Por que, porque, por quê ou porquê?

Dia desses, escrevendo alguma coisa, veio a dúvida sobre como escrever “porque”. Sei que é escrito de maneiras diferentes, dependendo do uso pretendido do termo. Procurando a forma certa de escrever, topei novamente com as enormes dificuldades da nossa língua portuguesa, que já foram objeto de outras postagens aqui no blog, como Emprestar e seus usos errados e Armadilhas da nossa língua portuguesa.

A melhor resposta eu encontrei aqui, no UOL Educação, curto e “fácil” de entender. Resumindo: 1-nos finais de frase usa-se “por quê”, “Até hoje não sabemos bem por quê.”; 2-quando corresponder a uma explicação ou uma causa, que talvez seja o uso mais comum: “Comprei este sapato porque é mais barato.” ou “O muro caiu porque você usou massa fraca.”; 3-quando as palavras “razão” ou “motivo” estiverem presentes, significando “por qual razão?” ou “por qual motivo?”: Por que você não apareceu lá em casa ontem?”; 4-quando é usado como substantivo, substituindo “motivo” ou “razão” nas frases: “Não sabemos bem o porquê de a bomba atômica ter sido lançada sobre Hiroshima.”

E ai temos as escolhas  por que, porque, por quê ou porquê, dependendo do que estamos querendo dizer na frase. Eu continuo com a opinião de que nossa língua continua sendo muito complicada e cheia de armadilhas, e essas complicações podem ser achadas em outras línguas latinas, de mesma origem da nossa. Quem é que vai se lembrar desse monte de regras? Eu raramente me lembro, e tenho que recorrer a um bom dicionário ou a fontes confiáveis na web, como fiz agora. E o que dizer sobre ss, s, z, sc ou ç? Para um erudito estudioso das línguas latinas, pode parecer trivial. Mas, para nós mortais comuns, não é nada trivial nem fácil.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (Viçosa, MG)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Dicas, Educação

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