáveis pelo desenvolvimento de aplicações com dados distribuídos em clusters de máquinas utilizando  Hadoop que, por várias razões, se transformou em preferido dos engenheiros de dados, e cientistas de dados que ficam responsáveis pela interpretação dos dados extraídos (o artigo diferencia data engineer de data scientist, prestem atenção nisto). Conhecimentos em estatística e matemática continuam sendo fundamentais para quem quer entrar para valer nesta área promissora, e que tem vagas abertas no mundo todo (vejam aqui uma postagem anterior sobre Analista e Cientista de Dados).

Obviamente, temos um requisito não funcional que nunca vai desaparecer, e que cada vez mais vai exigir mais gente bem preparada: segurança e privacidade. Quanto mais distribuídas as aplicações, quanto mais cloud computing, quanto mais aplicações para rodar em tablets ou smartphones, mais a segurança vai ser um requisito forte. Vez por outra a gente fica sabendo de ocorrências graves na área de segurança (quer dizer, falta de segurança), como o recente caso de vazamento (roubo) de informações de cartões de crédito da varejista estadunidense Target, atingindo estimados 110 milhões de clientes.

A boa notícia final, é que a taxa de desemprego para o setor de TI nos EUA está por volta de 3 a 3.5%, enquanto a taxa de desemprego geral está em torno de 6.7%, dados de dezembro de 2013. É possível que também por aqui a gente tenha números parecidos. E, com o reaquecimento da economia estadunidense e de outros países, as carreiras de Gerente de Projetos e Analista de Negócios voltam a ficar em evidência. Então, mãos a obra, direcionem suas carreiras, algumas dicas estão ai.

Nota: esta postagem foi baseada neste artigo da ComputerWorld. 

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (Viçosa, MG)

Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Carreira, Educação, Tecnologia
2 comentários em “Carreira 2014: tendências e rumos
  1. Bom post Zé. Vou divulgar para meus alunos. []’s.

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