FLOW

O livro Flow: the psychology of optimal experience, Mihaly Csikszentmihalyi, foi publicado em 1990, eu comprei em 2008 e desde então está aqui na estante aguardando o glorioso momento para ser lido e rabiscado. O que só aconteceu em 2015, mas foi no momento certo. Livros ficam nas estantes, nos lembrando sempre daquilo que não sabemos, até que aparece o momento certo de serem lidos e assimilados.

51CptgTsQzL._AA160_O assunto do livro é… alegria, felicidade (happiness)! Alegria é um estado da nossa mente (ou da nossa alma, se preferirem) que anda meio difícil de ser atingido, concordam?  Usando a caracterização do próprio autor, em tradução livre, “alegria não é algo que simplesmente acontece. Não é resultado de boa sorte ou de eventos aleatórios. Não é nada que possa ser comprado com dinheiro ou comandado externamente. Não depende de eventos externos mas sim da forma como os interpretamos. Alegria é, antes de mais nada, uma condição para a qual temos que estar preparados, cultivada e preparada por cada um de nós.” Por ai já é possível perceber que a leitura do livro é muito desafiante, uma surpresa a cada parágrafo. Mas como podemos atingir a alegria como um estado próprio, interior? O autor parte então para o conceito de flow (fluxo): “estado em que as pessoas estão tão envolvidas em uma atividade que nada mais parece importar; a experiência e o sentimento produzidos são tão agradáveis e envolventes que as pessoas topam desenvolver a atividade mesmo com um alto custo (pessoal ou material), simplesmente pelo prazer proporcionado.”

Esta relação entre alegria e fluxo é explorada no livro, sob perspectivas diferentes, sempre desafiantes e enriquecedoras. Sempre na busca do fluxo ótimo, que nos deixaria no nosso estado de máximo de alegria e prazer interior. A viagem passa pela anatomia da consciência e impacto da alegria na  qualidade de vida. Um dos capítulos, que discute as condições para atingirmos o fluxo máximo, é muito interessante, porque leva o assunto para o nosso diário, para as atividades diárias. “We have seen how people describe the common characteristics of optimal experience: a sense that one´s skills are adequate with the challenges at hand, in a goal-directed, rule-bound action system that provides clear clues as to how well one is performing. Concentration is so intense that there is no attention left over to think about anything irrelevant, or to worry about problems. Self-consciousness disappears, and the sense  of time becomes distorted. An activity that produces such experiences is so gratifying that people are willing  to do it for its own sake, with little concern for what they will get out of it, even when it is difficult, or dangerous.”

No meu caso, atividades que produzem fluxo máximo são a leitura antes de mais nada, seguida de perto pelo jogo de tênis (que pratico desde os 15 anos de idade). No livro, leitura é citada como uma das atividades mais prazerosas para o ser humano, e pensando bem, está certíssimo, pelo menos para mim. Recomendo o livro, a leitura não é fácil, tem que ir com tempo e calma, apreendendo os conceitos. Mas compensa o esforço, sem dúvida alguma. Boa leitura!

Atualização 24/08/2015 – Assistam ao filme happy!, todo sobre alegria e felicidade. O autor de Flow aparece lá falando sobre o livro. Para os que preferirem, está disponível também no Netflix.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Viçosa, MG)

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Consultor Independente, Treinamento Empresarial, Gerência de Projetos, Engenharia de Requisitos de Software, Inovação. Professor Titular Aposentado, Departamento de Informática, Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Informática, PUC-Rio, 1990. Pós-Doutoramento, University of Florida, 1998-1999

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Publicado em Dicas, Livros, Saúde, Social
2 comentários em “FLOW
  1. João Paulo disse:

    Excelente, Zé!
    Seu texto me lembrou de um documentário (muito bom, inclusive) sobre o Ayrton Senna. Um exemplo claro do estado de flow que até foi comentado no vídeo.

    “A experiência e o sentimento produzidos são tão agradáveis e envolventes que as pessoas topam desenvolver a atividade mesmo com um alto custo (pessoal ou material), simplesmente pelo prazer proporcionado.”

    Ele não estava nem aí se tinha risco de colisão nas curvas, ele queria ganhar, o adversário dele que decidia se queria terminar a corrida uma posição atrás ou não.

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