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O livro é muito bem planejado e projetado e tem uma base científica muito boa. O autor dedicou três anos lendo e se
preparando para publicá-lo. A história se desenvolve em cidades do estado de Nova York perto da fronteira
com o Canadá, New York City  obrigatoriamente, e do Território Mohawk Kahnawake, que é uma reserva da nação dos índios  Mohawk de Kahnawáke na costa sul do rio St. Lawrence em Quebec, no Canadá (Montreal).    
Mais uma vez
o Teste de Turing, tão explorado pela ficção científica, surge como o teste através do qual personas virtuais (simulações de
pessoas reais) criadas aplicando técnicas de aprendizagem profunda (deep learning),  passam facilmente. Esses personagens são criados e mantidos “vivos” por enormes servidores e clusters de computadores, capazes de gerar gêmeos virtuais de pessoas do mundo real e de enganar qualquer pessoa, incluindo a própria pessoa do mundo real que é simulada. Este é o  pano de fundo do livro, e a história se desenvolve envolvendo jovens hackers, executivos financeiros mais velhos, assassinatos, ordens emitidas por personas virtuais para pessoas e organizações do mundo real. Minha área de especialização é ciência da computação e tecnologia, então foi muito fácil para mim acompanhar a coisa toda e entender detalhes técnicos. Não encontrei nada fora do normal ou não factível, a história é muito possível e talvez a tecnologia já exista. Lembrem-se de Singularity, um termo cunhado por Vernor Vinge em um artigo publicado em 1993 … Um excelente livro, faz tempo que não leio ficção científica, recomendado sem dúvida. 

ENGLISH VERSION
The whole book is very well designed and has a very good scientific base. The author dedicated three years reading
and preparing to release the book. The story develops in New York State cities close to the border with Canada, NYC
of course, and the Kahnawake Mohawk Territory, that  is a First Nations reserve of the Mohawks of Kahnawáke on the
south shore of the St. Lawrence River in Quebec, Canada, across from Montreal. Again the Turing Test, so much
over-explored by science fiction, comes to scene as the test through which human personas (simulations of real
world people) created by applying deep learning techniques pass. Those personas are created and kept “alive” by
massive computer servers and clusters, capable of generating real world people virtual twins and to fool anybody
including the real world person that it simulates. That is the whole backstage of the book, and the story develops
involving young hackers, old fashioned financial executives, assassinations, orders issued by virtual personas to
real world people and organizations. My area of specialization is computer science and technology, so it was quite
easy for me to follow the whole thing and understand technical details. I did not find anything out of this world,
the story is very much possible and maybe the technology already exists. Remember the Singularity, a term coined by
Vernor Vinge in a paper published in 1993… A very entertaining and good book, I would no doubt recommend it.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Viçosa, MG)

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Publicado em Ficção, Livros, Tecnologia

Tecnologia e dependência 

Não  há muito tempo, era comum as pessoas ainda saberem se orientar sem a dependência de tecnologia. Bastava saber onde estava o Norte, que ficava quase tudo resolvido. Numa grande cidade, a localização das vias principais era um primeiro passo para a gente se orientar. Depois de algumas erradas e acertadas, uma primeira aproximação de um mapa já estava configurada na cabeça e daí em diante era só acrescentar os detalhes das novas experiências. A estrutura já estava pronta para receber novas informações.

Para pegar estrada com o carro para locais desconhecidos, bastava um estudo de mapas do Guia Quatro Rodas do Brasil, que era atualizado regularmente. Trazia um livro com mapas e informações sobre as principais cidades de todo o país, e um mapa do Brasil com todas as principais estradas e acessos a elas. Mapão na mão da minha navegadora preferida, guia das cidades no porta-luvas, e a gente encarava a estrada e entrava nas cidades com segurança. Aqui nos EUA, usávamos os excelentes guias Rand McNally que são editados em papel até hoje e podem ser comprados  em qualquer ponto de parada nas rodovias. Assim funcionava a orientação nas cidades e estradas do mundo todo, obrigando todo mundo a saber se orientar, localizar o Norte, um exercício mental saudável e divertido.


Mas… é claro que a tecnologia evolui para nos dar mais conforto e segurança, pelo menos supostamente. E assim, se entrarem nos sites da Quatro Rodas ou do Rand McNally, vai ser difícil encontrarem os mapas impressos. O que aparece são os tablets especializados e atualizáveis, basta indicar o destino e seguir as orientações visuais e de voz do aparelho. A voz do Dart Vader nos direciona e guia ao destino. Se erramos na estrada ou rua, a rota é reconfigurada sem problemas e o software salva nossa pele. Isso não é mais novidade nenhuma, pois o Google Maps, Waze, Here e vários outros construídos sobre a API do Google Maps já oferecem esses recursos, tornando obsoletos os demais equipamentos. Basta um smartphone ou tablet com acesso a internet ou com GPS embutido, e fica tudo certo. Exceto quando falha a rede da operadora de celular ou nuvens de chuva bloqueiam o sinal de satélite e o GPS, aí danou-se. Como é que faz? Como ninguém mais sabe se orientar pelo Norte, o jeito é parar na primeira oportunidade e ficar tomando café até o sinal voltar…


O fato que quero evidenciar é exatamente essa dependência excessiva, essa entrega incondicional, à tecnologia e seus desdobramentos. As pessoas confiam tanto no equipamento e na tecnologia, que mesmo conhecendo a região onde vão circular, saem de casa com o Google Maps ativo. Claro, pode ter algum engarrafamento ou bloqueio policial e o software vai nos redirecionar. Mas, com todo mundo usando o Maps, vão acontecer engarrafamentos logo adiante, e o Maps redireciona, e outro engarrafamento surge, e ai vamos recursivamente sendo guiados pela tecnologia para o novo nó criado pelo uso da tecnologia… Mesmo não acontecendo nada disso, seguem o direcionamento da voz do aparelho por vicio ou costume com a tecnologia.


Tecnologia vem para resolver problemas, felizmente. Mas não podemos abrir mão da nossa competência e do nosso conhecimento, para abraçarmos a tecnologia cegamente. O Norte ainda está lá disponível, basta uma bússola (alguém se lembra delas?) que os smartphones oferecem aos montes. A mente tem que ser exercitada. No limite, não vamos conseguir mais nem achar o banheiro das nossas moradias sem ajuda do smartphone. Duvidam?


Links

Guia Quatro Rodas – infelizmente o guia a que me referi na postagem não existe mais na forma impressa


Rand McNally – vai o link do guia na Amazon. O site é randmcnally.com.


(Fui inspirado por minha netinha de 10 meses que ficou me rodeando com muitos sorrisos, bubu, baba, bobô, e que se orienta muito bem sem smartphone)


(Escrito por José Luis Braga para publicação no blog zeluisbraga.wordpress.com) (from Emerson, NJ, EUA)

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Hippies!

Li recentemente Walden, um livro que é considerado um influenciador no movimento hippie dos anos 1960. Seguindo sua trilha, minha próxima (e última) leitura sobre este tópico teria que ser sobre os hippies e seu impacto na sociedade. Achei o livro Hippies (Gary Gautier), que acabei de ler. Um romance muito divertido e bem escrito sobre os hippies, suas utopias (ou distopias) e seu estilo de vida, vivendo em uma comunidade hippie pós-Woodstock em New Orleans (o autor nasceu lá). O sonho da vida simples, integrada na natureza, sem preconceitos, sem distinção de raças, sem limites, vivendo apenas hoje, sem consumismo, sua música, muito amor e um monte de ácido e outras drogas e as viagens mentais que provocam. Os impactos negativos da dependência, particularmente o vício em LSD e seus danos mentais, são muito ricos e vividamente descritos, quase fazem o leitor viajar junto com os personagens do livro. Os últimos capítulos são dedicados a como tudo termina, os hippies de volta à sociedade “normal”, mas vivendo e guiados por seus sonhos do passado. Gostei muito do livro, era uma leitura necessária para fechar o tópico em minha mente. Altamente recomendado!

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I recently read Walden, a book that is considered a influencer on the hippie movement from de 1960’s. Following its track, my next (and last) reading on this topic ought to be about the hippies and their impact on society. Then I found this book Hippies (Gary Gautier), which I have just finished reading. A very entertaining and well written novel about the hippies and their lifestyle, living in a hippie post-Woodstock community in New Orleans (the author was born there). The dream of simple life, no prejudices, no races, no limits, living just for today, no consumism, their music, much love and a lot of acid and other drugs mind trips. The negative impacts of drug addiction, particularly LSD addiction and its brain and mind damages, is very richly and vividly described, it almost makes the reader tripping together with the book characters. Last chapters are devoted to how it all ends, hippies back to “normal” society but living by their dreams. I liked the book a lot, it was a necessary reading to close the topic on my mind. Highly recommended!
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Caros leitores, não se preocupem, não estou querendo aderir ao movimento hippie tardiamente, depois de aposentado. Depois da leitura de Walden, deu vontade de continuar a ler e entender melhor o movimento hippie, e esse livro foi um achado. Interesse apenas intelectual!
(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Belo Horizonte, MG)

 

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Walden, a vida simples

Esse livro é um clássico da literatura mundial, mas notoriamente a estadunidense. Publicado em 1854, no meio do século XIX, foi um marco na vida de muitas pessoas, particularmente o movimento hippie dos anos 60, que foi baseado em parte no transcendentalismo (vejam aqui, Wikipedia). Escrito por Henry David Thoreau, Walden descreve a experiência de vida simples do autor em um sítio às margens do lago Walden Pond, localizado em Concord, Massachussets, EUA (vejam no Google Maps). Sítio de propriedade do poeta estadunidense Ralph Waldo Emerson, considerado um ícone do transcendentalismo, e que foi uma das influências de Thoreau em sua experiência transcendental de vida.  Thoreau viveu uns tempos nesse sítio, construiu a casa e vivia de seu próprio trabalho, comia o que colhia, vida simples totalmente, com dependência econômica mínima do mundo exterior.

O livro é um relato desta experiência, é muito longo e leitura cansativa em alguns pontos, pois o tema não tem mais o apelo que teve na época e principalmente no século seguinte, o século XX, com o movimento hippie dos anos 60. Não  consegui ler o livro todo com a devida atenção, muito do que ele fez e relata não se aplica mais, vivemos em outro mundo. Vida simples e despojada certamente deveria ser uma meta de todos nós nesse nosso mundo consumista, mas a visão idílica e utópica de viver na beira de um lago, produzindo para as próprias necessidades, tomando banho de lago todos os dias, levando vida solitária e de contemplação, é impossível nos nossos dias. Não existe na face da terra um sítio onde seja possível fazer isso com segurança e paz suficientes (exceto talvez no cemitério…).

De quebra junto com o livro, vem um artigo ou livreto complementar do Thoreau, Civil disobedience, tão conhecido e famoso quanto o próprio livro Walden. Reflexões do autor sobre o estado, a dominação do estado com relação ao cidadão, a servidão do cidadão ao estado com os impostos, etc. As ideias são bem atuais, estou gostando mais da leitura. O livro que li pode ser baixado em formato ebook (Kindle ou opensource) diretamente do site do Projeto Gutenberg, aqui. Vale a pena a leitura? Claro que sim, vale muito, ainda mais se considerarmos o peso histórico deste livro que influenciou e ainda influencia gerações.
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Transcendentalismo: substantivo masculino
1. doutrina concebida pelo filósofo alemão Immanuel Kant 1724-1804e desenvolvida por inúmeros epígonos e seguidores, que se estrutura em torno da investigação das formas e dos conceitos apriorísticos da consciência humana; idealismo transcendental.
2. qualquer doutrina voltada para a investigação da realidade transcendente, ou caracterizada por métodos alógicos de compreensão da verdade, tais como a intuição, a fé ou a revelação, que transcendem os instrumentos racionais e empíricos do conhecimento humano.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Viçosa, MG)

 

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Publicado em Livros, Opinião, Social

Vesícula

A vesícula é uma pequena bolsa, localizada logo abaixo do fígado, próximo às costelas do seu lado direito do corpo (vejam a figura ao lado) que tem a função de armazenar e jogar bile, um líquido pastoso formado predominantemente por colesterol, bicarbonato e pigmentos, no duodeno para ajudar na digestão de alimentos gordurosos.  A bile é formada no fígado que se comunica com a vesícula, e a bile fica lá esperando sua vez de ser usada. Quando a dieta é pobre em gorduras  a saída da vesícula para o duodeno fica fechada. Com o tempo, a bile vai se endurecendo e forma os famosos cálculos biliares, enormes (normalmente) e causadores de problemas. Esses cálculos acabam por se alojar vesiculana saída de bile para o duodeno, represando tudo dentro da vesícula que incha, e aí acontece o que ninguém quer: crises de dores na vesícula. Exames de ultrassom abdominal de rotina mostram a vesícula e sua estrutura. Quando chega no ponto de estar com muitos cálculos e barrando a saída da bile, é a hora de tirar a vesícula, que perde sua função original, e vai ficar provocando crises. Existem procedimentos externos, não invasivos (como a litotripsia extracorpórea usada para bater e quebrar cálculos renais), que podem ser usados, mas se funcionarem, será por pouco tempo, os cálculos vão se formar novamente e o problema vai persistir. Segundo os médicos, o caminho seguro é tirar a vesícula.

Como eu já tenho meus cálculos renais (vejam aqui no blog) e o processo é parecido, conheço os sintomas das horríveis crises renais, já tive várias, expeli vários cálculos e tive que ir para bloco cirúrgico algumas vezes fazer extração de outros tantos. Mas a vesícula me enganou completamente.  Uma vez de que me lembro foi em 2014, abdômen inchou de repente, doendo demais, tomei remédio para dor (Buscopan mesmo) e não adiantou nada, levou um tempão para passar. Tive outra mais recente, pior que a primeira, desta vez inchou tanto o abdômen que chegou a provocar dor na coluna. Não consegui identificar a causa da dor, tinha certeza de que não era crise renal, pois já tive várias e essa eu conheço bem. E também como nas crises renais, remédios para dor adiantam pouco, a dor é persistente e chata demais. É possivel que outras crises mais brandas tenham acontecido e eu não percebi, sem contar a sensação de lotado e abdomen inflado com regularidade após as refeições. E olhem que nem como carne vermelha, só frango. Gorduras, nem pensar, já faz um bom tempo que reduzi meu consumo ao inevitável. Nada frito.

Nos exames anuais de rotina (faço todos os anos desde meus 40 anos), cardiologista e urologista pelo menos, e outras especialidades quando há indicação, a vesícula apareceu no ultrassom repleta de cálculos, indicação de remoção já pelo médico que fez o ultrassom. Daí para constatar que de fato a cirurgia era mesmo o indicado, marcar a cirurgia e extrair a vesicula foi um pulo. Data é só marcar que ela chega rápido, já repararam nisso? No dia 3 de março, anteontem, tirei a vesícula finalmente. Por videolaparoscopia, um procedimento de baixo risco e alto benefício, apenas quatro pequenos furos na região próxima da vesícula, e em pouco tempo, estava livre ela. Anestesia geral, quando dei por mim, já estava na sala de recuperação com o problema resolvido, meio sem saber o que tinha acontecido. Detalhe, sala lotada de pacientes em recuperação. Aqui em BH, no hospital LifeCenter. A recuperação é muito boa, ontem mesmo, dia 4, já tive alta e vim para casa, sem problemas.

Não tem jeito de passar pela vida sem ir deixando pedaços do corpo pelo meio do caminho. O corpo humano vai envelhecendo, não tem como parar esse processo e deixar o corpo sempre jovem (por enquanto!) e sem problemas. Certamente vou ter melhora sensível na digestão de alimentos, as crises vão sumir. A bile continua a ser pingada no duodeno, mas sem passar pela vesícula. Dieta sem muita restrição, apenas não exagerar nas gorduras (o equilibrio deve ser sempre a nossa meta, nada de exageros com nada). De quebra, ainda emagreci uns 100 gramas (peso aproximado da vesícula),  isso é lucro.

Quis deixar esse depoimento pessoal aqui no blog, como fiz com meus problemas com cálculos renais. Sei que ajuda muita gente que procura um depoimento menos técnico para entender seus próprios problemas de saúde. Mas, não se esqueça, se tiver algum sintoma como eu descrevi aqui, procure seu médico, nada de iniciativa própria. Recomendo este artigo aqui do MDSaude sobre pedra na vesícula, está tudo ai com mais fotos.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Belo Horizonte, MG)

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V2V: a rede veículo a veículo

Seguindo os passos dos veículos autônomos, carros sem motorista, etc., começam a aparecer ainda em estágio experimental novos avanços tecnológicos que vão tornar o futuro mais confiável e mais confortável para o ser humano. A ideia é promover a comunicação entre veículos, que poderão trocar informações valiosas entre si, também de maneira autônoma. A comunicação veículo-a-veículo, ou V2V, é habilitada por uma rede sem fio dedicada e de  uso específico, de alcance restrito em torno de 300 metros (1000 pés) ou, em termos de tempo, 10s em velocidade normal para boas estradas. A tecnologia a ser usada (pelo menos nas pesquisas) são as comunicações dedicadas de curta distância (DSRC – Dedicated Short Range Communications), um “wifi like” que não usará as frequências tradicionais de wifi disponíveis.

bmw_3d_car2car_cityscenarioNo estágio atual, a tecnologia está em desenvolvimento na University of Michigan em Ann Arbour. Os testes estão sendo feitos em uma auto-estrada em Ann Arbour, com a instrumentação necessária instalada em um trecho de 73 milhas (121 km). Oito fabricantes participam dos testes com 2500 veículos devidamente equipados para permitir a comunicação.  Os dados a serem trocados entre os veículos são (lista inicial): velocidade do veículo, posição e direção do veículo, tipo de marcha (acelerando, marcha normal ou desacelerando), freios acionados, mudança de faixa de trânsito, controle de estabilidade, limpadores de párabrisas ligados, posição da marcha do carro, etc.  Com esses dados disponíveis para cada veículo, já com a frota atual equipada com hardware e software específicos em parte já disponíveis nos sistemas multimídia que já se tornaram comuns, será possível avisar aos motoristas de acidentes adiante, chuva, queda de barreiras, neve, necessidade de diminuir velocidade, etc.  Isso por enquanto, pois quando os carros autônomos estiverem nas estradas em número suficiente, as correções necessárias poderão ser feitas de maneira autônoma, sem intervenção do motorista.

Claro que os questionamentos já estão surgindo, pois há riscos enormes envolvidos. Por exemplo, a segurança desta tecnologia de comunicação DSRC. Os veículos ficarão mais vulneráveis? Serão um convite aos crackers, que poderão invadir os veículos diretamente afetando seu funcionamento, acionando freios, acelerando e outras desgraças?  São problemas que vão surgindo na medida em que a tecnologia vai ficando disponível, e vão ter que ser resolvidos antes de irem para a rua (preferencialmente), pelo menos no que for possível antever. Infelizmente, não temos disponível ainda um modelo da “mente do mal” que permita mapear antecipadamente todas as desgraças que possam acontecer. Digo “ainda” porque certamente em algum momento esse modelo vai estar disponível, podem apostar.

Segundo estimativa da GM, a tecnologia será efetiva quando 25% da frota estiver equipada e rodando nas estradas.

Artigo base para esta postagem:   V2V: What are vehicle to vehicle communications…?

A figura utilizada acima foi extraída do V2V:…, ilustração feita pela BMW que é um dos fabricantes que participam do projeto.

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Viçosa, MG)

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Raciocínio lógico ainda é falha de formação

question-con-2-1444519Até parece que estava lendo notícia antiga de há mais de 10 anos:  “Entre os quase 1,3 milhões de jovens de 18 a 28 anos de idade, inscritos em 94 processos seletivos de 53 companhias ao longo de 2015, somente 0,3% deles atendiam aos requisitos impostos pelas companhias.”  E a surpresa maior, isso independente da universidade de origem, os alunos das nossas grandes universidades também estão nessa amostra aí. Os critérios de seleção mudaram um pouco para outras habilidades não ensinadas ou incentivadas nos cursos superiores pelo país. Os dois principais fatores de eliminação: 54% dos candidatos não atendem ao requisito de “domínio do idioma inglês no nível intermediário ou superior“, e 45% têm “baixa capacidade de raciocínio lógico, análise e resolução de problemas“.

Achei que a exigência de inglês fluente já estivesse resolvida, afinal isso é antigo, todo mundo sabe disso. Mas aumentaram a altura do sarrafo e o salto tem que ser mais forte e mais alto, não basta mais o yes-no-ok-maybe, tem que ter fluência e saber falar de fato. Já a capacidade de raciocínio lógico raros alunos conseguem desenvolver, tem que ser trabalhada muito antes de o aluno entrar no curso superior. Seu aprendizado tem que ser associado com a exposição dos alunos a problemas reais, situações que exijam capacidade de análise e tomada de decisão. Na minha opinião, no curso superior a participação em Empresas Juniores provoca o polimento e desenvolvimento destas habilidades, pois os alunos assumem responsabilidade de fato sobre projetos a desenvolver. Têm que se dedicar a fazer planejamento (por mais rasteiro que seja, é um aprendizado real), acompanhamento do desenvolvimento, resolução de conflitos, habilidades sociais, participação profissional em reuniões com os clientes, contato com empreendedorismo e seus desdobramentos, inovação, etc. Aquisição de visão sistêmica de problemas, este é o ponto. O inglês é até considerado secundário, pois pode ser aprendido em qualquer fase da vida (em termos). Já a desenvoltura nos negócios é mais difícil de aprender, piora muito enquanto o tempo passa.

Um outro atributo é a castigada resiliência, termo usado e abusado pois se tornou modismo e ficou bonito incluir a palavra em qualquer palestra ou notícia. Na maioria das vezes, é usado errado, vejam o correto: “Resiliência significa voltar ao estado normal, e é um termo oriundo do latim resiliens. Resiliência possui diversos significados para a área da psicologia, administração, ecologia e física. Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.” (vejam no site original aqui). É uma capacidade que só se adquire com a vida e com as pancadas que a gente leva dela, não acho que seja possível ficar lendo livros sobre o assunto, lendo exemplos, e aprender a ser resiliente. Quanto mais dura for a sua vida, mais oportunidades de aprender a ser resiliente você vai ter. Falei um pouco sobre essas questões em uma postagem recente, Profissões em extinção.

Os raros que são aprovados nos programas de trainee estão recebendo treinamento complementar para desenvolver as habilidades sociais, convivência em grupos, resiliência, liderança, visão sistêmica. Mas lembre-se sempre de que uma parte da sua formação é responsabilidade sua mesma, hoje o aprendizado é mais autônomo, contínuo e dinâmico, aprende-se a vida toda. Não adianta ficar esperando conhecimento cair de graça no colo, de mão beijada. Tem que saber buscar as boas fontes, aproveitando as oportunidades que surgirem. Assuma o rumo do seu futuro e da sua vida o mais cedo possível. 

Artigo inspirador deste post: EXAME de 21 de dezembro de 2016, seção GESTÃO – Recursos Humanos, jornalista Aline Scherer. Recomendo a leitura, tem muita informação importante. 

(este artigo foi escrito por zeluisbraga, e postado no meu blog zeluisbraga . wordpress . com) (this post is authored by zeluisbraga, published on zeluisbraga . wordpress . com) (from Viçosa, MG)

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Publicado em Carreira, Educação, Empreendedorismo, Social
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