Realimentação negativa e as reclamações em excesso

Claro que o cenário político e econômico atuais não estão deixando margem para alegrias e pensamento positivo. Indicadores todos negativos, indústrias fechando em volume assustador, desemprego em alta, achatamento salarial, inflação fugindo ao controle, e vamos por ai afora. E mais claro ainda, podemos e devemos nos indignar contra tudo isso, afinal governantes não são eleitos para fazerem tanta coisa errada assim. O que os eleitores esperam é que a vida continue e que nosso país avance, sempre, ocupando o lugar de destaque que merece no cenário mundial.

Mas estamos assistindo a um excesso de negativismo e de reclamações, todo mundo reclama de tudo, é incrível. Se a maçaneta da porta esquerda traseira do lado do motorista  do carro do assessor do presidente está suja, então lá vem um mundo de conversas do tipo “estamos ferrados”, ou “esse aí vai fazer mais merda que o anterior”. Como se estivéssemos reclamando do técnico do nosso time de futebol preferido, já viram alguma concordância com relação a isso? e a escalação da seleção brasileira, já viram algum nível de concordância razoável? e não é por isso que os técnicos são trocados sem nem terem a chance de começar a implantar um  estilo ou tática?

negativefeedbackloopO fato inconteste, já comprovado pela psicologia da alegria e publicado em inúmeros bons livros, é que alegria gera alegria, e nosso objetivo na vida deveria ser esse. Não nos deixando levar pelo negativismo, que gera mais negativismo, reclamar faz mal ao nosso cérebro, vejam um artigo curto e interessante aqui. O ciclo que se estabelece é de desequilíbrio, com realimentação negativa: reclamação > sentimento negativo > reclamação > sentimento negativo…, que deve ser lido “reclamação leva ao aumento do sentimento negativo que leva ao aumento da reclamação que leva ao aumento do sentimento negativo…”, seguindo assim num ciclo de realimentação negativa que influi no aumento da raiva, do comportamento social, do sono, nos relacionamentos. Esse ciclo negativo leva, depois de algum tempo, a doenças da mente, e tem que ser interrompido para nosso próprio bem. A interrupção do ciclo depende em sua maior parte de nós mesmos, da nossa capacidade de entender as situações e de conseguir sair fora dela de alguma maneira, da nossa atitude perante a vida,  procurando ajuda se necessário.

Tenho lido muito sobre o assunto, bons livros, agora tenho tempo para ler o que me interessa, sem pressão. Por exemplo, tem o excelente livro Travels with Epicurus, que foi tema de uma postagem aqui no blog. Outro muito bom é o Flow (vejam aqui a postagem sobre ele), que desenvolve o assunto sobre maximização do prazer nas atividades cotidianas, e sobre as condições necessárias (todas muito simples) para atingirmos esse estado de superação. Enfim, há uma enorme diferença entre agradecer por tudo de bom que um dia nos traz, ou reclamar de tudo de ruim que um dia nos traz. Tudo depende de ponto de vista, de atitude, de alegria interna. Não é fácil de atingir esses estados, mas devemos tentar sempre.

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Inovação e inovadores

Inovação é, antes de mais nada, um processo que depende de contexto, ambiente, colaboração, conversas, diversidade de ideias e de pessoas com formações diferentes no mesmo grupo,  pelo menos. Claro, ainda depende de inovações anteriores, pois dificilmente alguém saca uma ideia do zero, sem pelo menos tirar uma casquinha nas inovações que vieram antes, sem conhecer a história dos inovadores anteriores. Em tecnologia isto pode ser verificado com muita clareza, notoriamente quando se estuda a evolução rápida na área de computação como a conhecemos hoje.

Esta é a história contada no livro Os Inovadores: uma biografia da revolução digital, escrito por Walter Isaacson, autor conhecido por suas outras obras biográficas como o elogiado Einstein: sua vida, seu universo; Benjamin Franklin: an american life e o elogiadissimo Steve Jobs.  Começando por Ada Condessa de Lovelace e sua contribuição, passando por Herman Hollerith, Vannevar Bush, Alan Turing, 41JR53ryc5L._AA160_Howard Aiken, John Vincent Atanasoff, William Hewlett and David Packard, Konrad Zuse, John von Neumann, Grace Hopper, Gordon Moore, Robert Noyce, J.C.R. Licklider, Paul Baran, Douglas Engelbart, Alan Kay, Vint Cerf, Paul Allen, Bill Gates, Steve Jobs, Richard Stallman, Linus Torvalds, Tim Berners-Lee, Marc Andreessen, Larry Page e Sergei Brin, e vários outros. Algum nome conhecido dentre os citados acima? Todos têm contribuição forte no desenvolvimento da computação e dos computadores, formaram as bases para que os seguintes pudessem seguir adiante.

Marquei um monte de passagens do livro, para reler oportunamente (no Kindle ficam todas armazenadas no meu caderno de notas, ou MyClippings). Por exemplo, falando sobre a origem social dos computadores pessoais: “The roots of the personal computer can be found in the Free Speech Movement that arose at Berkeley in 1964 and in the Whole Earth Catalog, which did the marketing for the do-it-yourself ideal behind the personal computer movement.”   Mas quem poderia imaginar essa relação com o movimento hippie da década de 60? E é interessante, está bem relatado e documentado no livro. Quem diria! Outra parte muito interessante sobre o papel de alavancagem do VisiCalc (o avô das planilhas eletrônicas) sobre o Apple II: “VisiCalc comes alive visually… In minutes, people who have never used a computer are writing and using programs.” O impacto sobre a difusão do Apple II foi enorme, claro que microcomputadores têm que se apoiar no software para fazerem sucesso e atingirem seu mercado alvo.

Sobre a necessidade de competências complementares para habilitarem a inovação e sua difusão, falando sobre a parceria entre Robert Cailliau e Tim Berners-Lee: “They formed a partnership often seen in innovative teams: the visionary product designer paired with the dilligent project manager. Cailliau, who loved planning and organizational work, cleared the way, he said, for Berners-Lee to “bury his head in the bits and develop the software”.”  Uma passagem que me chamou muito a atenção, pois indica claramente como a Stanford University trata a questão das parcerias com a indústria: “This may have been a problem at universities where research was supposed to be pursued primarily for scholarly purposes, not commercial applications. But Stanford not only permitted students to work  on commercial endeavors, it encouraged and facilitaded it. There was even an office to assist with the patenting process and licensing arrangements.”  É um exemplo do ambiente que envolve a inovação em Stanford e que impulsionou totalmente o Vale do Silício, que muitos países tentam copiar como modelo. Mas se esquecem de copiar o resto do ambiente e as condições favoráveis que existiam e ainda existem por lá.

Recomendo especial atenção, se você for ler o livro, para o último capitulo, um fechamento muito interessante, muitas lições deixadas pelo autor.

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Merda não afunda

DSC00698O título da postagem está um pouco grosseiro, mas não achei palavra melhor e mais “educada” ou mais “social”. Expressa bem o que estou sentindo, e talvez também uma grande maioria da população de nosso país, sobre o que tem acontecido em nosso pobre e espoliado Brasil. Que não é privilégio só nosso, a corrupção é um mal que se alastrou pelo mundo afora, é problema para todos os países, o que muda é apenas o nível em que ela é praticada. A OECD – Organization for Economic Cooperation and Development  é uma organização mundial que congrega vários países, dedica um enorme espaço ao problema incluindo  regras de transparência e padrões para ajudarem a combater a propina e a corrupção nos países membros. Vejam aqui  a página específica sobre o tema, tem muito material de boa qualidade. Dados indicam que os países subdesenvolvidos perdem ao redor de 1 trilhão de dólares por ano com corrupção e propina, é dinheiro que não acaba mais, suficiente para ajudar a resolver enormes problemas nesses países (educação, saneamento, saúde, etc). A Transparência Internacional criou um indicador, o CPI – Corruption Perception Index, que  avalia e compara os indicadores em vários países, vejam o relatório de 2015 aqui (outros estão disponíveis no mesmo sitio web). No mapa da corrupção do CPI2015, nosso pobre país está colorido com vermelho forte, indicando altos níveis de corrupção, cliquem no mapa para verem os dados.

Mais uma das lições que passo adiante, que não me lembro mais onde vi ou ouvi, talvez tenha sido mais uma filosofia de vida do  Didi Mocó em algum programa Os Trapalhões: merda não afunda, merda bóia, e quando você menos esperar, lá vem ela boiando no ribeirão direto em cima de você.  Que procurei repassar a quem convive comigo, incluindo meus filhos e na  sala de aula a meus alunos. Muitas lições a tirar daí no meu entendimento, a principal remete a princípios morais, honestidade, respeito aos demais semelhantes e à natureza, ética forte, etc. Que infelizmente foram esquecidos pela maioria dos que pertencem a algumas gerações passadas, perderam a noção do certo e do errado, perderam as referências. O resultado é o que estamos vendo hoje no país, e que deve ser aproveitado como uma enorme lição a ser aprendida e passada adiante nas novas gerações. Corrupção generalizada, propina desenfreada, nenhum respeito por nada se o lucro estiver em jogo, nenhuma cerimônia com o que é público e a perversa mistura do público com o privado. Muita coisa aflorando, muita merda vindo por aí no ribeirão, cada uma que aparece vem mais uma fila de outras “filhotes” no mesmo rastro.

Vai sobrar disto tudo, além dos escombros que precisam ser reerguidos, uma enorme lição para as nossas gerações, espero passem a enxergar o mundo com outra ótica, melhorando seu filtro para enxergar a realidade. A certeza nunca vai estar disponível, a verdade menos ainda pois ela morre com quem perpetrou os atos ilícitos, nunca vamos conseguir saber os detalhes e os envolvimentos. A mudança tem que estar em nós mesmos, na rejeição total a qualquer ato de desonestidade e corrupção, e na nossa coragem para enfrentar o desonesto bloqueando a corrupção no seu nascedouro. Será que dá para encarar?

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Plano de comunicações em projetos

Todo gerente de projetos concorda, sem vacilar, que o plano de comunicações é uma peça fundamental em todo e qualquer projeto, de qualquer porte, e com qualquer escopo. Projetos pequenos precisam menos, projetos grandes precisam mais. Estranhamente, é muito baixa a disponibilidade de material escrito de boa qualidade, que explore o assunto extensivamente, contrário ao que eu, pelo menos, esperava. Já procurei  muito, incluindo livros, e tudo gira em torno do que já está exposto no PMBOK – Project Management Body of Knowledge. Que, de fato, é suficiente para um primeiro entendimento e para lançar um padrão de conceitos e templates específicos para um primeiro passo em comunicações em projetos. Mas a maior parte dos gerentes de projeto acaba desenvolvendo o conhecimento necessário a partir da própria experiência em projetos, e depois de algum tempo dispensam as referências formais e desenvolvem as próprias ferramentas.

Abstract conception of network and communication, flow of information 3d

Abstract conception of network and communication, http://depositphoto.com

O objetivo de um plano de comunicações é, pelo menos: 1-listar todos os envolvidos no projeto ou organização, desde pessoas até grupos de trabalho, que tenham interesse ou relação com o andamento do projeto, tanto como receptores quanto geradores de dados e informações. Isto inclui o cliente ou seu(s) representante(s) no projeto, pessoal de Marketing da empresa, etc.; 2-listar toda e qualquer informação, formal ou informal, escrita ou falada, artefatos formais, mensagens de email, discussões em fóruns, produzidos ou recebidos pelo projeto, etc.; 3-relacionar 1 com 2, produzindo uma tabela em que cada interessado deve estar relacionado com a informação que deve fornecer ou deve receber; 4-associar tempo a cada cruzamento desta tabela, para deixar claro em que momento ou período de tempo que cada interessado deve ter acesso ou fornecer dados ou informações; -5-associar o dado ou informação também com cada cruzamento, deixando claro quem deve saber o que e quando. Curto e grosso, é isso, deve ter faltado alguma coisa na minha lista ai, mas no atacado, acho que não faltou.

Um outro detalhe normalmente não tratado nos planos de comunicação, é determinar o formato adequado para a informação a ser distribuída. Por exemplo, para os desenvolvedores é importante saber imediatamente as mudanças em requisitos, alterações em artefatos técnicos (diagramas, histórias de usuários, erros detetados, falhas em testes, etc.), pois a não disseminação desses dados compromete o desenvolvimento subsequente. Parte dessa informação deve também chegar ao gerente de projeto, que tem que acompanhar e ser responsável por todo o andamento do projeto. Mas, consideremos por exemplo um “gerente dos gerentes…”, um Diretor de Projetos, responsável por uma área inteira com vários projetos em desenvolvimento. Certamente, para esse Diretor não interessam as mudanças de nível operacional nos projetos, que ocorrem com muita frequência. O que ele tem que enxergar sempre, e manter sob controle, são os planos de projeto, os atrasos, impactos financeiros, as mudanças de planejamento ocasionadas por mudanças nos requisitos, por erros, por alterações internas não planejadas no projeto decorrentes do próprio desenvolvimento, etc. E se subirmos na hierarquia administrativa da empresa, se houver, o nível de detalhe vai encolhendo, sendo necessário outro tipo de apresentação da informação, talvez em períodos de tempo mais longos.

Bom, então o problema é mais complicado do que simplesmente fazer uma ou mais tabelinhas utilizando planilhas, e estamos acertados. Além de ter que gerar todas as tabelas de relacionamentos que citei acima, ainda resta fazer a tabela funcionar, ou seja, a comunicação planejada tem que ser executada. E aí a porca torce o rabo, pois estamos falando de outro mundo paralelo de softwares disponíveis para comunicação, cada alternativa com um uso especifico, não temos um pacote milagroso que faça tudo automaticamente (ainda, e é um nicho de negócios interessante): Wiki, chats, fóruns, pastas de projeto, relatórios específicos para a alta gerência com gráficos e tabelas demonstrativos, etc. Vamos usar chat para tudo, por exemplo? Qual ferramenta se aplica melhor à gerência de projetos, qualquer uma serve? Lembrem-se sempre de que estamos falando de comunicação, que significa via de mão dupla. Comunicação vai e vem, ela chega ao receptor e este tem que indicar que recebeu ou então responder adequadamente, para que não restem dúvidas de que os fluxos de informação estão sendo executados e que a informação está chegando aonde deveria chegar.

Claro, sem entrar nos detalhes, espero que já tenha ficado claro que não é nada trivial lidar com o plano de comunicações e garantir sua execução adequada. Dependendo do tamanho e escopo do projeto, pode ser necessária uma estrutura  gigantesca para comunicações, por exemplo em projetos com grupos de trabalho multinacionais, geograficamente distribuídos, já pensaram nisso? Para projetos pequenos, nem tanto, uma planilha e poucos fluxos de informação resolvem satisfatoriamente. Recomendo o material disponível aqui, para um tratamento mais técnico e detalhado do assunto.

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Apple, Error 53 e o aprisionamento de marca

Um termo muito utilizado na economia é o “aprisionamento de marca” (vendor lock-in) que tem variações como o “aprisionamento de tecnologia” (technology lock-in) e outras possíveis, que significa você comprar um produto de determinada marca, e ficar preso à marca enquanto tiver o produto, ou eternamente se preferir. Se a manutenção do dispositivo, por exemplo, somente puder ser feita por autorizadas (fora do período de garantia), é um caso de aprisionamento de marca.

Do ponto de vista do consumidor, nada pior que o aprisionamento de marca, pois o preço da manutenção tende a ser alto, com aquela velha desculpa de que só vão usar peças originais, totalmente compatíveis, etc. Para o consumidor médio, o que importa mesmo é que o produto funcione corretamente, com peça original ou com peça de outro fabricante que mantenha o funcionamento original, e principalmente que ele tenha a liberdade da escolha. Isso é muito comum com qualquer produto, notoriamente na indústria automobilística, que é antiga e consolidada, e tem inúmeros fornecedores de peças para qualquer veículo produzido aqui. Alguns deles são os mesmos que fornecem as peças originais que equipam o veículo, só que o preço na autorizada é um, e no mercado é outro normalmente bem menor.

O que acham de comprar um equipamento caro, um iPhone 6 por exemplo, ficar com ele até passar o prazo de garantia, e ai por azar, o botão Home dá um pau, ou o aparelho cai no chão e quebra a tela? E aí você telefona para uma autorizada e cai duro no chão com o preço do reparo, tenta então uma oficina alternativa confiável, e o preço cai para 1/4 do valor inicial? A decisão tem uma componente pessoal forte, pois um iPhone 6 custa por aqui a merreca de R$3500,00 para a versão de entrada com tela de 4.7″, é um verdadeiro investimento pessoal ao invés de ser um gasto de consumo. Para manter o equipamento, a maioria vai preferir fazer qualquer reparo, em qualquer tempo, na rede autorizada, não é isso? Mas, é direito do consumidor escolher, não é? Ficar aprisionado na marca é que não dá certo, não é aceitável.

É o que está acontecendo com o já famoso Erro 53 que aparece em iPhones 6 consertados fora da rede autorizada. O iOs 9 detecta a intrusão via algum problema que aparece no sistema de identificação biométrica do aparelho, e aí bloqueia o aparelho, ele fica inutilizado e o proprietário perde tudo o que tinha nele, a memória interna fica inacessível. Vejam aqui neste link, por exemplo, o artigo que saiu no BoingBoing, com um relato de um fotógrafo que perdeu todas as fotos que estavam armazenadas no seu iPhone reparado fora da rede autorizada.  É um desastre do ponto de vista de direitos do consumidor, tanto que a Apple já está pensando num remendo feio, que é o “owner override” em que o proprietário do aparelho concorda formalmente com a alteração que está sendo introduzida pela manutenção fora da rede. Eu acho isso uma solução péssima, que eu nem ouso chamar de gambiarra pois gambiarras são soluções criativas de modo geral. Ou seja, eu tenho um aparelho, que eu comprei com meu dinheiro, eu levei para consertar fora da rede credenciada por minha própria iniciativa, e eu ainda tenho que concordar formalmente com a “quebra de monopólio” da manutenção? Pela madrugada, isso é intervenção demais na minha vida, nós aqui no Brasil já estamos de saco cheio disto, ou não?

Claro que existe o argumento de que esse tipo de política da empresa é para garantir a qualidade dos seus produtos. Pode ser, mas a escolha tem que minha, do consumidor. Estão, no meu entendimento, caindo no mesmo erro que outras empresas que lidam com tecnologia cometeram no passado, de “prender o hardware” e acabaram morrendo por asfixia.

Desdobramentos: InformationWeekTIME Magazine; ZDNet;

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Superbowl 50, 2016

Mais uma vez tenho que me assustar com o tamanho do evento Superbowl nos EUA, este ano acontecendo em Santa Clara, California, no estádio Levis’s Stadium, considerado o maior e mais moderno estádio para essa modalidade nos EUA. É a final do campeonato nacional de futebol americano, que leva zilhões de pessoas aos estádios durante toda a temporada, movimenta jornais, revistas, patrocinadores, jogadores, famílias, crianças, adultos. O evento deste ano é o Superbowl 50, sua quinquagésima ocorrência.

IMG_4939Os números são de impressionar, e alguns se referem a toda a temporada, e não apenas à final: US$5 milhões para uma inserção de comercial de 30 segundos; US$25000 o preço do troféu a ser entregue aos campeões, produzido pela Tiffany & Co; 9 milhões de libras (aprox. 4.5 milhões de quilos) de creme de abacate, ou guacamole como é conhecido por lá; 1.25 bilhões de asas de frango serão consumidas como tiragosto; 14.500 toneladas de chips de todos os tipos; 325 milhões de galões de cerveja (1 galão aprox. 3.8 litros); 1.5 milhões de trabalhadores vão alegar algum tipo de doença para faltarem ao trabalho no dia do Superbowl 50. Acho que isso aí já é suficiente para avaliarmos o tamanho de uma temporada da NFL.

Na semana que antecede o Superbowl 50, eventos relacionados acontecem a semana toda, incluindo campanhas educativas (câncer por exemplo), eventos esportivos envolvendo crianças para ativar o interesse por esportes, vejam a lista aqui.  Claro que é um evento comercial e muito forte, mas não deixa de ter seu lado social, para angariar simpatias e aumentar os números no próximo ano. Crianças e jovens serão os futuros torcedores, frequentadores dos estádios e talvez até novos jogadores, ficam de olho na sustentabilidade do negócio.

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