Internet: plataforma para inovação

O artigo de Abril no Portal SIMI foi sobre o impacto da internet como plataforma para inovação. Os recursos disponíveis na web são muitos e valiosos, e a transformam de simples ambiente de navegação, compras, redes sociais, etc., em uma poderosissima plataforma de experimentação, desenvolvimento e inovação em produtos tecnológicos. As ferramentas estão disponíveis, fáceis de usar e ao alcance de qualquer empreendedor que queira testar suas ideias e atingir públicos variados. Para ler mais, visite minha coluna de Abril no Portal SIMI, aqui neste link. Boa leitura!

 

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Viçosa, MG)

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Publicado em Inovação, Tecnologia

Factfulness: sem visão sistêmica estamos ferrados

Hans Rosling, um dos autores (os outros são um filho e nora) e mentor de todo o trabalho, é conhecido por excelentes palestras no TedTalks. Sempre usando a ferramenta que eles criaram, o Gapminder. O livro é interessante demais, mostra os nossos vícios humanos de interpratação de dados, de tirar conclusões apressadas e de tomar decisões erradas com base em primeiras impressões. O ponto principal de todo o livro é visão sistêmica, análise sistêmica, aprender a enxergar não apenas fatores isolados, mas sim saber ter espírito crítico para conseguir enxergar mais do que os dados estão mostrando inicialmente. Mesmo quem sabe fazer análise sistêmica e usa ferramentas para enxergar contextos sistêmicos (meu caso com a dinâmica de sistemas), tira grande proveito das lições e insights proporcionados pelo livro. Uma leitura obrigatória para qualquer profissional que em algum momento, tem que interpretar resultados de gráficos, tabelas, planilhas, etc. Imperdível.

 

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Alinhamento estratégico entre o negócio e a TI

Alinhamento estratégico entre o negócio e a TI

José Luis Braga, Suellen Pereira Iraci (vejam citação completa no final do artigo)

Ainda é comum as organizações encontrarem dificuldades para obter os retornos esperados dos investimentos feitos em TI – Tecnologia da Informação. É também significativo o número de projetos relacionados com a TI que fracassam de alguma forma. A falta de alinhamento estratégico, que é conceituada como alinhamento entre as estratégias do negócio e as estratégias de TI, é considerada uma forte causa dos problemas apontados. Somente a partir desse alinhamento é possível planejar e implantar projetos de TI de acordo com os objetivos e metas da organização, considerando as estratégias e reais necessidades do negócio.

Obter o alinhamento entre as estratégias de TI e negócio é um trabalho árduo,  devido à existência de diferentes fatores que facilitam ou inibem o alinhamento, como por exemplo, o apoio do executivo principal do negócio em relação a TI, tamanho da organização, envolvimento da TI no planejamento estratégico do negócio e qualidade do relacionamento entre os executivos de TI e executivos da área de negócio.

Além da existência desses diversos fatores que influenciam o problema, avaliar o estado atual do nível de alinhamento não é trivial devido à sua natureza dinâmica, por isso o tema permanece um campo fértil para muitos estudos. Uma vez entendida a importância do alinhamento entre TI e negócio e a complexidade em relação aos diversos fatores relacionados, o uso de ferramentas que possibilitem a visualização sistêmica do problema, que mostrem as influências mútuas entre as principais variáveis e sua evolução com a passagem do tempo, é indispensável.  A Dinâmica de Sistemas (DS) é uma dessas ferramentas, uma vez que permite a elaboração de modelos para uma análise dos diferentes elementos que compõem um cenário, suas relações e comportamento no decorrer do tempo.

Os principais fatores que facilitam a obtenção do alinhamento estratégico são: apoio dos executivos de negócio em relação a TI, o envolvimento da TI na definição das estratégias de negócio, o conhecimento do negócio pelo gestor e equipe de TI, a parceria entre negócio e TI, a priorização adequada de projetos de TI e uma liderança eficaz do setor de Tecnologia. O compartilhamento de conhecimento sobre aspectos importantes para a organização entre os executivos de negócio e os de TI também tem enorme influência: quando é intensificado o nível de compartilhamento, um maior alinhamento também é obtido

Já os principais fatores que inibem a obtenção do alinhamento estratégico são a falta de relacionamento próximo entre os executivos de TI e negócio, ausência ou baixo apoio dos executivos de negócio em relação a TI, falhas na priorização de projetos ou no cumprimento de prazos da TI, ausência de entendimento do negócio pela TI e carências na liderança de TI representam os principais fatores que inibem o alinhamento.

O diagrama de influências, ou diagrama causal, a seguir exibe as relações entre as principais variáveis envolvidas no problema. Não é um modelo definitivo, nem pretende ser completo. Foi utilizado em simulações qualitativas sobre a questão, apontando cenários alternativos com variação dinâmica das principais variáveis envolvidas. Setas indicam relação entre as variáveis ligadas, uma na cauda e outra na ponta da seta. Um sinal + na seta, indica que as duas variáveis ligadas variam no mesmo sentido, ou seja, se a da cauda aumenta/diminui de valor, a da ponta da seta também aumenta/diminui. Um sinal – indica a relação inversa. Por exemplo, se a Taxa de Interação entre Gestores de TI e Negócio aumenta/diminui, o Conhecimento de TI pelo Gestor do Negócio também aumenta/diminui. E se o Nível de Alinhamento entre TI e o Negócio aumenta, diminuem os Problemas com as Entregas da TI.

O que pode ser retirado do grafo? Várias situações podem ser simuladas e entendidas, e recortes no grafo podem ser feitos, para permitir considerar apenas uma parte das variáveis de cada vez. Esta é uma abordagem incremental de simulação, que é uma estratégia quase que obrigatória em problemas maiores e mais complicados em termos do número de variáveis envolvidas. Das simulações qualitativas executadas usando o modelo acima como base, foram validados as principais conclusões disponíveis na literatura da área: quanto maior a interação, maior será o conhecimento de TI e seus resultados pelos executivos do negócio e, como consequência, maior será o entendimento da importância acerca da TI. Entretanto, para o sucesso dessa interação, é primordial que exista a centralização da TI, principalmente no que tange às suas decisões. Sem a centralização as decisões serão segmentadas entre os departamentos, dificultando aos executivos de negócio terem uma visão integrada da TI, complementam os mesmos autores. Mais detalhes, vejam os links na Nota abaixo.

Nota: Esta postagem foi derivada do trabalho de dissertação de minha orientada Suellen Pereira Iraci, no Mestrado em Engenharia e Gestão de Processos e Sistemas do IETEC. O título da dissertação é Modelo para Avaliação do Nível de Alinhamento entre TI e Negócio utilizando Dinâmica de Sistemas, apresentada e aprovada em Agosto de 2017,  e está disponível ao público na base de dissertações do IETEC.

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Tecnofobia: o medo da tecnologia moderna

Tecnofobia é o medo da tecnologia moderna, em oposição a tecnofilia, que é adesão às novas tecnologias. Tecnófobo é o sujeito com tecnofobia, e tecnófilo é o sujeito com tecnofilia. Falei alguma coisa, mas expliquei pouco. Esse é um termo que persegue o ser humano em todas as inovações da nossa história. A invenção da imprensa, da eletricidade, do telégrafo, do cinema falado, do telefone e seus descendentes, do rádio, do carro com motor a gasolina, da internet, e por ai vamos. E sempre houve a turma que tinha medo da inovação tecnológica e resistia a ela, e a turma que abraçava a inovação tecnológica assim que surgia. O movimento ludita ficou famoso na história do desenvolvimento tecnológico, na época da revolução industrial.

E assim é até hoje. Dia desses, uma pessoa conhecida me soltou uma pérola: só sabe dirigir corretamente quem dirige carro com câmbio manual. Isso em pleno século XXI, em que carros com câmbio automático já passaram a ser o comum, e os veículos totalmente elétricos estão logo ali na esquina, chegando rapidamente. E carros elétricos, que serão a esmagadora maioria em futuro próximo, não precisam de câmbio. E nem de freio pois param por reversão, o freio é apenas auxiliar. Só precisa mesmo do pedal do acelerador, para tocar o carro adiante ou fazê-lo parar. Então devemos entender que ninguém mais vai saber dirigir direito!? Antes disso, deve ter existido alguém que disse que só sabe dirigir corretamente quem aprendeu a tocar charrete, carroça ou carro-de-boi. Para dizer a verdade, os carros com câmbio automático trocam de marcha melhor que eu conseguia fazer no câmbio manual. Muita tecnologia embutida, usando técnicas de inteligência computacional para disparar o momento certo da troca de marcha. Lógica nebulosa, em alguns casos.

E essa mesma pessoa, em outro dia, soltou outra pérola. Só usa telefone celular de verdade, de raiz, daqueles que só servem para falar, e que de vez em quando têm um surto de ressuscitamento e são relançados pelas fábricas, usando tecnologia moderna, com a mesma cara antiga. Mas em pleno século XXI, em que a tão falada convergência digital está ai nos smartphones, que são muito mais que telefones, são nossas centrais de comunicação, informação, assistente pessoal, guia de ruas, guia de estradas, e mais um monte de funcionalidades que passam despercebidas para a maioria dos usuários. Independente do gosto das pessoas pelo antigo e ultrapassado (gosto não se discute, muito menos mau gosto!), não é mais possivel no nosso mundo ficarmos alheios à tecnologia e ao que ela nos proporciona. Não há como esconder, vamos ter que usar, e o melhor que temos a fazer é entender a tecnologia e dominá-la, antes de sermos atropelados por ela.

Nem tanto à tecnofobia, e nem tanto à tecnofilia. Sempre no ponto de equilíbrio!

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Sucesso em startups

Fui convidado para escrever uma coluna no jornal do SIMI – Sistema Mineiro de Inovação, a partir de março de 2018. Segue a mesma linha do blog, mais voltado para inovação, empreendedorismo e seu ecosistema. O primeiro artigo publicado, Sucesso em startups, está disponível aqui neste link. Espero que gostem, e assinem o informativo do SIMI, tem muita coisa boa publicada.

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Publicado em Empreendedorismo, Inovação

A world without time

Livro esotérico, destinado a um público bem restrito e que tenha conhecimento anterior (muito) em filosofia da ciência. Mesmo porque, apenas Einstein é conhecido pelos mais novos. Godel, aposto, raros ouviram falar dele. Dito isso, o livro é interessantissimo e desafiador, pois examina a questão do tempo para nós, humanos. Tanto do ponto de vista filosófico quanto lógico, da ciência. É também um pouco biográfico, pois conta com detalhes a relação entre os dois filósofos-cientistas, a vida produtiva deles, seus maiores legados, e seu final em Princeton, no Instituto de Estudos Avançados, que gerou tanto legado para os fundamentos da matemática, da filosofia e da ciência.

Enquanto o autor narra a vida na época, passa também pela ebulição científica ocorrida na Áustria, especialmente Viena, berço dos maiores filósofos da ciência da época, Círculo de Viena e os  positivistas, Rudolf Carnap, vindo até Karl Popper que era mais jovem. O livro é uma viagem, tanto do ponto de vista cultural, quanto do ponto de vista filosófico. Sua leitura é um desafio, e mesmo eu já tendo sido exposto a tudo o que está nele desde a época do meu doutorado, quando tivemos que entender profundamente o alcance do seu teorema da incompletude em sistemas formais. De quebra, entendendo também consistência em sistemas formais, são dois conceitos indissociáveis.

Oportunidade para pensar muito no fato inconteste de que o ser humano ainda é muito pequeno e incapaz de entender e explicar o universo que nos cerca. E para ter mais certeza de que a filosofia é indispensável como suporte para a nossa própria vida. Recomendo a leitura, mas não se enganem, um livro de poucas páginas, mas de um conteúdo explosivo em conhecimento.

Homenageio aqui meu orientador de doutorado, Roberto Lins de Carvalho, que nos ensinou o caminho da filosofia da ciência, Godel, Putnam, Kleene, Hilbert, Popper, Carnap,  e vários outros. Tenho certeza de que gostaria demais deste livrinho.

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Carnaval hoje

Eu e mais um monte de gente estamos acompanhando as mudanças no carnaval ao longo do tempo. Quando eu era criança pequena lá em Visconde do Rio Branco, o carnaval era de rua, blocos na praça, todo mundo ia para a rua, começava cedo e acabava cedo, sadio e divertido. Depois passou para carnaval de clube, a rua foi sendo deixada meio de lado, blocos foram para os clubes. E assim foi por muito tempo. Depois o carnaval de rua foi voltando aos poucos, concentrado em alguns lugares como na Praça da Estação em BH e outros locais que comportem grandes concentrações de pessoas querendo se divertir.

Hoje chegamos ao outro extremo, segmentação total. Um monte de blocos, tipo cada um tem um localizado em um bairro ou rua, entupindo as ruas das cidades de gente, barulho, gritos, desrespeitos a quem não quer participar, impossibilidade total de tirar o carro da garagem, situação quase que caótica. Um monte de ambulantes vendendo de tudo, alguns autorizados pelas prefeituras que ficam com a ilusão de que ganharam um troco no licenciamento mas se esquecem de que depois vem a calmaria e com ela, a limpeza que tem que ser feita, e os danos ao patrimônio devem ser ressarcidos ou recuperados, isso tudo custa muito caro. Mas a maioria dos vendedores é de ambulantes na sombra, vendendo cerveja e comida empacotada. Banheiros poucos, as portas dos prédios ficam todas mijadas e coisas piores, e os moradores ficam reféns de casa, a alternativa é se juntar ao grupo ou viajar. Dormir? isso é para os fortes demais!

No meu fraco entendimento de urbanismo, as cidades não comportam o crescimento desse tipo de solução para o carnaval e outras festas populares. O modelo está chegando no limite, isso é bem visível, mas claro que para administradores municipais, não é tão visível assim, é até invisível (credo, esse final ficou parecendo fala de uma presidenta nossa). As cidades não comportam, não há espaço, estrutura, segurança, cuidado sanitário. Violência sempre é um risco, hoje qualquer motivo é suficiente para tiro, porrada, briga de turma, ainda mais com a cabeça cheia de bebidas ou outras drogas (não é privilégio do carnaval, em qualquer festa com muita gente nas ruas pode acontecer). Impossível garantir segurança em todos os pontos onde existam blocos nas ruas.

Qual será a próxima onda para o carnaval? Em tempos de febre amarela, dengue e derivados, não é muito dificil prever. Aos poucos vamos voltando ao modelo anterior, em locais amplos destinados a festas populares. O atual não se sustenta.

Achei um monte de fotos para ilustrar essa postagem, mas todas com direitos autorais, publicadas em grandes redes. Se eu usar alguma aqui, é certeza de que vou ter que excluir. Por isso a postagem está sem fotos, pelo menos por enquanto.

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